<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872</id><updated>2012-02-11T18:03:18.598-03:00</updated><category term='hugo carvana'/><category term='messi'/><category term='river plate'/><category term='campo'/><category term='download'/><category term='jazz'/><category term='Bolívia'/><category term='malandro'/><category term='Evo Morales'/><category term='sashird lao'/><category term='kirchner'/><category term='samba'/><category term='ortega'/><category term='discos'/><category term='nacional'/><category term='independiente'/><category term='dunga'/><category term='populismo'/><category term='referendo'/><category term='crise'/><category term='filme'/><category term='antigos'/><title type='text'>Mundo Todo</title><subtitle type='html'>O MUNDO TODO É O MÍNIMO DO MUNDO - COMUNICAÇÃO AGUDA</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>90</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2364980770934410718</id><published>2008-08-22T17:42:00.005-03:00</published><updated>2008-08-22T17:56:20.067-03:00</updated><title type='text'>Miriam para presidente do Suriname!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SK8lvOFP1KI/AAAAAAAAALE/rTTbg_Q0c40/s1600-h/miriam.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5237446384819360930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SK8lvOFP1KI/AAAAAAAAALE/rTTbg_Q0c40/s320/miriam.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e deixa muito triste essa "bronca" competitiva entre países. Mostra cada vez mais o limite humano de seres que pensam que conhecimento e razao significam sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Miriam Leitao é uma jornalista brihante, com posicoes que nao concordo na maioria das vezes (quase todas, aliás, em todas as vezes) , mas que tem acesso e é incansável na busca de informacoes (embora a qualidade dessas informacoes seja questionável também na maioria das vezes). Mas parece que precisa ter muita luz ainda como ser humano, pelo menos na arte de enxergar o outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse artigo é um crime, um atentado mimado contra nossos irmaos latinoamericanos. Nao temos que comemorar que estamos melhores que ninguém. Em uma rápida olhada na história, vemos que essas fases de crescimento sao isso, fases (porque geralmente nao vehm atreladas a uma estrutura a longo prazo, de seriedade educacional e de um rompimento real com as estruturas arcaicas de poder).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Festejar que estamos melhores , além disso, é uma miopia social. A Argentina, por exemplo, passa por um momento difícil, mas carregado de debate , de exposicoes de verdades que permitem uma pessoa ver com mais profundidade os andaimes fantasmas que ainda persistem dentro da construcao. É um país que , bem ou mal, nao pára. A Bolívia está dividida, mas se mexeu no queijo de uma elite social preconceituosa e que , declaradamente, quer manter o higienismo interessado dos poderosos. Ver a Venezuela, com todas as suas questoes, é ver como um país está freando a sanha americana de dominar o petróleo. Bem ou mal é resistencia, nao a estática, mas a resistencia que quer apontar nossa cabeca para algumas verdades que veículos como O Globo, historicamente, fizeram questao de esconder.&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Em vez de abrir o champanhe pra dizer que estamos melhores, a jornalista, com todo o respeito, deveria brindar a hora de enxergamos nossos vizinhos, aprender com suas experiencias, estender as maos economicamente e pensar que o Brasil nao é nada sozinho. Que ser auto suficiente em coisas, nao é suficiente pra alma.&lt;/p&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/economia/miriam/#121750"&gt;POST DELA&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2364980770934410718?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2364980770934410718/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2364980770934410718&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2364980770934410718'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2364980770934410718'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/miriam-para-presidente-do-suriname.html' title='Miriam para presidente do Suriname!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SK8lvOFP1KI/AAAAAAAAALE/rTTbg_Q0c40/s72-c/miriam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8340808497741123016</id><published>2008-08-17T22:04:00.006-03:00</published><updated>2008-08-17T23:08:26.010-03:00</updated><title type='text'>Quem fala, discorda.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKjX2RTnHRI/AAAAAAAAAK8/JJ0x6eEfngs/s1600-h/CristinacaricaturizadaporS%C3%A1batconmediacaraconelperfildeN%C3%A9stor.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKjX2RTnHRI/AAAAAAAAAK8/JJ0x6eEfngs/s320/CristinacaricaturizadaporS%C3%A1batconmediacaraconelperfildeN%C3%A9stor.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235671894176767250" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;e arma na Argentina uma proliferação interessada de contestações ao modelo Kirchnerista. E é claro que, como se trata de um governo nacional da importância de um país como a Argentina, as bocas contestadoras são muitas, de muitos níveis e origens, assim como as bocas e mentes que o defendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que mais me chamou a atenção nos últimos meses foi um setor da sociedade, um ator social (termo na moda) que foi (tempo passado, o corpo cansa e a resignação mora) vítima de meus ataques de ira impotentes no Brasil: a intelectualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser intelectual, no Brasil, é sentar no Bar Jobi , no Leblon, sempre o Leblon, e cantar louvores a atos passados e a incapacidade de adaptação a pseudo-atos presentes e a não-atos futuros. Ou usar tênis vermelho, ver e comentar filmes iranianos, saber de pobreza num disco de Candeia num loft-soft-apê-modern-decor numa zona privilegiada.  Ou fazer turismo com o  dinheiro do Cnpq.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, pelo menos, a inteligentsia se organizou e lançou o movimento Cartas Abiertas. Trata-se de reuniões bimensais e elaboração de propostas em várias áreas feitas por educadores, médicos, artistas, comunicadores, filósofos e vamos botar água no feijão. Tudo isso surgiu com a questão do campo, do tremelique das bases sociais, da exposição dos defeitos democráticos argentinos e da real necessidade de se pensar em conjunto o quebra-cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que nem tudo é maravilha nesta história. Boa demais a iniciativa desses intelectuais, louvável a idéia do debate de opiniões, melhor ainda a redação de cartas com propostas para o governo, mas há que se ter cuidado e extrema transparência ao dar papel a esses atores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Beatriz Sarlo, uma comunicóloga genial, voz quase sempre consciente desse mundo pós-moderno, foi uma que "denunciou" (e por isso tacaram 20 pedras em seu cabelo meio laqueado) algo que se deve vigiar: esses intelectuais, em sua maioria, são kirchneristas. E entraram na onda golpista que a Cristina quis vender.  Conhecidos, respeitados, validados, mas com tendências políticas claras e história caminhada no reconhecimento dos Kirchner.  Prova disso é que essas Cartas, embora leitura obrigatória para se entender bem alguns movimentos da América Latina atual, são documentos que apoiam bastante ao governo do casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há pontos de concordância e discordância com relação a essas cartas. Isso é natural e necessário. O perigo (olho no lanceee!) é que o exercício democrático do debate leve para uma defesa egóica e totalitarista da opinião. "Querer estar certo" foi o país onde Napoleão perdeu a guerra. Nestas cartas, há trechos altamente pró-K (e sem a isenção crítica mínima) e há trechos minunciosos e críticos que traçam um perfil ainda pouco explorado e perigosos da nova direita latinoamericana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que agradecer as mãos ao céu e bater no peito: a intelectualidade levantou a bunda do café e está fazendo algo de concreto pelo país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, essa proliferação interessada de contestações não pode ser vista como algo ruim, como sempre se quer ver o que se contesta. Parece que a economia neo-liberal e essas palavras em latim da bíblia da economia de especulações, reativou uma idéia progressista e moderna de mundo. Se não houver ordem, a bolsa cai. É a volta dos professores que dão fórmulas para "fazer uma boa poesia" (clássica cena de Sociedade dos Poetas Mortos). É a volta dos médicos pré-psicanalistas que vêem a revolta e o olhar alternativo como a presença do diabo. É uma ameaça quase que divina de reis absolutistas e de um clero que não quer alfabetizar seus crentes na própria religião (como já vimos na história do mundo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, passada essa análise de um quarto de tijela, o que quero dizer é que a Argentina está quebrando o pau no debate. E, como diria minha avó, brigar é saudável pra criança. Mas atenção para o empresariado histórico e reacionário nacional (e por que não dizer latinoamericano ?) que, ao ver um governo abalado e uma inflação crescendo, adora plantear o apocalipse e para uma mídia que, em grande parte, pertence a esse empresariado. Atenção com a suposta vitória do campo e suas diversas facetas, como o campo bilionário agro-exportador e o charcarero ferrado que não está vendo a coisa melhorar. Atenção para o racha em um setor fundamental pra governabilidade argentina (ainda mais essa com o vulto do Peron babando cada movimento) que é o dos sindicatos (que estão revivendo uma briga muito parecida com a que surgiu na década de 20 , na época do radicalismo , aqui e que criou diversas forças sindicais contrárias. É basicamente a disputa entre quem quer ficar perto do governo para receber vantagens e andar com a roda e quem quer ficar isento e ter liberdade para questioná-lo quando quiser). Atenção para o hermetismo dos K que, mesmo com consultorias de imagens que deram a idéia pra Susana Vieira dar mais entrevistas, se fecham em seu quarto de forma bem pouco democrática e transparente (são viciados em sexo, só pode ser).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai abrindo aí que tem caldo....&lt;br /&gt;&lt;a href="http://legequaeso3.wordpress.com/2008/05/11/kristina-dia-154-carta-contra-carta/"&gt;&lt;br /&gt;Análise irônica da Carta Abierta 1.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-104188-2008-05-15.html%20%28carta%201%29"&gt;Carta 1&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-105384-2008-06-04.html"&gt;Carta 2 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-105814-2008-06-11.html"&gt;&lt;br /&gt;Carta 3 &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.pagina12.com.ar/diario/elpais/1-109871-2008-08-17.html%20%28pr%C3%83%C2%A9%20-%20carta%204%29"&gt;Pré-carta 4&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://adncultura.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1036742"&gt;Entrevista Beatriz Sarlo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/nota.asp?nota_id=1040538&amp;amp;pid=&amp;amp;toi="&gt;Um país rebelde e em estado de assembéia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8340808497741123016?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8340808497741123016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8340808497741123016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8340808497741123016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8340808497741123016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/quem-fala-discorda.html' title='Quem fala, discorda.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKjX2RTnHRI/AAAAAAAAAK8/JJ0x6eEfngs/s72-c/CristinacaricaturizadaporS%C3%A1batconmediacaraconelperfildeN%C3%A9stor.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6260411301777390613</id><published>2008-08-13T12:07:00.004-03:00</published><updated>2008-08-13T15:02:31.483-03:00</updated><title type='text'>Sem foto e com vergonha</title><content type='html'>Post com um quê inútil de indignacao. É sobre os gastos publicados dos candidatos a prefeito do Rio de Janeiro. Sei que é impossível pensar em campanhas sem esses gastos estratosféricos, mas defendo um limite (bem mais abaixo) para tal "infame necessidade democrática".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo isso porque, comparando a soma dessa grana com algumas áreas básicas de nosso cotidiano, o aburdo é mais claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No total, os candidatos gastarao (nota, esse é o previsto. É o previsto que sempre passa. E isso contando o primeiro turno) &lt;strong&gt;cerca de 51 milhoes de reais. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando como base o orcamento da saúde do Estado de 2006-2007 (porque o Sérgio Cabral vetou uma lei que permite o acompanhamento do orcamento do Rio pela Internet), &lt;a href="http://www2.camara.gov.br/orcamentobrasil/orcamentouniao/estudos/2007/EST%2001-2007%20-%20Verbas%20repassadas%20pela%20Uniao%20aos%20hospitais%20f....pdf"&gt;vemos&lt;/a&gt; que&lt;br /&gt;é mais do que gasta, &lt;strong&gt;NO ANO&lt;/strong&gt;, o movimentado e necessário Hospital do Andaraí, na Zona Norte carioca, só para dar um exemplo. E da última vez que estive lá, havia uma fila de cerca de 100 pessoas (maioria idosas de comunidade de baixa renda) porque nao havia enfermeiro à disposicao para fazer um exame em uma máquina que precisava ser consertada de tomografia. Ou seja, nao tinha ninguém pra te levar à nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui a indignacao inútil também desse referido veto do Sérgio Cabral à prestacao de contas on-line do Governo. Falar que é um roubo, uma imoralidade e um absurdo, soa infantil. É muito mais que isso. É uma enganacao entubada nesse termo vago e esfumacado que é a "democracia". Vai um link abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diariodorio.com/category/orcamento/"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;Cabral rejeita publicar contas na internet&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;da Folha de S.Paulo, no Rio&lt;br /&gt;O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), vetou projeto de lei aprovado de três deputados estaduais da oposição que propunha colocar as contas do Estado na internet.&lt;br /&gt;A decisão, publicada ontem no “Diário Oficial”, contraria promessa de campanha de Cabral, que havia assumido em agosto com a Firjan (federação das indústrias do Estado) o compromisso de abrir o Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municí&amp;shy;pios (Siafem) ao público.&lt;br /&gt;Hoje apenas os integrantes do governo e os parlamentares têm acesso ao sistema, que permite o acompanhamento dos gastos públicos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://diariodorio.com/category/orcamento/"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www2.camara.gov.br/orcamentobrasil/orcamentouniao/estudos/2007/EST%2001-2007%20-%20Verbas%20repassadas%20pela%20Uniao%20aos%20hospitais%20f....pdf"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6260411301777390613?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6260411301777390613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6260411301777390613&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6260411301777390613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6260411301777390613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/sem-foto-e-com-vergonha.html' title='Sem foto e com vergonha'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2292768070481668158</id><published>2008-08-12T14:30:00.003-03:00</published><updated>2008-08-12T14:36:08.588-03:00</updated><title type='text'>Por un corazón...</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKHJv7oYW2I/AAAAAAAAAK0/EbXaf6e5bVE/s1600-h/favaloro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5233686067279321954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKHJv7oYW2I/AAAAAAAAAK0/EbXaf6e5bVE/s400/favaloro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tragédia é algo realmente que tem a ver com a alma argentina. Como escolha de modo de ver o mundo, como manifestação artística e até como reconhecimento de suas mentes mais brilhantes. Neste último caso, um fato curioso e triste que comprova essa tragédia é o Prêmio Nobel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O país tem 5 premiados em sua história: os médicos e fisólogos Bernardo A. Houssay e César Milstein; o químico Luis Fedérico Leloir , o ex-ministro Carlos Saavedra Lamas e o arquiteto Adolfo Pérez Esquivel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez nenhum desses teve uma influencia tão grande quanto o Saavedra. Ele ganhou o Nobel da Paz após intermediar o sangrento conflito entre Paraguai e Bolívia, impulsionado por grandes empresas petrolíferas como Shell e Esso, e que ficou conhecida como a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_do_Chaco"&gt;Guerra do Chaco&lt;/a&gt; (1932-1935). Além disso, Saavedra foi chanceler da ditadura imoral e assassina de Juan B. Justo e Ministro de Victorino de La Plaza, que ficou após a morte de Saenz Peña (seu sogro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas qual é a tragédia? A tragédia não está só no não-reconhecimento de gente supra-humana, como Borges, mas pela escolha de um representante argentino corrupto em detrimento de um considerado como o nobelista moral daqui, René Favaloro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.fundacionfavaloro.org/pagina_biografia.htm"&gt;René Favaloro&lt;/a&gt; foi um cirurgião que simplesmente criou a “ponte de safena”, salvando um trilhão de pessoas na história. Além disso, criou um mega hospital filantrópico que realizava essas e outras cirurgias em Buenos Aires. Se essas ações não merecem o Nobel, me digam o que pode merecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, Saavedra ganhou. E nada menos adequado, para colocar um eufemismo. Acontece que, primeiro, a autoria dos ditames da mediação que lhe condecoraram como o “autor da paz” do Chaco é de um embaixador americano chamado Cordell Hull, que deu, presenteou toda a tese ao argentino porque se fosse ele a apresentar a idéia, por ser americano (e rondar uma richa Inglaterra-Eua pelo mercado platense) simplesmente não teria a unanimidade necessária para o cessar-fogo (que, agora sim, premiaria os bolsos americanos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, que é o menor dos casos, Saavedra, quando tinha um proeminente posto na já referida infame ditadura de Justo, em 35, recebeu cerca de 100 mil pesos (hoje, seria o equivalente a quase 2 milhões de dólares) para pressionar e influenciar o Congresso a deixar passar uma lei que garantia os serviços de luz da cidade de Buenos Aires nas mãos de uma empresa espanhola por mais de 60 anos. Essa lei não só fazia isso, como tirava as obrigações de investimento em infra-estrutura por parte da empresa, tirava as obrigações de algumas leis trabalhistas, perdoava uma dívida de mais 60 milhões de pesos ao Estado por cobrança indevida e perpetuava essa relação cruel dos detentores de riqueza estrangeiros e nacionais com a miséria da população. Foi esse ser humano que recebeu o Nobel da Paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E sabe o que aconteceu com Favaloro? Se suicidou em 2000 por conta da crise financeira pela qual passava sua fundação. Os 2 milhões de dólares de Saavedra poderiam poupar sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toca o tango e chora a milonga de nossos dias..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2292768070481668158?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2292768070481668158/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2292768070481668158&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2292768070481668158'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2292768070481668158'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/por-un-corazn.html' title='Por un corazón...'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SKHJv7oYW2I/AAAAAAAAAK0/EbXaf6e5bVE/s72-c/favaloro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4224923300810551038</id><published>2008-08-09T23:33:00.005-03:00</published><updated>2008-08-09T23:48:54.587-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bolívia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Evo Morales'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='referendo'/><title type='text'>Sua ação é válida, meu caro índio.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJ5UTB0bEaI/AAAAAAAAAKs/1gVL8ljJHzY/s1600-h/otro_evo_morales.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJ5UTB0bEaI/AAAAAAAAAKs/1gVL8ljJHzY/s400/otro_evo_morales.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232712502933655970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 153);font-size:85%;" &gt;&lt;a href="http://www.clarin.com/diario/2008/08/09/opinion/o-01733356.htm"&gt;Artigo do Clarin&lt;/a&gt; sobre o referendo na Bolívia. Gostei muito e traduzi porcamente, mas de coração. Mais um dado para a teoria conspiratória da invasão alienígena yanqui na América do Sul, o NEW NEW NEW DEAL FUCK YOU CABECITAS NEGRAS.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Oscar Raul Cardoso&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ão há melhor maneira de lidar com uma crise que entender, de modo cabal , o que a ocasiona. Esse é o caso da que está se acontecendo na Bolívia e que atingirá outro marco amanhã, quando a população decidirá se deseja revogar o mandato do presidente Evo Morales e de oito dos nove prefeitos (governadores) dos estados do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se olharmos somente para as ordens ensurdecedoras e fechadas do oficialismo e a oposição, além das repetitivas notícias jornalísticas , seríamos levados a acreditar que se trata de uma disputa pela riqueza básica (petróleo, gás natural, pontencial agropecuário) do país, cuja maior parte é acumulada em quatro de seus estados (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), ou pelos conteúdos da reforma constitucional ou então por uma luta que busca opor uma dose de federalismo a um sistema nacional ferreamente centralizado, ou ainda a busca de uma definição final do “eterno combate” entra a esquerda e a direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problemas destes enunciados é que tentam definir a totalidade de um problema que é muito mais complexo e que tem muito mais fatores. Por exemplo, o conteúdo racista que apresenta: sabe-se que um importante setor da sociedade boliviana (não só numericamente, mas pelos meios que historicamente vem monopolizando) não pode fazer as pazes com o triunfo indígena – Morales – nas eleições presidenciais de dezembro de 2005 e com a primeira maioria absoluta da história institucional do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe também uma dimensão maior neste problema, que atravessa as fronteiras do país e que a coloca sob uma perspectiva que pode ser rastreada no resto da região latinoamericana. Trata-se do árduo processo de reformular o contrato social de suas democracias, permitindo a inclusão de setores esquecidos pela modernização das últimas décadas, através da redistribuição de ingressos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma redistribuição que, por mais que a imaginemos tranquila, obriga aos que ganharam bastante dinheiro em um passado recente, a se conformarem com um pouco menos daqui pra frente. Ninguém parece querer abordar esta face do problema de modo franco, nem na Bolívia nem em outros lugares. Quatro meses de conflito entre o Governo Nacional e o campo, na Argentina, tiveram este denominador comum. O mesmo pode ser visto, assim que os nervos se acalmarem , no debate dosmético venezuelano pelo governo de Hugo Chávez ou na raiz da resistência da oposição ao projeto de reforma constitucional de Rafael Correa, no Equador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio a Morales está justificado, segundo seus críticos mais implacáveis, na necessidade de evitar a construção “de um modelo socialista”, que debilita a vigência da lei, ameaça a propriedade e torna impossível a chegada do investimento internacional. Mas desafia também a um governo que inseriu a mais de dois milhões de crianças e idosos nos planos de assistência social em um país onde a pobreza ainda faz parte do cotidiano de 60 por cento de seus habitantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morales também vem realizando uma reestruturação dos contratos com as empresas petrolíferas internacionais que operam no país, o que permitiu ao Estado participar com uma cota maior nos lucros e que tem mantido o orçamento nacional longe do vermelho durante os últmos dois anos, algo que há pouco tempo poderia parecer um conto-de-fadas na Bolívia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A disputa pela distribuição da riqueza sempre precisa, para ser resolvida, de uma definição prévia: saber quem manda. E como este interrogante básico ainda não foi  revelado na Bolívia, não será este referendo revogatório que dará a resposta necessária. Não parece haver um trunfo na manga – de qualquer dos dois lados que estão competindo – tão claro que não deixe margem para a continuidade do conflito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas sobre o que as urnas dirão amanhã, antecipam que Morales, muito possivelmente, obtenha os votos necessários para manter seu governo (assim como a seus prefeitos). Por causa dos muitas vezes inexplicáveis labirintos legais do país, o presidente precisa de 46, 3 por cento dos votos (a mesma porcentagem que votou contra ele em 2005) enquanto que os prefeitos vão precisar de 50 por centro para conseguir a continuidade. Mas nada parece prever uma vitória como a registrada em 2005.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários dos prefeitos ameaçados por um resultado eleitoral negativo, disseram que simplesmente vão ignorá-lo caso aconteça , fazendo ameaças nem um pouco veladas. Manfredo Reyes Villa, um ex-militar que atualmente governa Cochabamba , é um desses prefeitos e prometeu a Morales: “se quiserem guerra, terão guerra”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algo particular na história da Bolívia. Desde 1825, ano de sua independência, a violência recorreu seu território em muitas oportunidades, colocando-a cada vez mais à beira do precipício histórico. Apesar disso, sempre se evitou esse salto ao vazio – por exemplo, uma guerra civil – alguns se perguntam se a inércia da crise fará que, desta vez, seja impossível deter-se na beirada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4224923300810551038?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4224923300810551038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4224923300810551038&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4224923300810551038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4224923300810551038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/sua-ao-vlida-meu-caro-ndio.html' title='Sua ação é válida, meu caro índio.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJ5UTB0bEaI/AAAAAAAAAKs/1gVL8ljJHzY/s72-c/otro_evo_morales.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-9213263634305383126</id><published>2008-08-07T13:48:00.004-03:00</published><updated>2008-08-07T14:07:25.765-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='messi'/><title type='text'>Puberdade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJsrRc-e9SI/AAAAAAAAAKk/SdR0frTicpw/s1600-h/Messi_DerbyVirtual_Juegos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231822970957002018" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJsrRc-e9SI/AAAAAAAAAKk/SdR0frTicpw/s320/Messi_DerbyVirtual_Juegos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ao sei se isso é informacao que ajuda em algo, tampouco sei se posso chamá-la de informacao. Fato é que, em conversas internas aqui com pessoas que trabalham com televisao esportiva, fui informado de um lado do Lionel Messi, la pulga, o craque, o prodígio e amor argentino, que eu nem desconfiava: que ele é um cara com alguns problemas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Nada sério, nenhum trauma ou comportamento psicopata. Mas o relato é que, após uma entrevista em Barcelona com o garoto, ele vira para os jornalistas e pergunta em um tom tímido e voz baixa:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Voces vao fazer algo hoje? Vao sair?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E os jornalistas, meio estupefatos e com vergonha, dizem:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Sim, a gente tava pensando em beber uma cerveja.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E aí Messi, mais timidamente:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Posso ir com vocês?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Claro. A gente só vai ali agradecer o seu pai pela entrevista e falar com ele...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;- Nao, por favor, nao fale nada pra ele que eu vou sair, por favor...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Pessoal falou que ele parecia meio preso e meio sufocado. Lembrando, ele é ainda é um adolescente, que quer fazer suas besteiras, mas é um investimento e os pais o protegem de tudo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Outro conhecido do pessoal disse que ele tem sérias dificuldades para "chegar" em uma mulher. Ele fala, "pô, gostei daquela menina, mas ela nao vai me dar bola..." e fica na dele. Ao mesmo tempo que é legal (porque é o contrário do que faria a esperteza-malandragem do Renato Gaúcho, por exemplo), é meio estranho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ora, meu filho. Voce é o Messi. Use de sua condicao de ser a voce mesmo!!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas, apesar de tudo isso, os relatos sao quase unanimes ao afirmarem que se trata de uma figura simples, simpática e boa índole. E parece ser verdade mesmo. Outro dia ele chegou aqui e falou com cinco bilhoes de jornalistas, sozinho, sem seguranca, sem assessor, sem óculos escuros, correntes de outro, sem Ipod, sem nada. E, depois, simplesmente desenrolou para entrar num táxi e ir pra casa. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falta só que rompa a pelota nessas Olimpíadas e substitua o imaginário "ídolos viciados" que vem se perpetuando na mente hermana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-9213263634305383126?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/9213263634305383126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=9213263634305383126&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9213263634305383126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9213263634305383126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/puberdade.html' title='Puberdade'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJsrRc-e9SI/AAAAAAAAAKk/SdR0frTicpw/s72-c/Messi_DerbyVirtual_Juegos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-193038668387748872</id><published>2008-08-06T20:45:00.004-03:00</published><updated>2008-08-09T23:47:26.827-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='independiente'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='ortega'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='river plate'/><title type='text'>Festa de obeso no Mac Donald's</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJo8cwZtrbI/AAAAAAAAAKc/MfKHi6P-XbY/s1600-h/1Ortega.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJo8cwZtrbI/AAAAAAAAAKc/MfKHi6P-XbY/s400/1Ortega.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231560381871009202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; Argentina chora por mais um ídolo viciado. Pelo menos choram os gallinas. Dessa vez é o Burrito Ortega, meia de rara habilidade, que se entregou ao álcool e preocupa o pessoal. Simeone, técnico do River, equipe da qual Ortega é ídolo e pela qual estava jogando, não aguentou os vacilos do craque e o mandou passear. Disse, em coletiva hoje, que é o mais triste nesta história, que está fazendo isso como amigo e para que o jogador busque de uma vez por todas um tratamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ortega está com uma aparência meio macabra, com dentes podres e cara , realmente, de bêbado. Mas dizem as boas línguas, inclusive Simeone, que ele estava fazendo uma pré-temporada maravilhosa e talvez fosse o melhor da equipe. Pôs tudo a perder com atrasos e sumiços. Semana passada, por exemplo, em Palermo, ele saiu de uma boate-restaurante e bateu com o carro num posto de gasolina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os fãs do futebol do baixinho não vão ficar órfãos (texto careta de matéria do globo). O Burrito foi emprestado ao Independiente de Mendoza, time pertencente a segunda divisão argentina, por 500 mil dinheiros americanos. A torcida do La Lepra, como é conhecida a equipe, estão bem contentes. O presidente do clube, num afã de felicidade e marketing, disse que, inclusive, ele e sua própria família ajudarão ao jogador a sair da ressaca. Cidade menor, sem tentações, sabe como é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, vocês me digam. Como é que vão levar um alcoólatra para jogar em Mendoza, terra onde é produzida a grande parte dos vinhos nacionais? Que beleza....&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-193038668387748872?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/193038668387748872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=193038668387748872&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/193038668387748872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/193038668387748872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/festa-de-obeso-no-mac-donalds.html' title='Festa de obeso no Mac Donald&apos;s'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SJo8cwZtrbI/AAAAAAAAAKc/MfKHi6P-XbY/s72-c/1Ortega.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5754146457904064464</id><published>2008-08-06T16:42:00.006-03:00</published><updated>2008-08-06T16:51:28.172-03:00</updated><title type='text'>Monsanto e USP</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EHckVQm4cW0&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/EHckVQm4cW0&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;eguindo na onda verde economica do brogue, segue matéria da &lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/nacional/monsanto-na-usp-halliburton-na-agencia-nacional-do-petroleo"&gt;Brasil de Fato&lt;/a&gt; sobre um acordo da digníssima e honesta Monsanto e a USP. Trata-se de um projeto de iniciacao científica para o ensino médio. Eu nao sei muito o que achar disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Monsanto é uma das donas do país e tem um segundo emprego como uma das sete bestas do apocalipse (junto com o Bush, a Coca, o McDonalds, a Nike, o anonimo do petróleo e o Flamengo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nao sabemos até que ponto é interferencia na autonomia e na educacao crítica universitária e até que ponto é um incentivo academico. Mas eu nao aceito doces de estranhos psicopátas. Nessa onda, sugiro também o filme Michael Clayton, com o gala político George Clooney, que fala sobre as sujeiras de uma transgaláctica agrícola. Trecho aí acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;Monsanto firmou um convênio com a Universidade de São Paulo (USP), no&lt;br /&gt;início deste ano, cuja versão original do contrato, revisto após pressão de&lt;br /&gt;professores e estudantes, submetia a USP a sigilo absoluto e a subordinava a uma&lt;br /&gt;lei dos EUA. Uma cláusula que permaneceu no documento, a oitava, estabelece que&lt;br /&gt;a Universidade e sua Fundação, a Fusp, são obrigadas a manter sigilo em relação&lt;br /&gt;à toda informação relacionada às atividades da Monsanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ermínia Maricato, representante docente da Faculdade de Arquitetura e&lt;br /&gt;Urbanismo no Conselho de Pesquisa da USP, o convênio com a transnacional pode&lt;br /&gt;prejudicar a imagem da instituição de ensino. “Não concordo que a USP assine&lt;br /&gt;convênio com essa empresa, contra a qual existem fatos graves”, finaliza.&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5754146457904064464?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5754146457904064464/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5754146457904064464&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5754146457904064464'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5754146457904064464'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/monsanto-e-usp_06.html' title='Monsanto e USP'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8881253136518551034</id><published>2008-08-05T14:15:00.004-03:00</published><updated>2008-08-05T14:31:33.628-03:00</updated><title type='text'>Dois dias de solidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJiOMzbj4pI/AAAAAAAAAKU/CmrEbjSylk0/s1600-h/lulaycristina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231087317806211730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJiOMzbj4pI/AAAAAAAAAKU/CmrEbjSylk0/s320/lulaycristina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJiLFm1jBLI/AAAAAAAAAKM/6TRPQK3QC9M/s1600-h/1652390-1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;acondo é a cidade onde se desenrola a trama do livro Cem Anos de Solidão, de Garcia Marquez. Logo nas primeiras linhas da obra, vemos um Coronel Buendía diante de um pelotão de fuzilamento e lembrando de sua infância, quando seu pai o levou para conhecer o gelo. Mais a frente descobrimos que se trata de uma feira repleta de ciganos, mágicos, e gente das arábias que traziam sempre as inovações e invenções , reais ou fantásticas, do mundo moderno. Essa feira foi criando raízes e sendo fundamental no desenvolver imaginário da família Buendía e seus 100 anos de história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que tem isso a ver com o que eu vou dizer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Incomodou, nessa última visita do Lula à Argentina, o séquito de empresários que vieram junto com ele e que deram declarações perigosas e de contextos vários , já conhecidos, e que desembocam em uma só coisa: &lt;strong&gt;desigualdade e perigo à democracia.&lt;/strong&gt; Segundo o Clarin, por exemplo, um diretor da indústria paulista afirmou que o melhor para a argentina é não deixar o Estado interferir na economia. O presidente da Fiat disse que os países que seguem as regras da economia internacional, sempre melhoram. O Lula mesmo bateu na tecla dessa integração econômica, que a invasão de empresas brasileiras não é nociva para a Argentina e que o dinheiro tem que circular entre os países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A invasão da feira mágica-moderna em Macondo teve um cunho econômico inegável. Os ciganos vendiam porções mágicas, os das arábias vendiam vitrolas e todos ganhavam dinheiro. No entanto, ao vermos o desenrolar da história, é inegável que o que cria laços e afeta o imaginário e as atitudes dos moradores da cidade com essa feira &lt;strong&gt;é o caráter simbólico dos inventos, a característica irreal do que é mostrado, os costumes do estranho, o onírico, a descoberta&lt;/strong&gt;. Tanto, que ela deixa de ser mambembe e se estabelece no cotidiano local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema, ao meu ver, de um intercâmbio e acordos carregados de um tom comercial, e apenas comercial, é que o dinheiro caminha na direção das limitações do homem: anda por interesse, por sobrevivência, quase nunca por humanidade. &lt;strong&gt;Entra e sai com suas cifras , quase nunca com o símbolo.&lt;/strong&gt; E é esse o cunho da conversa que estamos vendo há muito tempo entre os dois países. O argentino está vendo o brasileiro como matéria, não como descoberta e fantasia. O brasileiro está vendo o argentino como oportunidade financeira e não como povo. Simplificando: a troca que também deve ser feita, junto com a comercial e que estabelece vínculos além do dinheiro, além dos lucros e realmente criará o símbolo de uma região unificada (e não como dois vizinhos que formulam um discurso mas que, na primeira tempestade, cada um vai para sua barraca), é a cultural e a artística. A cultura e a arte são exatamente essas mágicas, esse mundo fantástico que fez das invenções ciganas e das arábias parte do cotidiano de Macondo, que despertou o imaginário do impossível e do improvável nas mentes dos Buendía e os fez entrarem num turbilhão de transformações e movimentos que mudaram a vida de todos. Além da língua, falta aos dois países o real reconhecimento de irmandade. &lt;strong&gt;E esse nunca se dá em uma relação de benefícios e trocas puramente materiais.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Além do lado macondiano da relação, é histórica, pelo menos na Argentina, a relação escusa de empresariado e democracia. Foi por causa dos interesses empresariais e petroleiros estrangeiros (e de algumas famílias locais) que se formou a tradição de ditaduras, iniciada em 1930 e finalizada mais de 50 anos depois. Esse séquito de empresários acompanhando o Lula, me lembrou a formação da “primeira ditadura” argentina, a de 1930, com o general Uriburu (dono de terras e acionista de empresas), que entre seus ministros ( na maioria civis e “liberais”), 80% eram diretores de alguma empresa de petróleo, advogados de empresas de petróleo, donos de fábricas, acionistas de grandes empresas ou tudo isso, junto. Me incomoda o fato de, historicamente, sabermos que o capital e o liberalismo caminham para o interesse de pouquíssimos, perseguindo desejos individuais, raramente do povo e da maioria. E o discurso é sempre esse, que o financeirismo tem a inteligência suficiente para não ter dedo do Estado. Acontece que o Estado representa os que, na hora do aperto, são as principais vítimas do abandono e repugnância “liberal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algum esforco está sendo feito, vide a presenca brasileira nas semas artísticas ou nos grandes eventos artísticos. Ainda sim a entrada é mais espetacular que real, que de base, de conversa e de trocas cotidianas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Da próxima vez que o Lula vier, &lt;strong&gt;que traga professores, médicos, artistas, cientistas, que têm muito o que conversar e aprenderem uns com os outros.&lt;/strong&gt; Que traga mais mágicos e uma certa dose de sonho e imaginação , que é o que falta ao dinheiro. Que é o que dá algum tom de humanidade a homens e mulheres com caminhos tao diferentes. Que traga Macondo, a cidade comum e ainda subterranea que existre entre Brasil e Argentina.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8881253136518551034?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8881253136518551034/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8881253136518551034&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8881253136518551034'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8881253136518551034'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/dois-dias-de-solido.html' title='Dois dias de solidão'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJiOMzbj4pI/AAAAAAAAAKU/CmrEbjSylk0/s72-c/lulaycristina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2473804722612550094</id><published>2008-08-04T17:39:00.001-03:00</published><updated>2008-08-04T17:54:42.419-03:00</updated><title type='text'>Che, mesmo no túmulo.</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/uAsyGJbuU9Q&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/uAsyGJbuU9Q&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; muito curioso. O filme de Che, dirigido por Soderbergh e com Benicio Del Toro (que ganhou Cannes com o papel), que tem 4 horas de duração e dizem ser incrível, está quase abrindo um rombo no bolso de quem investiu porque não tem distribuição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que é previsível que não seja distribuído nos EUA, mas por que não consegue ser exibido na América Latina e , principalmente, em seu país de origem? Que forças estão regendo essa história?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “película” tem 4 horas (vai ser divido em dois), é falado em espanhol (comparando com discursos televisionados do guerrilheiro, que volta e meia passam aqui no Canal Encuentro, o Toro ta falando igualzinho ao Che), fala sobre um homem que transformou os EUA no maior demônio de todos e que teve uma vida complexa demais para ser fielmente retratada em imagens. Tudo bem, mas é documento histórico, é esforço intelectual e de debate, é um dever cívico e humano, além do comercial e ideológico, arranjarem distribuição para esse filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Sim, estou falando com Pollyanas de barba, barrigas grandes e que pagam putas sistematicamente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que esse boicote silencioso terá êxito. Por que não se faz o caminho inverso ao filme do Andy Garcia (anti-castro), Cidade Perdida (igualmente anti-castro), que foi exibido nos EUA, mas boicotada na América do Sul em 2005?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o Le Monde cita uma fonte da indústria americana que diz que exibir o Che seria como exibir uma obra sobre Hitler ignorando o Holocausto e se concentrando na retomada econômica alemã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a diferença que as empresas americanas não patrocinaram o governo cubano (embora a Cia tenha patrocinado a Fidel Castro no início da queda de Batista) e que, embora não concorde, os fuzilamentos do Che não tiveram natureza étnica ou religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(sim, estou tentando pensar sobre  o que nem deveria se comparar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai um pedaço do trailer aí acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2473804722612550094?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2473804722612550094/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2473804722612550094&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2473804722612550094'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2473804722612550094'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/che-mesmo-no-tmulo.html' title='Che, mesmo no túmulo.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4299636114233755070</id><published>2008-08-04T14:13:00.003-03:00</published><updated>2008-08-04T14:42:00.658-03:00</updated><title type='text'>Preferem o barbudo...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJc-mOlOeAI/AAAAAAAAAKE/WSauALN4g0A/s1600-h/lula.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5230718318684305410" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJc-mOlOeAI/AAAAAAAAAKE/WSauALN4g0A/s320/lula.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão é novidade, mas me impressiona essa imagem positiva do Governo Lula aqui em Buenos Aires. Se o Ibope fizesse uma pesquisa, daria mais ou menos uns 92% de aprovação. Mais, se o PT quisesse se esconder de suas manchas e erros, está na hora de lançar candidatos aqui, principalmente o nosso querido presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu fui comprar uma água no kiosco perto do trabalho e o senhor que atendeu, que sempre que me vê canta um sambinha, falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seu grande chefe está aqui, né?&lt;br /&gt;- Ah, o Lula. Sim.&lt;br /&gt;- O que você está fazendo aqui? O seu país que é uma maravilha, um grande país, cheio de oportunidades...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentei dizer que não era bem assim. E de repente percebi que o Brasil é tão complexo, que qualquer afirmação é vã. Numa pseudo análise mal ajambrada, deve-se , em grande parte, essa popularidade, ao “crescimento magnífico” da economia nacional. Como as notícias que chegam aqui são completamente fora do contexto, ou melhor, apenas dentro do contexto numérico, o Brasil é um dos países mais importantes do mundo. Aqui não se chegam notícias sobre CPIs e patacas do congresso com relação ao nosso meio ambiente. Mas é capa de jornal quando descobrimos petróleo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, e isso é coisa que pouca gente sabe aí no Brasil (pelo menos meus amigos mais chegados, gente da classe média genial e estática) é que realmente as empresas tupiniquins estão investindo em tudo aqui. Uma consultoria privada disse que, ano passado, mais de 20% do total dos investimentos no país foram brasileiros. Além disso, os turistas brazucas invadem Buenos Aires, dando a idéia de que câmbio forte significa robustez a longo prazo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a questão do campo, batiam muito na tecla do investimento do governo Lula na agricultura e no incentivo aos agricultores (nada se falou sobre a exploração de monocultura e mao de obras das corporações estrangeiras). Ou seja, é tudo uma questão de dados, nunca de análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa interessante é que hoje as capas do Clarin e do La Nacion eram sobre a visita do Lula. No Globo, nem bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria minha avó: Calamar a distância é baleia no brejo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4299636114233755070?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4299636114233755070/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4299636114233755070&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4299636114233755070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4299636114233755070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/preferem-o-barbudo.html' title='Preferem o barbudo...'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJc-mOlOeAI/AAAAAAAAAKE/WSauALN4g0A/s72-c/lula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5931234147415373648</id><published>2008-08-02T11:48:00.003-03:00</published><updated>2008-08-02T11:58:46.514-03:00</updated><title type='text'>Não existe pesticida para a cobiça.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJR1pE7CEYI/AAAAAAAAAJ8/tg6ALrcnwcE/s1600-h/agricultura_bio.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJR1pE7CEYI/AAAAAAAAAJ8/tg6ALrcnwcE/s320/agricultura_bio.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5229934415840416130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;qui vão dois textos bem sem voz na grande imprensa. Embora falem de assuntos diferentes, intuitivamente sei que formam figuras idênticas nesse mosaico da política brasileira atual: o meio ambiente, a ecologia e a influência maligna (sim, como um tumor) do capital privado estrangeiro. Dois assuntos de extrema importância que estamos deixando passar sem entendimento, nem a busca por entendimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/v01/agencia/analise/o-capital-internacional-esta-dominando-a-agricultura-brasileira"&gt;Artigo Stédile completo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p&gt;"Hoje, quase todos os ramos de produção agrícola estão controlados por grupos de empresas oligopolizadas, que se coordenam entre si. Assim, no controle da produção e comércio de grãos, como a soja, milho, trigo, arroz, girassol, estão apenas a Cargill, Monsanto, ADM, Dreyfuss, e Bungue, que controlam 80¨% de toda produção mundial. Nas sementes transgênicas, estão a Monsanto, a Norvartis, a Bayer e a Syngenta. Com controle de toda produção. Nos lacticínios e derivados encontramos a Nestlé, Parmalat e Danone. Nos fertilizantes, aqui no Brasil, apenas três empresas transnacionais controlam toda produção das matérias primas: Bungue, Mosaico e Yara. Na produção do glifosato, matéria prima dos venenos agrícolas, apenas duas empresas: Monsanto e Nortox. Nas máquinas agrícolas também o oligopólio é divido entre a AGco, Fiat, New Holland, etc.&lt;/p&gt;   &lt;p&gt;Esse movimento que se desenvolveu a partir da década de 90, se acelerou nos últimos dois anos, com a crise do capitalismo nos Estados Unidos. As taxas de juros nos países centrais caíram ao nível de 2% ao ano, e, comparado com a taxa de inflação levou a que os bancos percam dinheiro. Então, o capital financeiro para a periferia dos sistema para se proteger da crise e manter suas taxas de lucro. Nos últimos dois anos, chegaram ao Brasil cerca de 330 bilhões de dólares na forma de dinheiro. Parte desse recurso foi aplicado através dos bancos locais, para incentivar as vendas a prazo, de Imóveis,eletrodomésticos, e automóveis, a taxas médias de 47% ao ano. Uma loucura, comparado com as taxas dos países desenvolvidos."&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;a href="http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=50377&amp;amp;edt=1"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://envolverde.ig.com.br/materia.php?cod=50377&amp;amp;edt=1"&gt;Entrevista Telma Monteiro&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;Para a pesquisadora autônoma na área de energia Telma Monteiro, os projetos de construção de hidrelétricas no Rio Madeira e em Belo Monte somam uma série de problemas não considerados pelo governo federal brasileiro. Em relação à matriz energética do país, ela diz que o Brasil está sendo ultrapassado, pois não vem aproveitando seus recursos para ser menos atingido pelas conseqüências do aquecimento global. “Nós estamos indo completamente na contramão da história. Ficamos em 42° no ranking de países que sofrerão os impactos das mudanças climáticas, entre 168 países. Não estamos prevenindo nada. Continuamos a desmatar a floresta Amazônica e a destruir nossos ecossistemas importantes e cruciais com usinas do porte dessas do Rio Madeira e Belo Monte”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;É interesse político e das grandes empreiteiras, que precisam de grandes obras. Assim, temos dois projetos de hidrelétricas no Rio Madeira superdimensionadas nos estudos feitos pela Furnas e pela Odebrecht. A meu ver, essas empreiteiras estão gritando agora contra essa atitude da Suez justamente por causa disso. A Odebrecht tinha uma idéia de economia de escala ao fazer duas hidrelétricas. Então, existe um grande interesse financeiro de grandes empreiteiras ao projetar nessas obras grandes lucros. No entanto, o governo federal não está considerando isso.&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5931234147415373648?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5931234147415373648/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5931234147415373648&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5931234147415373648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5931234147415373648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/08/no-existe-pesticida-para-cobia.html' title='Não existe pesticida para a cobiça.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SJR1pE7CEYI/AAAAAAAAAJ8/tg6ALrcnwcE/s72-c/agricultura_bio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5392410670267852428</id><published>2008-07-25T13:54:00.005-03:00</published><updated>2008-07-25T14:38:30.425-03:00</updated><title type='text'>A Visita da Banda</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/fzpJf8Eonyw&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash" fs="1" allowfullscreen="true"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ssim como é irresponsável e pretensioso julgar um filme exatamente após assisti-lo,&lt;br /&gt;é duvidoso posicioná-lo nesse ranking mental que fazemos das melhores obras que já vimos em nossa vida. Por isso talvez esteja escrevendo ainda com o calor da proximidade e do impacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fato é que , no meu imaginar, “A Visita da Banda” (ou A Banda. co-produção EUA-França –Israel), do diretor israelense Eran Koliri, é um dos filmes mais profundos que vi nos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma suposta comédia leve e singela e que fala sobre uma banda de cerimônia egípcia que se perde em um pequeno bairro Israel e se relaciona com seus moradores de formas inusitadas. Por um lado mais intelectual, poderia-se dizer que mostra algo da incomunicabilidade (barreira da língua, cultura e, neste caso, ódio histórico) dos homens e o elogio da comunicabilidade já que, mesmo com essas barreiras, eles se entendem. Pode-se defini-lo de diversas formas, assim como quase tudo na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que mais me espantou na obra é que ela, antes de tudo, é silêncio. E não é pelo ritmo como as coisas passam. É mais pela simplicidade de mostrar o que tem que mostrar, como lidamos com nossos sentimentos em nossas rotinas, como calamos, de que forma expressamos e o que tentamos resolver e o que escondemos. Sem nenhum artíficio dramático e cenográfico além de pessoas e o diálogo eloqüente e inteligente dos olhos, o filme, cru e ordinário, mostrou um pequeno pedaço desse grande tecido do qual somos feitos.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5227007338127647458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIoPeut1YuI/AAAAAAAAAJ0/k0wwakM--iY/s200/14.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;Os personagens somos nós, em algum momento, em alguma parte que não vemos. O músico que nunca terminou seu concerto e , com as mãos inertes, suprime seu desejo de reger a banda, o general supostamente autoritário e líder da banda que , mesmo responsável por sua dor (há que ver), aprende a lidar lentamente com suas próprias verdades, um rapaz que vê a vida passar como se nada e aceita o cotidiano e o amor como se não tivesse o que fazer, o galã egípcio que, de filho rebelde, passa a ter uma relação de pai com um adolescente israelense, o homem que espera eternamente a ligação da namorada toda as noites num orelhão público, a mulher solitária e generosa que junta os próprios cacos em pedaços de outros homens e a beleza de cada um dos personagens, que o diretor às vezes revela e às vezes cala, como se soubéssemos que algumas histórias e visões de vida vão para o túmulo com a alma de uma pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, o filme tem um jogo cênico baseado no corpo, na imobilidade do corpo, que se descolore junto com o monocolorido deserto israelense. Cenas históricas e geniais como o gala egípcio ensinando ao jovem o que fazer com uma garota triste. Cenas oníricas e curtas (como se de propósito) do general explicando o que sente ao reger (sem uma palavra). Há um pouco de cada elemento que vivemos em dois dias aparentemente inusitados, cheios de tristeza, mas com a inevitável renovação de esperança diária, esse sentimento tão falado e pouco entendido (exatamente porque não pertence à compreensão racional).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para os que procuram um motivo hollywoodiano ao ver um filme, achará na, sem exagero, a mulher mais linda do cinema mundial atualmente, a quarentona &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0253813/"&gt;Ronit Elkabetz&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantas definições do que é bom cinema e o que não é, o que deve ser visto e o que nao deve, prefiro ficar com o silencio e a sabedoria de uma obra gigante e simples como "A Visita da Banda". &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5392410670267852428?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5392410670267852428/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5392410670267852428&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5392410670267852428'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5392410670267852428'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/visita-da-banda.html' title='A Visita da Banda'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIoPeut1YuI/AAAAAAAAAJ0/k0wwakM--iY/s72-c/14.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6453269829277097118</id><published>2008-07-24T16:02:00.004-03:00</published><updated>2008-07-25T14:39:11.207-03:00</updated><title type='text'>Feira Orgânica da Glória - Um passo para um mundo melhor</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIjXftv1gKI/AAAAAAAAAJs/mpEOtfCFnKQ/s1600-h/1188607688_feira_organica_vert.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226664307419611298" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIjXftv1gKI/AAAAAAAAAJs/mpEOtfCFnKQ/s320/1188607688_feira_organica_vert.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;im, é difícil nao se sentir cada dia pior diante do que nós mesmos fazemos ao mundo. Principalmente no que diz respeito ao meio ambiente. Mas algumas coisas estao bem perto, ao lado da nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro dia estava vendo um documentário da BBC, Truth About Global Warming. Nele, além de dados alarmantes e preocupantes sobre o nosso futuro próximo, vi uma simulacao muito interessante, que aproxima os problemas ambientais dos nossos atos. Inventaram uma tal de &lt;a href="http://journals.worldnomads.com/ride-earth/post/18549.aspx"&gt;&lt;strong&gt;família Carbono&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; , composta por pai, mae, uma casal de filhos e um cachorro. Eles sao da classe média inglesa, legais, amáveis, ajudam nas festas da comunidade, tehm bom coracao e acreditam em Deus. Mas sao parte atuante e fundamental de uma dura verdade: metade do dióxido de carbono lancado na atmosfera, vem de atividades domésticas (ao terem dois carros, ao consumirem muita carne, ao gastarem água, ao gastarem luz, ao gastarem no aquecedor etc). O doc fala também de alguns passos para reduzirmos nossa carga nesse assassinato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte desses passos é simples e imediatamente viável, mas existe uma um pouco complicada diante da mentalidade de nossos irmaos e dos fatos concretos que temos em vista.: &lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;consumo de produtos agrícolas de agricultores locais.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há idéia é que os alimentos locais nao precisam de transportes longos, nao gastam combustível e sao ecologicamente menos agressivos (já que o pequeno produtor nao pode fazer mal à própria terra).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Fiquei pensando nisso e como poderia fazer aqui de Buenos Aires. Nao encontrei uma alternativa aos grandes supermercados e aos mercados chineses. Mas me lembrei de algo que me mortificou pela inércia porque quando tive a oportunidade, simplesmente nao fiz nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;No Rio de Janeiro, há uma ótima feira de produtos organicos, todos cultivados por produtores da cidade. É a única na cidade e acontece todo sábado de manha na Glória. E isso é o legal: além de ser local, feita por pessoas do interior do estado e cidades vizinhas, tem produtos de extrema qualidade, sem agrotóxicos, sem hormonios nem nada. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais interessante ainda é que a Associacao da Feira já tentou realizá-la em outros bairros mas, por algum motivo estranhamente secreto e absurdo, a Prefeitura colocu panos quentes e fez esquecer as solicitacoes. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;Se o consumo de produtos locais é um dos passos para um mundo ecologicamente melhor e viável, por que a prefeitura do Rio nao incentiva essa feira? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, enquanto ninguém faz nada, nao faca como eu: pra quem é do Rio, vá a essa feira. Voce ajuda ao comércio local, ao meio ambiente e ao próprio corpo. Pra quem é de Buenos Aires, uma ajuda a achar algo parecido aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6453269829277097118?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6453269829277097118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6453269829277097118&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6453269829277097118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6453269829277097118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/feira-orgnica-da-glria-um-passo-para-um.html' title='Feira Orgânica da Glória - Um passo para um mundo melhor'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIjXftv1gKI/AAAAAAAAAJs/mpEOtfCFnKQ/s72-c/1188607688_feira_organica_vert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8027193509591212858</id><published>2008-07-18T17:32:00.003-03:00</published><updated>2008-07-18T18:02:12.160-03:00</updated><title type='text'>Democracia é crise.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIEEvWz2OHI/AAAAAAAAAJk/ZQG7R6kaaE0/s1600-h/0157126B.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224462254349891698" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIEEvWz2OHI/AAAAAAAAAJk/ZQG7R6kaaE0/s320/0157126B.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; palavra crise , em sua origem, significa o "juízo", ou a tomada de decisao por um juiz ou médico. Mais ou menos a finalizacao de um processo em um sentido ou outro. A priori, nao carrega o fato de um aspecto positivo ou negativo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acontece que jornalista é poeta. E dos piores poetas. O que nao sabem criar neologismos, mas redimensionam a palavra para proveito próprio. E me assusta, tanto no Brasil, quanto na Argentina, a carga catastrófica que se dá a palavra e maneira apocalíptica como é empregada. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Anteontem, Julio Cobos, vice-presidente da Nación, teve "huevos" e votou contra um mal-pensado e triste imposto de taxas sobre a producao agrícola. Seu voto foi o de Minerva após um empate no Senado. Ele, com voz embargada (de medo e de emocao suponho, tamanho o peso da responsa) foi contra as intencoes da presidente Susana Vieira, jogou água na própria fogueira de gestao e se tornou o inimigo número 1 da máfia do D´Elia (o CPK, o Comando Piqueteiro Kirchnerista). Antes da votacao, duas manifestacoes gigantes, no mesmo dia, na mesma hora, a poucos quilometros de distancia. No Centro, com cara de popstar sem jeito e com um incrível tom populista, Nestor tentou inflamar as massas e denunciar um golpe de estado. Em Palermo, vários dirigentes agrários, inclusive o Angeli, agradeciam ao apoio popular e puxavam a sardinha pra própria brasa. Corta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Miriam Leitao, em seu brogue, após ouvir um especialista, fala que essas manifestacoes democráticas sao crise, sao divisao, que o senado ter empatado os votos é ruim, é racha no Congresso, é crise de governo. Ora, o legal da democracia nao é esse? Eu, do fundo do coracao, nunca vi no Brasil um processo tao lento, tao sério, mas que envolvesse tanta gente, que fizesse o argentino conhecer mais do próprio campo, que mobilizasse tantos aspectos e, na medida possível, de uma forma livre e intensa. A impressao que passa, ao ler seu textos, é que a Argentina vai virar Angola amanha. Corta.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas o mau exemplo também é hermano. Embora se de muita trela para muitas discussoes legais de sociólogos, agricultores, políticos e até a velhinha do pao da esquina, está faltando o próximo passo do debate. E qual seria? A questao (e nao crise) do campo permitiu, como em pouquíssimas oportunidades, reavaliar infinitas relacoes históricas e conjecturais do país como o campo como fonte principal da riqueza na cidade, elites agrárias e povo que planta, agrobusiness internacional na Argentina, populismo, peronismo, neo-peronismo, ultraneoperonismo, afro-peronismo, estado como máquina de calar a classe média, democracia, crise x debate, investimento em tecnologia, enfim, relacoes que acompanham esse povo desde a chegada do radical Yrigoyen ao poder no início do século e sua mexida no cenário aristrocrático argentino. O que faltou aos meios de negócios comunicativos daqui foi o que com certeza também faltaria nos brasileiros: ser um espaco democrático de pensamento, nao um gerador imparável de neologismos interessados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ainda há atores por trás das cortinas. Infelizmente, quando já estamos quase puxando a corda para revelá-los, nos perderemos no carnaval que está tocando lá fora.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8027193509591212858?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8027193509591212858/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8027193509591212858&amp;isPopup=true' title='35 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8027193509591212858'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8027193509591212858'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/democracia-crise.html' title='Democracia é crise.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SIEEvWz2OHI/AAAAAAAAAJk/ZQG7R6kaaE0/s72-c/0157126B.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>35</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-997130596015179151</id><published>2008-07-17T20:39:00.003-03:00</published><updated>2008-07-17T21:05:38.930-03:00</updated><title type='text'>Bizarra é a história</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SH_eDtdm47I/AAAAAAAAAJc/sT0D-lvr_zs/s1600-h/732d6587cfc22efa394873934848505d8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SH_eDtdm47I/AAAAAAAAAJc/sT0D-lvr_zs/s320/732d6587cfc22efa394873934848505d8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5224138248097817522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ntem vi um rapaz engraçado falar na TV. É um bonachão chamado Daniel Riera, jornalista e que está lançando um guia inusitado da cidade: &lt;span style="color: rgb(204, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Buenos Aires Bizarro&lt;/span&gt;. Como já disse, é como um guia de coisas portenhas inusitadas, desde construções, passando por personagens peculiares e intervenções urbanas feitas pelas pessoas. O formato é uma foto e uma pequena reportagem, contando a história da bizarrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É legal porque uma cidade ela é feita dessa história. Por onde se anda uma pessoa, já andou gente que mudou o mundo, já teve sangue derramado, luta, choro, superação. Além disso, a cidade é , fisicamente, onde culmina e se torna aparente as mudanças sociais, intelectuais e internas. Como o tempo passa, às vezes temos que aprender a ler entre os vestígios e o não tão aparente para entendermos em que ovos pisamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, no livro você vai encontrar alguns lugares das batalhas pela independência argentina (que não se deram necessariamente no Centro) , um percurso "turístico" pelos prédios que já abrigaram crimes sangrentos, violentos e conhecidos, além de uma mulher que , por conta própria, cuida do túmulo da cantora de cumbia e lenda Gilda, e lê as cartas deixadas pelos fãs para ele e sua família (morta num acidente com ela) e diz se comunicar com a artista. Há coisas bem engraçadas como o monumento nosense ao "dedo gordo", isso mesmo, ao dedo gordo, um museu destinado a homenagear um único barrabrava (torcedor violento de torcida organizada) e uma esquina das ruas Rafael Hernández com a rua...ops, Rafael Hernández (perto do River). Tem até uma referência à Igreja Universal gigante que tem Abasto. Na verdade, e isso eu descobri ontem, o gigante é só fachada (meu deus!), o prédio atrás dela está vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa idéia não é nova e parece que foi realizada em outras cidades como Santiago, Bogotá e Lima.&lt;br /&gt;Serve pra incentivar meu próprio passeio turístico bizarro pela cidade. E  eu já tenho dois lugares pra ir:  a casa onde o Che Guevara passou a adolescência-fase adulta e o trajeto do massacre  de operários  por parte do governo em 1919 ali pertinho em Villa Crespo, perto do cemitério de Chacaritas, conhecida como a Semana Trágica e que mudou muita coisa no país.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-997130596015179151?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/997130596015179151/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=997130596015179151&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/997130596015179151'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/997130596015179151'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/o-ntem-vi-um-rapaz-engraado-falar-na-tv.html' title='Bizarra é a história'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SH_eDtdm47I/AAAAAAAAAJc/sT0D-lvr_zs/s72-c/732d6587cfc22efa394873934848505d8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6725124773480102026</id><published>2008-07-15T17:50:00.002-03:00</published><updated>2008-07-15T18:00:13.176-03:00</updated><title type='text'>O Diabo já sabe.</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/6DZnqxnpsCo&amp;hl=en&amp;fs=1"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/6DZnqxnpsCo&amp;hl=en&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;e alguém acha que aquele filminho decepcionante dos irmaos Coé Mané , Onde os fracos...., era violento, deve assistir ao angustiante e lindo Antes que o Diabo Saiba que Você está morto. (Parece que está na moda títulos grandes, como uma onda retrô do realismo mágico latino da literatura).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que o "Antes" é tao bom?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, e acho que nao se precisa falar mais nada dele, pelo Phillip Seymour, o gordinho louro que só faz filmes, no mínimo, ótimos (até sua ancestral participacao em Twister se destaca).  Depois pelo igualmente grande ator Ethan Hawnk. Terceiro porque é a pólvora acesa de vidas comuns, de uma maneira ordinária, sem muitos alardes ou tramas mirabolantes: o fio da navalha está aí e qualquer um pode apertar o botao e fazer a casa cair. Quarto, porque todos os personagens, todos, sem a mínima excecao, sao maus. Sao muito maus. Nao há sopro de heroísmos que nao sejam bem menores que as atitudes macabras. Nem o suposto bonzinho Ethan escapa. Quinto, porque a Marisa Tomei ressuscita das trevas como atriz e como beleza. Sexto, porque é simples. E a crueldade também é. Comeca, acaba, e continuamos com dor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6725124773480102026?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6725124773480102026/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6725124773480102026&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6725124773480102026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6725124773480102026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/o-diabo-j-sabe.html' title='O Diabo já sabe.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2150581215234734041</id><published>2008-07-12T21:46:00.006-03:00</published><updated>2008-07-12T23:43:03.260-03:00</updated><title type='text'>Grito de Córdoba é mais vovô (reforma universitária faz 90 anos)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHlp0G8PE8I/AAAAAAAAAJU/i5SFoIauQYk/s1600-h/fotoreformauniversitaria.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHlp0G8PE8I/AAAAAAAAAJU/i5SFoIauQYk/s400/fotoreformauniversitaria.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222321586850173890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;foto roubada &lt;a href="http://images.google.com.ar/imgres?imgurl=http://www.temakel.com/fotoreformauniversitaria.jpg&amp;amp;imgrefurl=http://www.temakel.com/histreformau.htm&amp;amp;h=372&amp;amp;w=576&amp;amp;sz=32&amp;amp;hl=pt-BR&amp;amp;start=6&amp;amp;sig2=V_YB6_7zOd-pd5dhx6uNlQ&amp;amp;um=1&amp;amp;tbnid=NNNc1k1E9obSxM:&amp;amp;tbnh=87&amp;amp;tbnw=134&amp;amp;ei=jGl5SOe9Dqb8ggKUktW9Dw&amp;amp;prev=/images%3Fq%3Dreforma%2Buniversit%25C3%25A1ria%2Bcordoba%26um%3D1%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN"&gt;daqui &lt;/a&gt;e cuja explicação é "Alunos da Universidade de Córdoba festejam a Reforma universitária de 1918"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;omo o blog gosta de uma data redonda, lá vai mais uma. Nessa zona que vai de junho a setembro é muito importante para lembrar ações universitárias históricas. E elas se deram na Argentina, mais notadamente em Córdoba , em 1918.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 90 anos atrás, o presidente de la nación era Hipólito Yrigoyen, do partido radical, que teria um papel importante nisso. Só pra entender , o partido radical (e Hipólito) não era tão radical assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagine uma Argentina no final do século 19 e início do 20 sem o sufrágio universal, com latifundiários ricos e políticos controlando as eleições e a economia (basicamente agroexportadora). Com o catolicismo e a manha européia civilizante progressista quase nobre e xenófoba dominando o terreiro. Ao mesmo tempo um país que havia conquistado sua liberdade na porrada, com a marra criolla de mártires como San Martin, Belgrano, que culminou em gerações que tinham sangue europeu, mas também aborígene e, o mais importante, tinha aprendido a lutar por um país que viram construir. Junte isso a melhor organização operária-sindicalista da América Latina, que começava a aprender com os movimentos populares na Rússia e França. Agora volte lá pra cima e faça a conta, levando em conta que aqui reinava o acordo comercial clássico com a Inglaterra: te dou o leite, vc me dá a mamadeira (exportação de produtos agrícolas e importação de industrializados). Quem ganhava a mamadeira eram poucos. E a galera toda ficava sem mamar. Não era de se esperar, a porrada começou a cantar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daí começaram a ver que a exploração e manipulação eleitoreira descarada davam mais prejuízo que lucros. Os pobres já tão começando a invandir minha casa, a favela já tá descendo. Os radicais entraram aí nesse nicho de mercado: pediam leis trabalhistas mais justas e eleições universais e honestas e se tornaram uma opção , oposição politicamente válida  para essa nova realidade (várias vezes tomaram províncias e derramaram muito sangue após embate com as tropas governistas). Mas , aí é que é a patota, não as pregavam como revolução social, igualdade de classes ou que possa parecer:  o voto e essas leis apenas abrandariam as revoltas, já que o líder do país seria um líder eleito pela maioria, de forma clara e transparente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso querido Hipólito surgiu aí e se destacou na peça. Em 1916 foi eleito na primeira eleição livre para todo o país (a lei do sufrágio universal se chama lei Saenz Peña, de seu antigo e moderado adversário político, o Roque, que morreu em 1914). Embora sem a intenção de botar pra quebrar, foi visto com muito receio pela elite, gerando tipos de comentários preconceituosos&lt;br /&gt;e arrogantes típicos da família, tradição e propriedade. De fato, sua entrada trouxe muitas coisas boas pra galera, como a luta pelas leis trabalhalhistas, um pouco mais de divisão da mamadeira, a ida da classe média e dos imigrantes ao cenário político e uma política internacional que mandou os Eua se ferrar. Por outro lado, usou e abusou da força contra os próprios trabalhadores que jurou defender, em massacres contra manifestações e greves e sua conexão comprovada com fascistas (que, no futuro, iriam dar dor de cabeça). De qualquer maneira, a elite, que ainda dominava, tinha um presidente que gostava um pouco do cheiro dos pobres e de certas idéias modernas demais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário era mais ou menos esse quando um grupo de estudantes da Universidade de Cordoba mudou a história das universidades no país e foi grande inspiração para mudanças em outros. Como diz o nosso querido e incansável historiador Felipe Pigna em seu livro "Los mitos de la historia argentina", eram os filhos da mamadeira que, em sua maioria, podiam entrar na universidade. Isso foi até a chegada do radicalismo ao poder, quando a classe média teve mais espaço e respaldo para buscar a formação para ascender socialmente.  Mas antes de democratizar o pandeiro, tinham uma estrutura bem fortificada pra raspar. Como diria Pigna, "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o sistema universitário vigente era obsoleto e reacionário. Estava décadas atrasado. Na universidade de Cordoba, a influência clerical era imensa e os calouros, independente do credo, tinham que jurar sobre os santos católicos. Um exemplo do atraso do programa de filosofia: aprendiam sobre as regras de como mandar em um servo&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bomba estorou no final de 1917, quando o reitor, sem dizer lé com cré,  mandou acabar com o internato no Hospital das Clínicas. Os estudantes de medicina, direito e engenharia se juntaram, se mobilizaram, reclamaram, pediram coisas, não foram atendidos e em Março declararam greve geral dos universitários. Em abril, a universidade foi fechada. E aí o comitê estudantil foi ficando mais sério e começou a reclamar com o ministério da educação, propondo mudanças curriculares, demissão do reitor, troca de professores, modernização de estrutura e autonomia. Essas idéias foram se espalhando pelo país, até que chegaram nos estudantes de Buenos Aires. Comitês e federações universitárias foram criadas e começavam a fazer bastante barulho, para horror da elite social reacionária e católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa ficou tão forte que a direção da greve de Córdoba teve uma reunião com o nosso querido Hipólito que, por sua vez,  deu uma carta branca, azul, rosa e cheia de purpurinas aos estudantes dizendo que "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu governo pertencia ao espírito dos novos tempos e que se identificava com as justas aspirações estudantis&lt;/span&gt;". Depois disso, mandou um interventor federal ver qual era do caô lá em Cordoba. O cara viu e voltou falando as piores coisas pro presidente. Em 6 de Maio, Yrigoyen dá um decreto pedindo novas eleições lá. Muitos sacerdotes-professores semi-deuses consideraram isso um afronte e pediram demissão. E pela primeira vez na história votaram pelos cargos docentes democraticamente. Deu na cabeça a centena e o milhar: a maioria dos professores eleitos eram do agrado dos comitês estudantis. Só que ainda faltava o reitor. Os universitários apresentaram o seu candidato mas, após uma manobra dos reacionários católicos,  quem ganhou mesmo foi um perpetuador da situação. Acontece que os estudantes tinham sangue nos olhos e botaram novamente pra quebrar. Quebraram a universidade, a invadiram e declararam a "greve geral, a revolução universitária e a universidade livre". Mais que isso: conseguiram o apoio dos estudantes em Buenos Aires, assim como do movimento dos trabalhadores, elite intelectual e algumas organizações políticas da capital. No final de Junho, escreveram o Manifesto Liminar, que foi dirigida aos "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;homens livres da América do Sul&lt;/span&gt;" e era um clamor apaixonado que evocava a Bolívar, a Zapata e a Lênin e dizia que a revolução das consciências estava sendo feita, assim como o rompimento com uma sociedade monárquica, monástica e tirânica.  Em agosto e setembro, mais manifestações, agora com a adesão dos movimentos sindicais. O comitê, além disso, tomou a universidade, assumiu interinamente sua direção e declarou que ela estava fechada indefinidamente. A elite reacionária cordobesa, que ainda era imensamente poderosa, reagiu com a porrada policial. A bagunça tava armada. O Hipólito , então, mandou outro interventor para resolver a mamona. Dessa vez foi o próprio Ministro, José Salinas, que foi , reorganizou as coisas, aceitou a demissão do reitor e do resto dos professores anti-modernidade, reabriu o Hospital das Clínicas, chamou novas eleições, botou reformistas na cabeça da universidade e, dessa vez sem mutreta, viu um reitor "estudantil" assumir o trono.  A coisa se espalhou para os países vizinhos (1919 no Perú, 1920 no Chile, 1922 na Colombia,  1923 em Cuba, 1928 no Paraguai e em todo o continente nos anos seguintes).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pigna conclui: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o movimento universitário reformista renovou os programas de estudo, possibilitou a abertura da universidade a um número maior de estudantes, promoveu a participação dos mesmos na direção das universidades e impulsionou uma aproximação das faculdades aos problemas do país. Implantou a co-direção da universidade pelos graduados, docentes e alunos; a liberdade de cátedra e a autonomia&lt;/span&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O historiador chileno Gustavo González diz que o Grito de Córdoba, como foi conhecida essa história, pode ser considerado o ato de fundação dos manifestos estudantis latinoamericanos contra sistemas autoritários ou modelos obsoletos. Pode-se ir mais além e dizer que o "grito" foi pioneiro na reforma universitária no mundo todo,  já que a Europa (lembrando que estava no fim da devastadora primeira guerra) demorou , em alguns países, muito tempo para sair de um regime universitário medieval.  No Maio de 68, de fato, vários estudantes franceses (e até um editorial do Le Monde) disseram que o que eles estavam fazendo já tinha sido iniciado 50 anos antes na Argentina. Pouca merda é bobagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fica um post gigante , mas acho que legal, sobre uma luta válida, suada e cujos resultados transcenderam os tempos e ainda inspiram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As universidades do Brasil precisam dar seu grito também. É só os estudantes pararem de fazer turismo barato em encontros e  fumarem maconha nos centros acadêmicos.  Já seria um bom meio passo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://mazinger.sisib.uchile.cl/repositorio/lb/filosofia_y_humanidades/vitale/obras/sys/ime/a.pdf"&gt;Voz maneira sobre o grito de cordoba&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2150581215234734041?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2150581215234734041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2150581215234734041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2150581215234734041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2150581215234734041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/grito-de-crdoba-mais-vov-reforma.html' title='Grito de Córdoba é mais vovô (reforma universitária faz 90 anos)'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHlp0G8PE8I/AAAAAAAAAJU/i5SFoIauQYk/s72-c/fotoreformauniversitaria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3282102462990972618</id><published>2008-07-10T19:13:00.004-03:00</published><updated>2008-07-10T20:16:32.956-03:00</updated><title type='text'>Dinamite entrando na passarela!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHaXzUdT5EI/AAAAAAAAAJM/vDbW2Td_J7o/s1600-h/robepassarella.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHaXzUdT5EI/AAAAAAAAAJM/vDbW2Td_J7o/s320/robepassarella.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5221527725903438914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;aniel Passarella, o flamante capitão da Argentina campeã de 78, senhor de uma porrada homérica em nosso central Edinho, ídolo do ríver, polêmico técnico das mesmas gallinas , da seleção argentina e até do Curíntia, será o presidente do time de Nuñez em 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pelo menos é assim que ele quer. Para isso, o diminuto porradeiro-habilidoso, já está fazendo por onde. Ganhou uma nomeção como embaixador pela paz através do esporte,  diz pra todo mundo que está recusando propostas para ser técnico de outros times, diz que vai trazer o Ramon Diaz (outro ídolo gallina ) pra ser técnico do time e que isso e que aquilo outro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns torcedores, como o tempo é estranheza, esqueceram completamente do que ele já jogou por sua equipe e país depois das declarações que deu há algum tempo dizendo que era boca quando pequeno e que queria matar as gallinas. Além disso, é acusado de mercenário por sair do clube por dinheiro e de ficar rico às custas do clube. Outros dizem que é ótimo, que pelo menos vai tirar de lá o corrupto José Maria Aguillar, que ele é um torcedor do river incontestável, que pagou do bolso dele o salário de jogadores na década de 90 (quando o clube quase foi à falência) e que enterrou seu filho (morto num acidente de carro trágico) com bandeira do river posta sobre o caixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a controvérsia o acompanhando desde sempre. Nessa candidatura, não poderia ser diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo tudo isso porque estava faltando meu post vascaíno. Demorado, mas sincero, da alegria de ver Roberto Dinamite , outro ex-jogador e ídolo de um grande time, na cabeça da nação vascaína. Robertão vem mais como paladino da glória do que como traidor polêmico, mas seu trabalho será igualmente gigantesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aa felicidade, no entanto,  não é porque o Roberto Cuoco quando jovem é maravilhoso, o deus da honestidade e da eficiência administrativa. É pelo simples fato de ter tirado o sapo-bolha da Colina. E por trazer ares de esperança a quem só respirava cansaço. É por ele ter acabado com a pantuscada de aposentar a camisa 11 (se for aposentar, aposenta a do Chico, do Expresso da Vitória) e pela viabilidade da volta de jogadores maravilhosos ao clube, além da volta quase natural de vascaínos verdadeiros às dependências do estádio mais bonito do Brasil. É pelos meus quinze minutos de alegria, futuro e ilusão. Afinal, o futebol não é sobre isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que os dois presidentes se encontrem numa final de Libertadores. E que o Vasco seja tricampeão com um gol de falta do Pernambuquinho.  De novo, e com a mesma emoção.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3282102462990972618?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3282102462990972618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3282102462990972618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3282102462990972618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3282102462990972618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/dinamite-entrando-na-passarela.html' title='Dinamite entrando na passarela!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHaXzUdT5EI/AAAAAAAAAJM/vDbW2Td_J7o/s72-c/robepassarella.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7643715904538808177</id><published>2008-07-07T13:33:00.003-03:00</published><updated>2008-07-07T14:19:06.356-03:00</updated><title type='text'>Países de papel, barquinhos de metal.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHJPy0JK13I/AAAAAAAAAJE/xVuEXt62rOg/s1600-h/CTF_51-Forca_Tarefa_no_Iraque.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5220322652484982642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHJPy0JK13I/AAAAAAAAAJE/xVuEXt62rOg/s320/CTF_51-Forca_Tarefa_no_Iraque.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;F&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aço humilde coro ao absurdo da presença americana nas costas brasileiras. Estou falando da famigerada “4. frota da Intervenção Americana”, criada em 1943 para afundar os submarinos nazistas e desativada em 1950 com o fim da Guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora o governo americano a reativou sem nenhuma explicação plausível e respeito ao território alheio. Esse fato se soma a outros, que vão comprovando, pouco a pouco, os movimentos realizados por esse país para uma pressão militar desconhecida desde meados dos anos 80, com o fim das ditaduras financiadas por eles mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lula reclamou, Chávez reclamou. E, é verdade, a imprensa nacional “chupó un huevo” (cagou e andou). A vergonha jornalística é brasileira, mas também encontra ecos em seus hermanos argentinos. Silêncio total e alguns pedregulhos éticos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ontem, por exemplo, passou no suposto all news Canal 5 daqui uma espécie de Globo Repórter emotivo e tendencioso sobre a nova Nova Iorque sul-americana: Medelín. Isso mesmo. De acordo com o programa, a cidade, antes dominada pelas “guerrilhas” (essa foi a palavra usada) narcotraficantes, agora é um paraíso de paz e bem-estar. A tolerância zero de Uribe deu resultado e, através de depoimentos sem nenhuma base estatística ou contextualizada, mostrou um panorama quase pollyânico da cidade. Sim, obras públicas como o teleférico e a biblioteca doada pelo rei da Espanha ajudaram reduzir a criminalidade e a cidade melhorou um bom por cento. Não quero negar os fatos e as boas ações colombianas. O que me incomoda é a completa falta de crítica de um programa jornalístico importante, com quase duas horas de duração. A “reportagem” foi a apresentação de números do governo e sonoras de crianças que “largaram o tráfico” (essa idéia maniqueísta e jesuítica de recuperação), a classe média que se esconde em seus condomínios e, adivinha, o depoimento de gente do próprio governo. E isso logo após a "umseteúnica" liberação da Ingrid (acabei de saber também que os americanos resgatados já firmaram contrato com Oliver Stone para fazer um filme sobre o drama das selvas colombianas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou parecendo um daqueles comunistas flamejantes e retardados que falam que tudo é culpa do outro. Mas, nao dá pra negar, é tudo espetacular, perigoso e pró-imperialismo demais. Assim como o são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Liberação da Ingrid de forma estranha, após a presença de McCain.&lt;br /&gt;- Plano patriota, que permite a presença da Cia e tropas americanas na parte colombiana da Selva Amazônica.&lt;br /&gt;- Patrocínio americano dos planos de conflito na Bolívia, que é país central e simbólico da liberdade da América Latina.&lt;br /&gt;- Pressão na ONU para que Lula abaixe as calcas e entregue a Amazônia.&lt;br /&gt;- Massiva demonizacao midiática de Chávez (críticas à parte, valha-me Deus a parcialidade, né?)&lt;br /&gt;- Pouca atenção midiática ao conflito que ainda persiste entre Colômbia e Equador (o que possibilitaria uma maior presença americana no continente).&lt;br /&gt;- Histórica influencia da inteligência americana nos rumos políticos do continente (ou seja, o curriculum é bom).&lt;br /&gt;- Recursos naturais abundantes no continente em época de crise e desencontro financeiro americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para completar, a presença assumida e criminosa de mísseis apontados para a nossa cabeça. Em um mundo pós-moderno, com a fragmentação e “informacionalizacao” do indíviduo e suas relações formando uma nova forma de enxergar a realidade, é surreal ver as atitudes quase McCarthistas . Quando se trata de mexer no queijo, toda a teoria de democracia neoliberal, individual e quase levítica de uma sociedade internética, dionisíaca e espiritual, perde espaço para o mais antigo de nossos instintos: o uso da força.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.redportiamerica.com/brasil_exige.html"&gt;Gritaria do Lula&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=55a7cf9c71f1c9c495413f934dd1a158&amp;amp;cod=492"&gt;Carta de Fidel&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7643715904538808177?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7643715904538808177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7643715904538808177&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7643715904538808177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7643715904538808177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/pases-de-papel-barquinhos-de-metal.html' title='Países de papel, barquinhos de metal.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SHJPy0JK13I/AAAAAAAAAJE/xVuEXt62rOg/s72-c/CTF_51-Forca_Tarefa_no_Iraque.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-1848874247755259161</id><published>2008-07-03T13:29:00.004-03:00</published><updated>2008-07-03T14:22:07.997-03:00</updated><title type='text'>É em 2012, os maias disseram!</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SG0Jg0F_v3I/AAAAAAAAAI8/Q3-U3DZwIU4/s1600-h/Colombia_FARC_20rebels_20march_20in_20La_20Macarena_preview.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218838002536529778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SG0Jg0F_v3I/AAAAAAAAAI8/Q3-U3DZwIU4/s320/Colombia_FARC_20rebels_20march_20in_20La_20Macarena_preview.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;  liberação de Ingrid Bettancourt não é apenas uma suposta vitória contra uma suposta ditadura terrorista da Farc. Tem alguns desdobramentos políticos, com personagens se movendo lentamente em busca de ações importantes no futuro. Personagens que botam o dedo nessa relação tão complexa entre a América Latina e o “combo” EUA-União Européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro se deve atentar para as idéias que envolvem as Forças Revolucionárias Colombianas. Para o “combo”, ela é terrorista. Para Brasil e Argentina, por exemplo, ainda têm sua veia política marxista-leninista, embora sejam repreendidas publicamente por suas ações. Para a mídia brasileira, são simplesmente traficantes de drogas. Para alguns intelectuais, é um gigante anacrônico ue ainda tenta seguir o plano de revolução comunista agrária, mais parecida com os términos maoístas que os propriamente soviéticos. Muito se debate sobre o objetivo da Farc: conquistar o poder com o povo ou conquistar o poder usando o povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que alguns fatos são curiosos nessa patota. Um, que os EUA só reconhecem poderes terroristas em áreas estratégicas de exploração energética. No caso da Colômbia, essa questão entra em dois caminhos: o primeiro é , de alguma maneira, achar uma justificativa anti-democrática para entrar na Venezuela, a sétima maior reserva de petróleo do mundo (maior, fora do Oriente Médio e, junto com o Canadá, a maior reserva de um tipo de petróleo mais difícil de ser retirado e tratado mas que, no futuro, pode ser necessário), e tirar o Chávez e colocar algum marionete. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;É a tática que não muda desde a “luta contra comunistas” e o famigerado Plano Aliança para o Progresso, nas décadas de 60 e 70 que espalharam “ditaduras democráticas” por todo o continente e aumentou a dependência financeira dos países sul-americanos com relação ao capital estrangeiro. &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A Colômbia tem um marionete ideal, é fronteiriço e quer porque quer uma pendenga com a Venezuela. O segundo atalho é a provável desculpa na luta contra as Farcs para a implementação do “Plano Patriota”, que busca defender fronteiras e matar todo mundo do movimento guerrilheiro. Acontece que conta com verba, apoio financeiro, de inteligência e militar dos EUA. Acontece que este último precisa entrar num vácuo e numa incógnita energética gigante que se chama Amazônia. É praxe de um líder mundial: não tomar bola nas costas com o que o sustenta. Isso se junta com as últimas pressões nos Congressos da ONU em cima do Lula. O “combo” quer a “legalização” do verde brasileiro. A Cia já deve estar fazendo curso de verão com os mosquitos. E a teoria da conspiração já não é tão conspiratória: é imensamente possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é para falar que o McCain foi lá fazer campanha, deu aquela pressão no Uribe, praticamente garantiu a permanência dos bonecos uribianos ao lhe colocarem como paladino da democracia (e ganhar o apoio eleitoreiro fundamental da Ingrid) e deu um aviso inegável ao Chávezs e aos Lulas: nós temos a p...maior que a de vocês. E agora temos uma p...que o mundo acha linda. Jogaram com a emoção para mascararem as tramas políticas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda tem um ponto muito importante, que ainda não foi esquecido, que é a briga com o Rafael Correa. As farc, desculpa central dessa briga, agora estao nas mãos (politicamente) do “combo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia em que ela estourar, o Chavez apoiará o Rafael. A pergunta é: os EUA terão a senha para entrar na Venezuela? E o que o Lula e a Cristina vão falar? A Cristina mantém uma relação muito amistosa com o Hugão (mesmo com a nacionalização de empresas argentinas lá). O Lula terá uma potencia apavorada e sedenta por meios alternativos de energia tocando na porta de casa. E pode acreditar que os EUA vão tentar meter o bedelho nas próximas eleições brasileiras (quem sabe pensando em um perfil mais família, tradição e propriedade de um Neves) para tirar a rocha tupiniquim do sapato, se o Lula realmente se mostrar como pedra na hora do "vamover".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio filme de espião e bastidores políticos inverossímeis, não é? &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;As ditaduras lationamericanas, com patrocínio e sangue dos norte-americanos, também foram feitas de histórias para boi e povos dormirem. E despertamos um pouco tarde. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-1848874247755259161?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/1848874247755259161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=1848874247755259161&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1848874247755259161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1848874247755259161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/em-2012-os-maias-disseram.html' title='É em 2012, os maias disseram!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SG0Jg0F_v3I/AAAAAAAAAI8/Q3-U3DZwIU4/s72-c/Colombia_FARC_20rebels_20march_20in_20La_20Macarena_preview.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8380217273769415954</id><published>2008-07-02T20:31:00.004-03:00</published><updated>2008-07-03T14:23:40.207-03:00</updated><title type='text'>E agora, seu dotô?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SGwXCzvnVPI/AAAAAAAAAI0/g5q8r-4cDIg/s1600-h/zeca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218571405232657650" style="FLOAT: right; MARGIN: 0pt 0pt 10px 10px; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SGwXCzvnVPI/AAAAAAAAAI0/g5q8r-4cDIg/s320/zeca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ode parecer (e até em certa medida é) cricri, mas me incomoda o nome que a imprensa deu para a nova lei que vai botar pra quebrar em quem for pego dirigindo alcoolizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo "Lei Seca" me faz lembrar três coisas que não condizem com a importância e gravidade com que deve ser tratada essa lei: Al Capone, eleições e fantasia das classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Al Capone porque me remete obviamente à década de 10, 20, quando a venda e consumo eram completamente proibidas nos EUA. Quem entrou no vácuo e no desejo da elite intelecutal (formada pelas classes média-alta/alta) foi o tiozinho aí citado, que enriqueceu como um bom mafioso enriquece: vendendo as ilegalidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eleições porque não se pode beber nas eleições brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fantasia das classes porque, no dia das eleições, os bares do Leblon e das favelas ficam lotados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que essas três coisas têm em comum é a manchinha que aparece na repetição incessante do termo "lei seca". Me parece quase uma provocação, uma discordância velada, um "pimenta no dos outros é refresco, mas no seu é desespero". Me parece uma zombaria discordante, que dá um nome carregado de idéias de proibições, desprazer, infortúnio ao termo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os jornais são formados pela quase mesma elite intelectual (conceitualmente falando) que formava os universitários e pensadores americanos que deram as mãos aos mafiosos em troca de uma cervejinha. O povo brasileiro é formado da ilegalidade, é patrimônio histórico e cultural. O Leblon, por sua vez, é formado de hipocrisia e uma incrível e mirabolante capacidade de adequar aos seus interesses o que, sem meias palavras, está errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, faço algumas perguntas, para as quais nem Darcys nem Freires terão as respostas, suponho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o motorista do ônibus Madureira-Saens Peña que, na sexta sagrada, na altura da estação de trem de Quintino, compra aquela geladinha com o ambulante, o Seu Geraldo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a cervejinha dos policiais que vão extorquir os bares da cidade e, posteriormente, vão extorquir com os bafômetros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o que será dessa lei no Carvaval, minha gente? A terra de Marlboro vira terra da Skol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o Zeca Pagodinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a volta da praia no lindo trajeto Arpoador-Barra. Sem uma gelada não tem quem aguente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E o sambinha na Lapa cheio dos revolucionários da Puc e dos comunistas de tardes vazias nos bares das universidades?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E a produção de amendoim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor o governo parar com essa palhaçadinha de lei. Ainda mais quando se trata da intocável "cervejinha",  objeto totêmico quase inerente ao ser brasileiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8380217273769415954?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8380217273769415954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8380217273769415954&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8380217273769415954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8380217273769415954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/07/e-agora-seu-dot.html' title='E agora, seu dotô?'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Jd9t-N_VK1g/SGwXCzvnVPI/AAAAAAAAAI0/g5q8r-4cDIg/s72-c/zeca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6434627037173592479</id><published>2008-06-27T17:17:00.004-03:00</published><updated>2008-06-27T17:22:55.490-03:00</updated><title type='text'>Errado é sonhar com o certo, que o certo dá sempre errado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGVLuaj-ipI/AAAAAAAAAIo/2FFNFt1X7Os/s1600-h/queleherminio4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216659004154874514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGVLuaj-ipI/AAAAAAAAAIo/2FFNFt1X7Os/s320/queleherminio4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;o se falar de samba, muitas vezes a figura de Hermínio Bello de Carvalho fica em segundo plano. Se não é a intelectualidade e a sambalidade do meu Brasil que chama, o povo fica sem saber da importância desse homem. Se Paulinho é a alma, Candeia a memória e Cartola o talento, Hermínio é o coração e as pernas do gênero no país (o samba é tão grande que é só transformando-o em corpo para não nos desbordarmos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi amigo profundo de muitos artistas, os melhores, fez letras geniais, produziu, trouxe nomes fundamentais à tona. No seu extenso hall de parcerias estão monstros como Pixinga, Paulinho da Viola, Elizeth Cardoso, Eltão Medeiros, Nelson Sargento, Cartola e por aí seguiremos. É muito conhecido por seu esforço de juntar a música popular da música erudita (como colocar no mesmo palco a Clementina e o virtuoso violonista Turíbio Santos). Mostrou que a erudição real vem da alma e os rótulos são coisas de dedos presos e gente que não sabe cantar. Enfim, Hermínio é o incansável e flamante batalhador de uma , como dizer, ciência dionísiaca do samba. Mexe com sua história, com seu futuro, com suas composições, compositores e de como anda na sociedade (o samba anda sambando?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é que essa coisa de brógue é democrática, quase comunista? Pois bem, patrocinaram um &lt;a href="http://acervodoherminio.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;blog pro Hermínio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Talvez seja um dos melhores na rede. Lá você vai encontrar raridades incríveis, coisas que fazem chorar os gostantes e respirantes da música. Fortunas como fotos do casamento de Cartola e Dona Zica, gravação na casa do cara com Paulinho da Viola e Clementina (essa é incrível!), partituras, letras originais, vídeos e o escambau. É coisa para perder dias e dias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A cultura não é inacessível. Quase inacessível, no Brasil, é saber aculturar-se.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6434627037173592479?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6434627037173592479/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6434627037173592479&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6434627037173592479'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6434627037173592479'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/errado-sonhar-com-o-certo-que-o-certo-d.html' title='Errado é sonhar com o certo, que o certo dá sempre errado.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGVLuaj-ipI/AAAAAAAAAIo/2FFNFt1X7Os/s72-c/queleherminio4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7735438056779507611</id><published>2008-06-26T14:05:00.005-03:00</published><updated>2008-06-26T14:23:00.343-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sashird lao'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='jazz'/><title type='text'>"Sashird Lao é vanguarda"</title><content type='html'>&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/krqErHXSQiY&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/q5QZ8DkBBZU&amp;amp;hl=" width="425" height="344" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ashird Lao é um trio frances de jazz que rompe os ouvidos. É a mistura de uma linda vocalista egípcia, com voz imponente e com um sax destruidor, um rapaz que faz baixo vocal de forma perfeita e um virtuose no sopro e na percurssao. Um powertriomodernurbanmixjazzband. Só assim para defini-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais que defini-los, no entanto, há que escutar o som desses malucos. É forte, azeitado, ousado, tem cheiro e tem cor. Eles estiveram no Brasil há poucos dias e participaram de um festival da Alianca. A mídia, pelo que parece, falou pouco. Oportunidade perdida e incompreensível já que os editores das músicas modernas adoram um grupo estrangeiro, que mistura sons e tem cara de vanguarda (termo roubado de meu amigo &lt;a href="http://aires-buenos.blogspot.com/"&gt;Túlio&lt;/a&gt;). Mas eles vao além do estereótipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://pagesperso-orange.fr/fredluzi/index.htm"&gt;site &lt;/a&gt;dos caras, e da senhorita, dá pra escutar algumas músicas (originais e versoes). De qualquer maneira, vao uns vídeos do quase comunista iútubí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7735438056779507611?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7735438056779507611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7735438056779507611&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7735438056779507611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7735438056779507611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/sashird-lao-vanguarda.html' title='&quot;Sashird Lao é vanguarda&quot;'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-693810368528299031</id><published>2008-06-24T17:26:00.003-03:00</published><updated>2008-06-24T17:55:37.114-03:00</updated><title type='text'>CARPINHAS PAZ E AMOR</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGFfLb8spMI/AAAAAAAAAIg/u0xD1AqRGos/s1600-h/na01di01.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215554493557286082" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGFfLb8spMI/AAAAAAAAAIg/u0xD1AqRGos/s400/na01di01.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;otas de um dia interessante sobre os &lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/politica/nota.asp?nota_id=1024297&amp;amp;pid=4640132&amp;amp;toi=5825"&gt;cascudinhos das carpas na Praca de Maio.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Clarin e La Nación querem muito criar um clima de tensao e sangue com essa questao do Congreso estar debatendo as rentencoes do campo. É o momento exato e clássico em que o jornalismo tem que respirar e deixar de atropelar palavras e teorias catastróficas. É a hora que tem que dizer para acabar a palhacadinha de certos e errados. De parar de reclamar democracia e fazer por ela. Como disse agora pouco uma congressita: "&lt;em&gt;Me perdoe a emocao com que estou falando &lt;/em&gt;(realmente emocionada)&lt;em&gt;. Mas temos que separar aqui debate de discurso. Temos que perceber que nao estamos de lados opostos. Isso nao é um Boca e River. Ouco falar em democracia, mas vejo autoritarismo por parte do governo e por nossa parte, ao falar apenas de dinheiro e taxas. A ditadura nao nos tirou a confianca na democracia, mas a confianca de sermos cidadaos".&lt;/em&gt; Calei depois dessa.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Ninguém deu muita trela, mas foi impagável os manifestantes kirchneristas e pró-campo jogando uma pelada de rugby em frente a Casa Rosada. O esporte do contato físico, da forca, da ascendencia sobre o outro, se reverteu numa forma simbólica e fofinha de dizer que ninguém quer confusao e que a hora é de diálogo. Assim como foi impagável o CQC de ontem colocando o ministro do transporte e o presidente do sindicato dos taxistas, dentro do táxi deste último, discutindo o assunto dos &lt;a href="http://buscador.lanacion.com.ar/Nota.asp?nota_id=1024164&amp;amp;high=carriles"&gt;cascudinhos das faixas exclusivas&lt;/a&gt;. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Fiquei escutando as posicoes no Congresso e acho genial o fato de que ele volte a ser um espaco de real discussao das leis e nao um apendice político do Executivo. Além disso, percebi o cuidado de cada congressita em mostrar serenidade e reconhecerem que a discussao é difícil e que nao adianta brigar. Nas vezes que se excederam, os políticos pediram desculpas. Embora muita coisa se resolva nos bastidores, o "evento" que se tornou o diálogo televisivo, é um avanco democrático inegável. Acontece que, em uma chamada de break e após exposicoes bem calmas dos legisladores, a apresentadora do TN diz: "Vamos para um intervalo e já voltamos para essa tensa e acalorada discussao". Foi como se falasse ao ver dois meninos de 5 anos brigando: "Já voltamos com essa briga perigosa, de músculos exacerbados e golpes titânicos e violentos. Fiquem em suas casas. A polícia está chegando para apartar".&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Na frente do Congresso, os apoiantes de cada visao ficavam se explicando um para o outro. A reedicao moderna da Ágora grega. Pelo menos como um espaco de debates.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;Dizem que o pessoal do campo ganhou a pelada do rugby por dois tries a favor.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-693810368528299031?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/693810368528299031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=693810368528299031&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/693810368528299031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/693810368528299031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/carpinhas-paz-e-amor.html' title='CARPINHAS PAZ E AMOR'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGFfLb8spMI/AAAAAAAAAIg/u0xD1AqRGos/s72-c/na01di01.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7362752619842490635</id><published>2008-06-23T17:41:00.006-03:00</published><updated>2008-06-23T22:34:24.429-03:00</updated><title type='text'>Argentina campeón, Videla al paredón! (Montoneros)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGBKJlgmx_I/AAAAAAAAAIY/-pR_N1sibO8/s1600-h/m7802.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGBKJlgmx_I/AAAAAAAAAIY/-pR_N1sibO8/s400/m7802.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215249897043183602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;por Bruno Moreno&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;uarta-feira, 25/6/8, completará 30 anos que a Argentina ganhou o título da Copa do Mundo de 1978, disputada no próprio país (o primeiro de dois). A final foi disputada contra a Holanda, no Monumental de Nuñez. Os locais ganharam de 3 a 1 da laranja meio bagaco mecanica . Os gols foram feitos por Marios Kempes (2) e Daniel Bertoni.  Mas que chato e previsível, nao?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;De jeito nenhum. Foi uma Copa cheia de pendengas.  Algumas sérias, outras folcróricas. Vivida e transcorrida em um contexto político difícil. Cheia de histórias mal contadas. E faz aniversário redondo quando o país se ergue e tenta se curar de patologias exacerbadas principalmente neste período. Essa semana o Congresso estará exercendo a democracia. O povo argentino poderia acompanhar o desenrolar dos próprios passos. Passos impedidos por muito tempo por botas militares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas pantuscadas do Mundial de 78:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A Copa estava se passando no ápice de uma ditadura violenta, sangrenta e macabra. Dois anos antes, os militares tinham derrubado a Isabel Perón. O chefe da Junta Militar na época era o General Rafael Videla. A inflação crescia no país, as torturas explodiam, os desaparecidos sumiam aos baldes e a Copa passou a ser estratégica na manutenção da ditadura.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Também era o momento crítico de uma discussao filosófica que vinha desde os anos 60 no país: como a Argentina deve jogar? Usando a "La nuestra", da rapidez de toques, dos dribles (chamados de "fantasia"), da beleza do esporte pela beleza ou a que há algum tempo estava sendo usada que era o futebol influenciado pelos ingleses, do corpo, da teórica hombridade, da violência, da defesa (optada porque os gambeteios ainda nao haviam trazido resultado). O técnico era Cesar Menotti, que era defensor férreo do primeiro estilo, que disse que os treinadores anteriores tinham matado o futebol argentino e que ia voltar com a "la nuestra". Foi um paradoxo a sua permanencia porque Menotti era um crítico assumido da ditadura, filiado ao partido comunista e com  tendencias à liberdade de expressao (só olhar os cabelões dos jogadores). A Junta se calou, precisava ganhar a Copa para manter o povo feliz. Interessante notar também, em mais uma contradição, como a imprensa na época (totalmente controlada pelos militares), vendiam o pensamento de um "jeito de jogar argentino", apelando ao orgulho de ser argentino. Ou seja, a "la nuestra" como uma forma de criar o simbolismo de união nacional, identidade nacional. Por isso, Menotti foi muitas vezes retratado como um herói, como um novo San Martin ou Belgrano, uma espécie de libertador futebolístico do domínio europeu. Nesse caso, do estilo europeu de ver o esporte, com o resgate da verdadeira alma "criolla". O que é muito debatido ainda, já que muitos dizem que de bonito a Argentina apresentou pouco, jogando muitas partidas na base da força e da raça.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Maradona nao foi chamado. Era um jovem que ia fazer 17 anos, que estava arrebentando no campeonato local, mas que era considerado inexperiente para um torneiro de tamanha importância, pelo mesmo Menotti. &lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;li&gt;A Argentina é eternamente acusada de roubo com o jogo contra o Peru, em que precisava vencer por 4 a 0 para conseguir passar para a próxima fase. Após ter empatado em um vergonhoso e medroso 0 a 0 com o Brasil, meteram 6 na seleção peruana. Reza a lenda que houve um acerto entre ditaduras para que os argentinos ganhassem (50 milhões de dólares e toneladas de grãos) e fossem pra final. O Brasil, principal afetado por isso, foi o país que mais reclamou. Não se sabe de nada até hoje. Villa, no final de sua carreira jogou junto com o gênio peruano Teófilo Cubillas, quem jurou que não teve acerto nenhum naquele jogo.  Menotti diz que o Peru tinha chegado destruído fisicamente à partida, com jogadores fundamentais que não conseguiam nem andar. Além disso, relembrou que a Argentina, meses antes, tinha dado de 3 lá em Lima.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Dizem que alguns jogadores argentinos foram dopados. Na verdade, nunca houve comprovação disso, mas alguns fatos levantam suspeitas. Um deles é que, segundo o historiador David Downing, há relatos de que Kempes e Tarantini continuaram correndo no vestiário de um lado para o outro após a partida contra o Peru por uma hora. E o mais engraçado: o exame de doping realizado era tão, mas tão confiável, que uma mostra de sangue de um jogador argentino demonstrou por A mais B que ele estava, indubitavelmente, "grávido".&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Se os militares acharam que iam esconder as atrocidades cometidas, o tiro saiu direto no Rio da Plata. Foi durante a Copa que a imprensa internacional ficou sabendo com mais detalhes do que estava acontecendo. Foi durante a Copa, por exemplo, que o mundo ficou sabedo da existência das Madres de Plaza de Mayo e o drama de seus filhos desaparecidos.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Segundo o mesmo historiador, o governo ditatorial gastou uma fortuna ao contratar uma empresa de relações públicas para criar o slogan e projetar a imagem da ditadura junto ao povo, ou seja, para aproveitar marketeiramente a ocasião. A empresa se chamava Burson &amp;amp; Masteller e foi responsável, além do slogan do evento "25 milliones jugaremos el Mundial" (bem parecido com o hino "90 milhões em ação" brasileiro), pela desapropriação das villas de emergencia (as villas, ou favelas) e expulsão de seus moradores de zonas onde iam acontecer a competição, assim como a tentativa de esconder os bairros pobres na estrada para Rosário com a criação de um muro, no melhor estilo apartheid, que rodeava as casas humildes.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Alguns países, como a Holanda, não queriam jogar a Copa como protesto à violação dos Direitos Humanos no país. Ao receberem a medalha de prata, os holandeses, de fato, se recusaram a cumprimentar os representantes do governo ditatorial. Por outro lado, o capitão da Alemanha, Bert Volts, emuldorou a seguinte pérola: "A Argentina é um país onde reina a ordem. Eu não vi nenhum preso político." Onde ele procurou? No Cafe Tortoni?&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt; O Papa Paulo VI abençoou a Copa e o governo ditatorial sanguinário e assassino da Junta Militar de Videla.&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;A final com a Holanda foi uma vingança da Copa anterior, quando a Argentina tomou uma piaba de 4 do Carrosel.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Quarta agora o Canal Encuentro vai passar um documentário sobre o Mundial e suas polêmicas.  &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mundial 78: verdad o mentira?&lt;/span&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;Menotti e alguns jogadores são lembrados como coniventes com a ditadura. É uma discussão. Fato é que o Mundial não teve o impacto esperado na alienação total e irrestrita do argentino. A Guerra das Malvinas teria um papel até mais importante, nesse sentido, anos depois. Mas os jogadores foram responsáveis também pela propaganda da ditadura? A classe média também não comprou essa felicidade? Nós não compramos essa felicidade ao achar que ver e admirar futebol , por seu caráter lúdico e mítico, significa desprender os pés do que é real?&lt;br /&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;a href="http://www.elortiba.org/mundial78.html"&gt;Futbol y Dictadura&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.efdeportes.com/efd121/copa-del-mundo-1978-la-construccion-mediatica-de-un-estilo.htm"&gt;Menotti herói&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.encuentro.gov.ar/Event.aspx?Id=168"&gt;Canal Encuentro&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7362752619842490635?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7362752619842490635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7362752619842490635&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7362752619842490635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7362752619842490635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/argentina-campen-videla-al-paredn.html' title='Argentina campeón, Videla al paredón! (Montoneros)'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SGBKJlgmx_I/AAAAAAAAAIY/-pR_N1sibO8/s72-c/m7802.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6949738447756039988</id><published>2008-06-22T20:50:00.004-03:00</published><updated>2008-06-22T21:22:30.582-03:00</updated><title type='text'>Crisinildos e fatabaldos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SF7siHSiJ-I/AAAAAAAAAIQ/bcOVYNty0RE/s1600-h/REP%21_8.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SF7siHSiJ-I/AAAAAAAAAIQ/bcOVYNty0RE/s400/REP%21_8.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214865489358104546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;V&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ou fazer algo que não é legal, mas precisa de um peso contra: criticar gente que escreve em jornais. Não conheço quem escreveu, não sou ninguém, mas a série de notícias bombásticas que ogrôbo anunciou sobre a "crise argentina" é preocupante. Primeiro porque o veículo adora essa palavra. Até usei aqui no bróg, mas a trato mais com ironia do que o real significado apocalíptico que evoca. Afinal, se tudo é crise, o que é crise? Um estado de normalidade diante da complexidade do mundo? Se é assim, amor é crise, deus é crise, dunga é crise, falar é crise, calar é crise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Argentina passa por um momento difícil sim, como é difícil o momento no paraguai, no Uruguai, no Brasil, na  Venezuela, no Suriname,  na Micronésia e em Asgard.  A questão do campo é  complicada? É.  Mas, ao meu ver, é mais sintoma de um país que está se erguendo e, com ele, erguendo as sarninhas democráticas, do que um ponto de fla-flu é um ai jesus.  O governo gasta muito com subsídios (como foi dito na matéria)? Sim. Mas é preciso examinar os pontos positivos e negativos da intençao, nao colocar isso junto com altas de juros e aumento dos preços e cor da calcinha da Cristina.  A primeira matéria, por exemplo, não abordou um tema crucial, que é a questão do INDEC (mede inflaçao, entre outras centimetragens) e sua pouca confiabilidade. Enfim. Joga na mão do Dines que ele sabe o que fazer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que é pouco espaço, sei que tem editor querendo chamar a calamidade e dar os braços para o terceiro cavaleiro do apocalipse, mas há que ter muita calma nessa hora. Ou vai ficar igual à suposta série de reportagens sobre a ditadura nas favelas feita há alguns meses pelo mesmo coiso e que se tornou um dos maiores crimes jornalísticos e éticos já cometidos (o da ignorância do tentar entender e de que, às vezes, pra entender, é preciso mais que entender).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é o lado bom dos brógs. Além de ser algum exercício inconsciente do ego, além de falar coisinhas bonitas, rabugentices, supérfluos e até gente bonita , jovem e descolada, mostram que pra entender algo não bastam algumas linhas cheias de números e declarações cruzadas. Hoje em dia, uma matéria é feita de dias diferentes e por vários autores, jornalistas ou não. Hoje em dia, uma matéria só se aproxima da faurelúngeca verdade com alguns posts a mais no baú da felicidade e nesse mosaico do mundo feito de pequenos diários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(204, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ah, alguém aí ainda lembra de algo que tá batendo a porta, que é a crise energética que ia matar a todos os argentinos de frio há alguns meses? E a &lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/edicionimpresa/suplementos/revista/nota.asp?nota_id=1022266"&gt;crise do sexo&lt;/a&gt; que agora afeta os argentinos? E a crise do Racing? Existem crises mais importantes...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6949738447756039988?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6949738447756039988/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6949738447756039988&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6949738447756039988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6949738447756039988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/crisinildos-e-fatabaldos.html' title='Crisinildos e fatabaldos'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SF7siHSiJ-I/AAAAAAAAAIQ/bcOVYNty0RE/s72-c/REP%21_8.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6947267885409418058</id><published>2008-06-20T16:25:00.007-03:00</published><updated>2008-06-20T17:21:45.614-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='populismo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crise'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='campo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='kirchner'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dunga'/><title type='text'>O campo expulsará a febre?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFwPfOtKTvI/AAAAAAAAAH8/D8EjX47giKw/s1600-h/12_MHG_ECO_PROTESTO_ARG_080512.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214059497786068722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFwPfOtKTvI/AAAAAAAAAH8/D8EjX47giKw/s320/12_MHG_ECO_PROTESTO_ARG_080512.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ristina é populista. Mas tudo na Argentina nao é o que parece, assim como no Brasil o que se torna, causa a consequencia inversa (reforco policial aumenta a violencia, um maracana lotado faz o local perder, prender políticos corruptos moderniza as táticas de corrupcao). Entao, deve-se dizer que Cristina e Nestor sao populistas. Mais, que o povo argentino precisa de um "populismo controlado e médio". Ou seja, fazem acoes demagógicas populistas, embora sacrifiquem um pouco da máquina estatal por um bom funciomanento social. Ao mesmo tempo que ela promete, numa atitude ridícula, usar o dinheiro das retencoes para construir mais hospitais ( sem estudo, sem ver a real necessidade de quem realmente necessita, sem pensar em investir nos que já existem, num atitude sanguínea e desesperada pra jogar o campo contra a cidade), ela nao abre mao de que o estado tenha braco forte , dê subsídios e impeca o encarecimento do transporte público, por exemplo (com o que concordo plenamente. Aqui o metro tá 90 xilins, o onibus 1 dinheiro e o trem 7o centavos de patacas. Um trabalhador da classe menos favorecida, que geralmente se desloca mais, nao gasta, como no Rio de Janeiro, mil reais pra ir na esquina).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sao quase peronistas, mas transformam a ditadura em hermetismo institucionalizado. Cristina nao dá conferencias de imprensa porque seu discurso é unilateral. Ela fala pra bilhar e sem contestacoes. Sao quase peronistas, mas nao batem nos sindicatos, se únem a eles. Mas aí, quando o país parece ter readquirido forca e estar, até pouco tempo, de forma tao estável e rumo a Tóquio, a crise do campo vem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Crises sao boas, minha gente. É com a crise de talento que o Dunga vai embora. É com a crise que nosso corpo expulsa a febre. É com a crise conjugal que mudamos pra melhor nossa relacao com o ser amado. Isso tudo, claro, se nos cuidarmos, se nos abrirmos aos fatos, se dialogarmos, se aceitarmos os erros, se pensarmos com paz. Caso contrário, o Dunga fica pra sempre e inventará um meio-campo feito de zagueiros, a febre se transforma em pneumonia e o casal se mata com tiros de prata. Por isso que a chamada crise do campo veio num momento bom para que o governo e o próprio argentino nao entrassem na roda viva de que foi vítima com os anos. Em países emergentes, os governos fazem tudo para o povo ficar quieto, os ricos mais ricos, os militares mais gordos e os americanos mais americanos. Quando tudo está assim, é que se deve despertar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma das ótimas questoes que essa crise toda vem plantar atrás da orelha alheia é algo que deve ser pensado por todos os países latinoamericanos e que tem a ver com essa forma populista (palavra legal) de governar: a indústria é a riqueza de um país?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A pantuscada comecou quando Cristina aumentou as retencoes e disse que usará esse dinheiro, entre outras coisas, para investir na indústria. Ou seja, dar dinheiro para o povo pobre usar as maos como ferramentas e ter trabalho. Acontece que as pessoas fixaram a atencao no pouco dinheiro que ficaria para a galera do campo (super válido), mas esqueceu de questionar algo muito claro, que é o anacronismo dessa justificativa.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O mundo ainda é baseado na producao? A riqueza de um país e seu desenvolvimento ainda está baseado na indústria? Porque entao os Eua tem um grau de industrializacao de 19% e a Argentina de 25%? Por ser mais industrializada, a Argentina é mais rica que os Eua? E por que os homens mais ricos do mundo, os maiores investimentos feitos, estao na área da comunicacao e informacao?&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O populismo de Cristina e de muitos governantes latinoamericanos está agora, além da demagogia, no anacronismo. Pintam um quadro da década de 50, baseando o crescimento de um país no suor manchado de óleo dos trabalhadores somente. Esquecem a virtualizacao das relacoes e do mundo. Falam em um idioma que nao existe mais. E, como em todas as relacoes comerciais através dos anos, vao ficando pra trás, na corrente inversa. Quando deveriam investir na indústria , importam e vendem matéria-prima. Quando deveriam investir na pesquisa tecnológica e de informacao (a verdadeira riqueza hoje produzida), congelam a máquina do estado para a indústria (e sem modernizá-la). E, quando tehm um mercado propício para impor a importancia dos produtos agrícolas, usam a crise da pior forma e se arriscam a perder a oportunidade ideal pra barganhar com os europeus famintos e com petróleo caro. &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A classe média que bate panelas e a classe pobre "que nao existe" (ver post anterior) devem ver a crise como um momento de reflexao, nao de guerra e desespero. Devem parar de usar as acoes populistas quando bem lhe convém e perceber que esse peronismo incrustado em cada pele argentina como uma tatuagem interna e inconsciente, se tornou um cadáver dentro de um corpo que se move com dificuldades.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Caso contrário, o Dunga fica , a febre aumenta e nao haverá mais companhia para dormir de conchinha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;***&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Amo o Dunga. De paixao. Como jogador, como campeao, como ídolo. É por isso que acredito que ele deva se preservar um pouco. Carlinhos Violino para técnico da selecao!!&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6947267885409418058?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6947267885409418058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6947267885409418058&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6947267885409418058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6947267885409418058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/o-campo-expulsar-febre.html' title='O campo expulsará a febre?'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFwPfOtKTvI/AAAAAAAAAH8/D8EjX47giKw/s72-c/12_MHG_ECO_PROTESTO_ARG_080512.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3075011979489558255</id><published>2008-06-18T13:47:00.004-03:00</published><updated>2008-06-18T14:29:32.292-03:00</updated><title type='text'>ARGENTINA X ARGENTINA</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; dia de Brasil e Argentina. Escrevo atrasado, mas nao importa. Só pra paranbenizar a Fox Sports daqui e o programa Expediente Futbol que, desde segunda, está passando jogos históricos dos dois países. Há algumas coisas geniais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Medo argentino em 78&lt;/strong&gt;: o jogo foi do Brasil. A Argentina nao fez nada de bom e quase que o Roberto Dinamite faz um gol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Falcao dá porrada em Maradona&lt;/strong&gt;: a elegancia falconiana hoje em dia esconde uma das patadas mais bem dadas da Copa de 82. Falcao quase arrancou a perna do ainda incipiente Maradona no meio-campo, logo após Passarela ter quebrado o Zico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Falhas do Capacete:&lt;/strong&gt; Junior, o vovo urubu, na mesma Copa, quase entrega em duas ocasioes um jogo teoricamente fácil. Perdeu duas bolas incríveis na entrada da área. Sorte que o Ramon Diaz viajou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Morte ao Muller:&lt;/strong&gt; nao preciso nem comentar os gols perdidos do suposto atacante em 90. Aliás, vendo friamente, é incrível perceber quantos gols (e quao claros foram) o brasil perdeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;strong&gt;Escalacao Tosca:&lt;/strong&gt; em 90, a escalacao antes do jogo era feita de um modo bizarro. Se colocava um quadrado em vídeo dos jogadores, com o gol atrás deles. É de chorar de rir os movimentos graciosos do bigode do Ricardo Rocha e o Maradona fechando o olho por causa do sol. (Se alguém achar no utube, por favor!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;jogo de hoje tem uma ambiencia interessante. Parecida , mesmo que só um nariz, com as vividas por Peron no meio do século passado. Acontece que, na época, o presidente proibia a selecao argentina de jogar competicoes internacionais "complicadas", com medo de um fiasco nacional e, ao mesmo tempo, uma suposto ambiente negativo para seu governo/ditadura. Além disso, alguns setores futebolísticos tinham pavor que "la nuestra", como era chamado o estilo argentino de jogar, fosse superado (principalmente pelo estilo dos ingleses) e confundisse o orgulho e a identidade do esporte mais importante do país.  É claro que os tempos sao outros, é claro que é apenas um jogo da eliminatória, é claro que é contra o Brasil e os deuses ficam se batendo, mas vem numa hora de movimentacao política e economica crucial para os hermanos. É o jogo dividindo espaco com a questao do campo. Cristina ontem lavou as maos, mas o debate continua com forca agora no Congresso. Cristina tem sua aprovacao reduzida a quase nada e nao seria legal mais uma derrota ao orgulho de uma Nacao. Cristina tá fazendo manifestacao na Praca de Maio, um erro estratégico. Todos vao embora da manifestacao pra ver o jogo. E Cristina, como Peron, precisa , mais que nunca, do circenses feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;lguns emails elogiaram meu mal-escrito texto sobre o Deus e o Diabo. Pediram mais informacoes. Bem, vou tentar dar é opinioes. E geralmente vazias. Informacao legal eu deixo pro meu amigo Tulio em seu blog &lt;a href="http://aires-buenos.blogspot.com/"&gt;Aires Buenos&lt;/a&gt;, leitura fundamental pra entender essa cidade e suas sutilezas. Inclusive, parabéns a ele pela criacao do estilo &lt;em&gt;tamborinlazzo&lt;/em&gt;, uma onda brasileira e rítmica no panelazzo de jeito gringo de Abasto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;as preciso dar um pitaco. E é sobre a ausencia da , como chamar, classe pobre urbana portenha.  Os panelacos sao da classe média, média-alta (ah, as classes. suponhamos que elas ainda existam). Que estao usando essa questao para reclamarem de outros pontos, principalmente , a meu ver, do hermetismo do governo. Por um lado bom, sao demandas que surgem de um estado democrático, que comeca a azeitar a máquina. Creio que é natural e necessário, se nao fosse vista com a visao bélica de estar certo ou errado dessa classe e do governo. Ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestacao do campo é uma mistura de oligarquias rurais com pequenos e médios produtores, mas gente, povo, basicamente rural. É incrível como a classe menos favorecida de Buenos Aires (a dizer, nesse ponto, centro quase total do país)  nao aparece. Alguns motivos para isso? Muitos, inclusive a questao da pobreza merece e terá um texto a parte. Mas como seria formada essa classe urbana portenha? Diferente do Brasil (principalmente do Rio), quando, pela obrigatoriedade do tráfico na pauta, e proximidade das favelas etc, se tem uma delineacao mais clara dos cidadaos  que moram em lugares menos favorecidos. Essa faixa da populacao nao tem cara aqui. Ou até tem, mas é geralmente desenhada com preconceito, higienismo e uma visao completamente progressista, a dos "bons selvagens" (como era e ainda é no rio). O governo de acoes populistas diz se movimentar para um povo que é um fantasma. Que nao quase nunca é citado. E, quando o é, é visto como um monte de cartoneiros (recolhem papel, cartolina, lixo e assim ganham o minguado dinheiro), que vêm de lugares distantes da cidade, com a juncao de bolivianos miseráveis e peruanos bandidos (uma classe pobre formada por gente que nao é argentina, vai reclamar leis argentinas?), a gente da villa, que é preguicosa, nao tem educacao , que só sabe cantar cumbia , jogar bola e que é uma mancha na raca quase européia local. Mas nao falam. Ou, se falam, ninguém escuta.  Mas que votou na Cristina. É um governo que governa pra quem nao tem voz.  E uma classe média que está se transvetindo aos olhos do mundo com a fantasia de povo (ninguém está dizendo que as manifestacoes nao sao necessárias. Pelo contrário, sao aula de democracia e vocacao cidada).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3075011979489558255?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3075011979489558255/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3075011979489558255&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3075011979489558255'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3075011979489558255'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/argentina-x-argentina.html' title='ARGENTINA X ARGENTINA'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-89592070947427056</id><published>2008-06-18T01:13:00.002-03:00</published><updated>2008-06-18T01:16:57.961-03:00</updated><title type='text'>Deus e o Diabo na Terra da Carne</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFiMHgKdOtI/AAAAAAAAAHs/jJpNxBXFcfo/s1600-h/deliaeangeli.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFiMHgKdOtI/AAAAAAAAAHs/jJpNxBXFcfo/s320/deliaeangeli.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213070629202115282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;questão do campo na Argentina é tão forte, tão cheia de sutilezas envolvidas, tão grande por envolver quase todos os aspectos que regem uma sociedade democrática, que mais parece um corpo, quase se movendo com suas próprias emoções. Não sei se é privilégio dos tempos transmodernos, mas é algo complexa e, por isso, impossível de ser vista, assimiliada e criticizada em algumas linhas. Para isso, tentarei, no mais humilde dos entendimentos, falar um pouco a cada semana nesse blog.  Até quando for esquecida e voltarem as notícias de assassinatos e pendengas rotineiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, antes da confusão é preciso falar do despontamento de duas figuras argentinas que estão se tornando quase míticas politicamente. Esse é o momento mais claro de ver como se formam esses personagens. E , mesmo caminhando em pontes diametralmente opostas, se encaixam , se alimentam, se transfiguram e resumem muitas questões, atuais e históricas no simples decorrer de suas ações, em si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luis Delia e Alfredo de Angeli se parecem fisicamente, mas é só. O primeiro é visto como um defensor ferrenho do "crischnerismo" e das decisoes da presidenta. O segundo, é o homem que leva pra frente o reclamo do campo. O primeiro tem muita história política antes da paralisação do campo. O segundo, apesar de ter feito outras coisas, basicamente começa o estrelato verdadeiramente dito com essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delia tem sua origem política nos desígnios de Perón, nas ações populistas e populares que privilegiaram a classe dos trabalhadores.  Sua história é basicamente associada a sindicatos, uma suposta luta anti-proletariado, federalista e pró-soberania Argentina. De Angeli é um produtor de soja transgênica, que entrou na atividade sindical rural  em meados dos anos 90 e lutou contra os bancos que se apropriavam das terras de pequenos e médios produtores endividados com o difícil período que viviam (ele também no bolo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delia, no decorer dos anos, se tornou um profissional único e de extrema força política: o piqueteiro. Consiste em um homem capaz de mobilizar pessoas, com claro apoio governamental, elevar bandeiras, gritar em megafones, e falsificar uma manifestação de alguns indivíduos claramente azeitados de política em uma teórica manifestação popular e espontânea. E, isso, na base da força. Ele tem um histórico de violência e de associações com entidades violentas, conhecidas por defenderem seus "ideais" e bofetearem quem estão contra. Em seu currículo está, além de ter participado em alguns cargos do governo K,  a invasão a uma delegacia de polícia no bairro do La Boca (exigiam justiça pela morte de um militante da FTV, Federación Tierra y Vivienda, um conjunto de grêmios de trabalhadores de vários setores e do qual era um dos líderes e atual presidente), invasão das terras de um magnata americano e acusação (que não provou e, por isso, Kirchner pediu pra ele se retirar de seu governo) de que os próprios judeus haviam armado o atentando ao prédio da AMIA Asociación Mutual Israelita Argentina), ocorrido em julho de 94 e que matou a 86 pessoas. Sempre com controvérsia, feridos e tijoladas envolvidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Angeli , por sua vez, começou a despontar na época da crise de Fernando de La Rua, já treinando a modalidade "corte de estradas à distância", sendo um dos participantes ativos desse estilo em Gualeguaychú e, depois da ordem do ex-presidente de descer o pau nas manifestações, foi preso no confronto com policiais. Depois, em 2004,  se meteu na luta contra o Uruguai e suas fábicas de celulose do outro lado do rio Gualeguaychú, de novo bloqueando estradas com protestos, dizendo que se tratava de um crime ambiental que afetava (e de fato afetava) fortemente a Argentina e convocando a todos à destruição (literal) das fábricas. Se tornou um dos líderes da Associação Ambiental da província e a justiça uruguaia até começou um processo para prendê-lo. Quando começou o "paro" do campo argentino, sendo Gualeyguachú o centro mais radical do manifesto rural, mas estando perto o suficiente da capital para incomodar, não era de se esperar que o líder dos "chacareros" locais aparecesse como voz quase onipresente do reclamo agropecuário. Pelo outro lado, Delia se consolidava como o líder piquetero dos Kirchner, um dos homens mais ativos do oficialismo, com incrível capacidade de mobilizar sua gente e verba para suas ações. Mas a Cristina estava tranquila e não precisava que a "defendessem nas ruas". Até o paro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A aparente bagagem de choques e gritaria dos dois é só aparente. Delia é visto como um cara que se meteu com gente barra pesada. É constantemente associado a violência gerada pela incompreensão de diferenças. Fala de democracia, mas bate em quem não concorda. Defende a independência dos trabalhadores, mas se torna um aliado quase canino da oficialidade (dizendo que o kirchnerismo é anti-liberalismo e mostra a presença forte do Estado). Suas polêmicas , por mais que em algumas alguma razão tinha, sempre jogaram contra ele. De Angeli, pelo contrário,  é visto como o famoso homem comum argentino, do povo, mais que isso, do campo, que aqui tem a imagem cristalizada como o setor que mais ajudou o país a sair da crise com sua dedicação e produção quase altruístas. Surgiu na luta contra bancos que queria desapropriar a gente da terra, se meteu na legítima luta ambiental por seu país e ajudou a expulsar La Rua da casa, mesmo contra seu último suspiro tirânico de mandar prender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delia é um homem grosso, mesmo, que fala atacando a qualquer um, com um toque de mafioso inegável no rosto, o inflamado-violento. De Angeli , embora passional, é o que inflama e chama a luta pela justiça como conceito, não para favorecer tal governo ou tal entidade. Não tem um dente (parece que agora visitou o odonto), cara rasgada de trabalhador mesmo, às vezes engasga ao tentar falar difícil, mas é inegável sua transparente espontaneidade e carisma. Delia vem acusando a imprensa de golpista, protagonizou uma cena dantesca (embora corajosa) ao xingar o que seria um william bonner aqui, em seu próprio programa, ao vivo, no auge da primeira parte da crise e ao vociferar ainda mais contra a empresa dona do Clarin e da TN (mais importantes veículos jornalisticos do país. Um impresso, outro tv) de mentirosa, safada e corrupta. Sua bronca com os meios de comunicação só pioraram nesses dias. Já não sobra pra ninguém. Em suma, ele é odiado pela imprensa. De Angeli , pelo contrário, está de forma ubíqua nos meios, responde a todos com sua cara de bolacha fofinha, não xinga ninguém, claramente fala o que pensa na hora e chama sempre pelo diálogo. Se Delia foi execrado publicamente ao ser pivô de uma agressão , da parte de sua galera da FTV , à população (essa, real) que foi à Praça de Maio no primeiro panelaço/cacerolazzo/buzinaço/assobiazzo da crise, De Angeli quase foi alçado a mártir ao ser preso há poucos dias pela polícia federal em meio a um protesto pacífico (num erro grosseiro de tática política do governo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora haja muita coisa por trás dessa construção da imagem de um homem do campo de De Angeli, a conjuntura e o contraste com as ações políticas e armadas de Delia e Kirchners, apequenam possíveis contradições e articulações da Sociedade Rural e dele mesmo. Até deixa em menor grau os supostos atos violentos cometidos nas estradas contra policiais. Para o povo, é um pai de família que quer acabar com essa pendenga e voltar a capinar a sua sojinha em tranquilidade. Como disse um sociólogo essa semana na televisão, há um ar de guerra nos discursos. Parece que um lado tem que vencer o outro. E numa democracia isso não pode acontecer. Para exemplificar a separação desses dois personagens nesse ponto exato,  Delia cria um neologismo transmoderno ao falar de "golpe econômico" e "defender o governo nas ruas", em tom claramente bélico, como se a discordância fosse intimidação. No mesmo dia, De Angelis, em entrevista longa a C5N, chama a senhora presidenta pelo nome, faz cara de cansado e diz que só quer o melhor para o país, que está todo ouvidos, que não quer nada com a Casa Rosada e que só precisa voltar a plantar suas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, não sei o que pensa os K sobre a presença de Delia em seus braços governistas. Ainda mais nessa época de confrontos e de tremendulência internacional. Fato é que ele traz mais pólvora e está se convertendo numa espécie de inimigo tanto para o povo, representado pelo campo, quanto pela classe média que apanhou de seus militantes e o vê como uma figura quase demoníaca e intransigente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cris "hermosa" Kirchner vai levar a patota toda pro congresso nacional, ou seja, a decisão sobre as taxas de retenção à produção agrícola , na mão dos deputados e senadores. Embora a discussão agora chegue nas mãos brancas dos lobbies, dos acertos e do trampolim eleitoral que se converteu a questão, ainda se falará muito de Delia e De Angelis.  Dois homens que se tornaram rostos quase antagônicos de um mesmo debate e que mostram quantos modelos de rostos pode ter um país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quarta-feira, dia 18/6, o governo convocou uma manifestação de apoio a Cristinana Praça de Maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Delia estará à frente de tudo em suas vociferações anti-golpistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se por acaso, mas De Angelis, a essa hora, disse que estará rezando em alguma igreja pedindo por paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 0, 0);font-size:85%;" &gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;**** Uma história curiosa é que o Governo é acusado de começar uma ivnestigação contra De Angeli. Para achar algo em seu passado. O que seria um ás na manga virou uma piada sem graça para o oficialismo. É porque descobriram que, na época que estava sendo despejado de sua pequena fazenda por estar todo endividado, o líder do paro achou e devolveu uma maleta com um monte de dinheiro para um ricão de sua província. Perguntado pela oportunidade perdida de salvar sua terra da desapropriação, respondeu simplesmente: "o dinheiro não era meu". Mais um ponto na criação de um mito nacional.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-89592070947427056?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/89592070947427056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=89592070947427056&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/89592070947427056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/89592070947427056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/deus-e-o-diabo-na-terra-da-carne.html' title='Deus e o Diabo na Terra da Carne'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFiMHgKdOtI/AAAAAAAAAHs/jJpNxBXFcfo/s72-c/deliaeangeli.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-9047853017418204521</id><published>2008-06-14T15:41:00.004-03:00</published><updated>2008-06-14T16:21:45.710-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='download'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='samba'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='discos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='antigos'/><title type='text'>SAMBA RARO</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFQU9YOv0NI/AAAAAAAAAHc/qNh_pFzJSHM/s1600-h/0000407303.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFQU9YOv0NI/AAAAAAAAAHc/qNh_pFzJSHM/s400/0000407303.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211813713483387090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; meu amor por samba esbarra na pouca seriedade com que é levado pelas mentes brilhantes e asfálticas do meu país. A geração rock indie tênis vermelho é a que domina os cadernos bês de nossos jornais e as revistas especializadas. Muitos acham que samba é bloco de rua no carnaval, zeca pagodinho no churrasco ou joguinho de sinuca na Lapa numa sexta. Não entendem que o samba é tudo que se tem pra saber sobre música e sobre alma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que sambas antigos, gravações originais, raros (e nem tanto assim. Um Martinho da década de 80 não é o que podemos chamar de raridade) são bem difíceis de achar na vida real e na Internet. Na minha febre de vinis, catei muitos num sebo localizado na Carioca no Centro do Rio (reduto de alguns bons djs que se dedicam a isso). E daí veio muito do pouco que conheço.  Os discos ficaram no Brasil, mas a febre não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pesquisei por dias na Internet. Não achava nada sobre samba que valesse a pena baixar e que já não tinha baixado. Mas aí, numa jogada do destino, achei uma mina de ouro. Trata-se do Blog &lt;a href="http://www.pratoefaca.blogspot.com/"&gt;Prato &amp;amp; Faca.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá estão disponibilizados para download discos muito bons, alguns de Ismael Silva (quase impossíveis de achar), Paulinhos do início da carreira, Candeia, até Carlos Cachaça.&lt;a href="http://www.pratoefaca.blogspot.com/"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; Ainda não são muitos, mas o acervo parece que está crescendo. Que mais iniciativas como essa decolem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí vai uma dica. Diferente desse que vos fala, um blog que realmente vale a pena de ser acessado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-9047853017418204521?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/9047853017418204521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=9047853017418204521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9047853017418204521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9047853017418204521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/samba-raro.html' title='SAMBA RARO'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SFQU9YOv0NI/AAAAAAAAAHc/qNh_pFzJSHM/s72-c/0000407303.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2969030728918186958</id><published>2008-06-05T14:53:00.006-03:00</published><updated>2008-06-14T16:23:28.992-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='malandro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='nacional'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='hugo carvana'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='filme'/><title type='text'>Se segura, malandro!</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEszjGgyaGI/AAAAAAAAAHU/DWcI7liu-VY/s1600-h/se-segura-malandro-poster01t.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEszjGgyaGI/AAAAAAAAAHU/DWcI7liu-VY/s400/se-segura-malandro-poster01t.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209314072120682594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;por Bruno Moreno e Rodrigo Brayner&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;om os olhos embotados de lágrima e espanto, descobrimos o genial cinema brasileiro através de um filme que está completando 30 anos de seu lançamento. Trata-se da obra-prima "Se Segura Malandro".&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;É tarefa difícil , para quem não o conhece, dizer sobre o que se trata. Tentaremos. É uma mistura de absurdo com o absurdo da brasilidade. O nonsense do cotidiano brasileiro contado de uma maneira magistral, ao mesmo tempo cômica, inteligente, pastelão e triste. É um apanhado quase teórico do conceito da malandragem, da lei de Gérson, da passagem pelo acostamento dos brasileiros, da hipocrisia cidadã ,  imortalizados e tematizados criticamente por Hugo Carvana em suas obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eixo principal do filme é baseado no programa de uma rádio ilegal, que dá nome ao filme, comandado por Paulo Otávio (Hugo Carvana) que mais parece parece um imperador de pijamas em seu esconderijo. É como se fosse uma espécie de malandro mais mórbido e vingativo. Uma segunda face do malandro Dino, eternizado por ele nos dois "Vai Trabalhar, Vagabundo" . O slogan da rádio é "sorrindo se chega mais fácil ao meio do inferno". E é "feito para todos aqueles que estão com a corda no pescoço — se você foi despedido pelo seu patrão, nos procure: se sua mulher lhe trocou pelo vizinho, não chore; nos procure que nós lhe arranjamos outra. Bom dia, seu Gonçalves, cuidado para não perder a hora! Vamos acordar, minha gente!".  &lt;/p&gt;   &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;A sua única repórter é Calói Volante (Denise Bandeira), que passeia pela cidade com uma bicicleta cheia de parafernálias narrando os acontecimentos locais e costurando as histórias do filme. Sempre fugindo da polícia, vai expondo de maneira cômica os acontecimentos. A rádio, além de contar o que passa, inventa coisas para botar ainda mais confusão na história. Como a promocao do Hotel Copacabana, que chamou a todos os mendigos da cidade a irem para frente do hotel pedirem um prato de comida, gritando a senha "Borboleta azul".  &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;O filme também aponta seu canhão crítico para o cotidiano e mínimo. Em uma atuação inigualável de Lutero Luiz (que já havia nos brindado com seu talento em "Vai Trabalhar" como o bêbado que, junto a Pereio, protagonizou a cena da fuga do hospício, para nós, uma das melhores do cinema nacional), vê-se a história de Alcebíades, um funcionário exemplar de uma firma que, no dia que vai receber um premio por seus 30 anos de serviço, resolve expor toda a mediocridade e abuso que recebeu durante esse tempo (ao receber o relógio de ouro que o premia, seu chefe ao pegar do bolso, se lambuza com o brigadeiro que haviam deixado ali de sacanagem. O relógio vai todo cagado para Alcebiades. Uma mistura de humor “fácil” e critica embutida). Para isso, seqüestra o elevador da firma. É isso mesmo, o elevador (com a presença do eterno Wilson Grey como ascensorista). Acontece que, no decorrer da história, torna-se uma espécie de herói anti-capitalismo-rotina e , apesar de alguns reféns quererem sair, muitas pessoas passam a querer entrar em seu elevador “revolucionário” para fugir da loucura do dia-a-dia e sua firma passa a receber jornalistas (incluindo a Caloi Volante) e multidões querendo acompanhar o desenrolar do sequestro. Um dos personagens que entra é o Presidente da Sociedade Brasileira de Neuróticos , que proclama Alcebíades como o rei dos neuróticos e transforma o elevador em um inferno maior ainda (atuação impagável de Henriqueta Brieba como uma velhinha inocente que sofre mais que todos).&lt;br /&gt;&lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O filme ainda é recheado de personagens geniais. Um deles é Zatopeck, o assaltante , interpretado por Claudio Marzo. Trata-se de um gatuno galã que assalta a mulheres usando seu charme e seu enorme 45. Além disso, está sempre vestido com roupa de cooper da Adidas (da Adidas mesmo). Por quê? Para a polícia nunca desconfiar por que está correndo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A crítica social do filme fica mais clara com o núcleo "mais sério" da obra, representada pela relação de um intelectual de esquerda com a favela. O intelectual, economista, é Candinho, interpretado por Helbert Rangel. Ele e sua esposa precisam morar em uma favela para conseguir um cargo nas empresas de seu pai. Passa a acreditar mais ainda na mobilização das massas e de seu papel como líder intelectual para guiá-las e resolve ficar lá para sempre, pelo menos até operar a suposta revolução. Acontece que o tempo vai passando e ele passa a ser explorado pelas pessoas. Visto como estrangeiro e com estranheza, sua boa vontade é brindada com desdém, ironia e e os moradores abusam de sua santidade esquerdista. Em uma cena que resume muito do que pensamos sobre essa questão, seu pai, interpretado por Milton Carneiro (infelizmente apenas lembrado como o inspetor da Escolinha do Prof Raimundo), manda dar ou descer. Ou eles sairiam da favela imediatamente ou ele nunca mais daria para eles. Estariam "condenados" a viver na favela e serem pobres. O intelectual, adivinha, antes flamejante e cheio de vozes, abandona a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro núcleo do filme é interpretado pelo casal Laurinha (Louise Cardoso ) e Romão (Paschoal Villaboim). Formam um casal de imigrantes nordestinos que tentam se virar na cidade grande. Ele visa sempre as pequenas armações, as mutretas. Ela tenta manter a sua integridade na vida difícil que passam a levar (diferente do sonhado quando saíram do Nordeste), embora trabalhe de stripper e massagista para conseguir uma grana. Acontece que a pobreza cansa e eles passam a roubar cachorros e devolver a seus donos. Com o dinheiro da recompensa, vão ficando ricos e acabam montado uma empresa com esse "serviço". Além deles, há um personagem muito felliniano, interpretado por um morto. Sim, um velhinho morto em uma cadeira de rodas (que morre após ter se excitado com sua "babá", a própria Laurinha) que vai sendo carregando por diferentes personagens, rodando pela cidade, sempre cruza com o curso da história e até arranja uma namorada, também uma velhinha de cadeira de rodas (mas viva).&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;O final do filme é uma sugestão clara , mas simples, eficaz e dá os créditos de maneira original. É quando se chocam duas supostas ambulâncias que levam loucos para o sanatório. Dos carros saem quase todos os personagens e o pessoal da equipe técnica. Tudo ao som de Feijoada Completa, de Chico Buarque (a trilha é quase toda dele, com a junção de músicas de João Bosco e Mário Lago). A harmonização perfeita para um filme único.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;“Se segura malandro” infelizmente caiu numa espécie de esquecimento da arte brasileira (pelo menos os jovens já não reconhecem tanto). Esse esquecimento é acompanhado do pouco valor que se dá a Hugo Carvana como um pensador e realizador fundamental para que se entenda os movimentos de nossa sociedade. Dotadamente carioca, com um toque suburbano, quase Aldir Blanc na linguagem, Carvanão universalizou a malemolência dos malandros do país, os dotou de crítica, corpo e profundidade.  Mostrou, através da única linguagem que o brasileiro culto e inculto parece entender, a do absurdo, que o único jeito é sorrir mesmo porque, como aponta o seu inesquecível programa de rádio,  “já chegamos ao inferno”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;&lt;i&gt;Grito 1: Pra quem quiser ver: é se ligar na programação do Canal Brasil, único lugar onde passa atualmente. &lt;/i&gt; &lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Grito 2: Quem tiver fotos em alta, vídeo etc, bota no youtube, divulga, reparta o pão. Não há nada sobre o filme nessa grande , e às vezes ínfima, Internet.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="western" style="margin-bottom: 0cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2969030728918186958?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2969030728918186958/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2969030728918186958&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2969030728918186958'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2969030728918186958'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/se-segura-malandro.html' title='Se segura, malandro!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEszjGgyaGI/AAAAAAAAAHU/DWcI7liu-VY/s72-c/se-segura-malandro-poster01t.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7705455091064715375</id><published>2008-06-03T13:57:00.005-03:00</published><updated>2008-06-03T15:06:40.149-03:00</updated><title type='text'>Carrinhos de bate-bate</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEWB3S8r7xI/AAAAAAAAAHM/U12gyWTbnYk/s1600-h/carroele.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207711331103010578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEWB3S8r7xI/AAAAAAAAAHM/U12gyWTbnYk/s320/carroele.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;arece que as grandes marcas de automotores se renderam à "solucao verde". Em plena crise do preco do petróleo e inegável degradacao ambiental de nosso planeta, os bem-sucedidos , geniais e dinheiristas (mas desumanizados) empresários da área , comecarao a produzir carros elétricos e/ou mais ecologicamente corretos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A folha da pamonha está em achar que tudo isso é pelo senso coletivo e de bem-estar social desses homens e mulheres. A decisao vem para se esquivar de uma possível (e provável) falta de combustível no mundo todo e pelo apelo de uma solucao ecológica para a consciencia dos consumidores. A pressao aumenta. Ser tao capitalista já nao vai ajudar tanto a ter capital. Ser green é legal, dá dinheiro e respeito. Segundo o estudo da KPGM, o interesse dos executivos dessas empresas por carros elétricos cresceu 65% de 2006 para 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia é que esses carros sejam movidos à bateria de ions-lítio, usada em celulares e laptops. Além disso, rola o boato que , em 2012, a Comissao Européia pode pedir para que a emissao de CO2 dos modelos nao supere a 120 g/km (atualmente , um carro comum lanca 160g/km). Segundo o El País, um executivo da Renault disse recentemente que "produzir carros economicos com emissao zero de co2 é o objetivo mais importante que a indústria automobilística pode alcancar". Rick Wagoner, presidente de General Motors, disse também que "impulsionamos a diversidade energética a um ritmo e com uma dedicacao sem precedentes". Exemplo disso é que já está aprovado o orcamento para o Chevy Volt, um carro movido a gasolina e eletricidade. E, para acabar de vez com as dúvidas, a GM anunciou que até 2010 fechará algumas fábricas de caminhoes e veículos de grande porte. Tudo visando a producao de carros de baixo consumo. Alguns especialistas ainda acham que se a China anunciar incentivos fiscais, a producao (ve-se exploracao da mao de obra chinesa) vai disparar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode parecer incrível, mas a previsao é que em dois anos já comecem a aparecer os primeiros carros. A Nissan lancará um em 2010 (Japao e Estados Unidos). A austríaca Magna Steyr, que produz os Jeep Commander e Chrysler Voyager, comecará a produzir em 2009 as baterías de ión-litio para uma marca de automóveis ainda nao revelada. O italiano Pininfarina vai lancar um mini-carro eléctrico de luxo em 2010. Nos Eua, a Telsa Motors já produz o Tesla Roadster 100, um modelo esportivo, de potencia e elétrico (para pegar o público masculino que troca a paixao pelo sexo pelo amor ao carro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo mostra que os carros elétricos estao chegando. Mas , como nada nesse mundo empresarial é bonito, resta saber como se dará isso pelo lado humano. Até que ponto esse afa vai interferir negativamente na mao-de-obra (principalmente dos países em desenvolvimento, onde estao muitas fábricas), que tipo de interferencia ecológica vai haver com a producao desses carros, que concessoes essas empresas vao dar para suportar a pressao do lobby petroleiro (que nao vai querer perder a bufunfa recebida pelo consumo de combustível) e a luta desse mesmo lobby contra o lobby das empresas de informacao (Google, Ebay, etc) , que já se converteram em bons investidores de tais modelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/informaciongeneral/nota.asp?nota_id=1017927&amp;amp;origen=4ta&amp;amp;toi=&amp;amp;pid="&gt;Voz Espanha&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2008/06/04/business/04motors.html?_r=1&amp;amp;hp&amp;amp;oref=slogin"&gt;Voz Eua&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ec.europa.eu/reducing_co2_emissions_from_cars/index_pt.htm"&gt;Voz Comissao Européia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7705455091064715375?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7705455091064715375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7705455091064715375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7705455091064715375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7705455091064715375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/carrinhos-de-bate-bate.html' title='Carrinhos de bate-bate'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SEWB3S8r7xI/AAAAAAAAAHM/U12gyWTbnYk/s72-c/carroele.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6657462588601915228</id><published>2008-06-01T13:02:00.002-03:00</published><updated>2008-06-01T13:50:55.899-03:00</updated><title type='text'>Experiência Colombiana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SELTTy8r7wI/AAAAAAAAAHE/O8ly6GgBNcU/s1600-h/arton1408.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SELTTy8r7wI/AAAAAAAAAHE/O8ly6GgBNcU/s320/arton1408.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5206956456241000194" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;ntrevista muito interessante com o jurista colombiano de Rodrigo Uprmny, ex-integrante da Corte constitucional de seu país, ao Clarin. A Colômbia, desde 1957, tem uma experiencia de independencia judicial única no continente. Acontece que o Poder Judiciário lá se isolou das influências dos partidos políticos. No passado, a Corte Suprema elegia seus próprios substitutos. Que por sua vez escolhiam os magistrados dos tribunais coletivos e, estes, aos juízes. Isso a dotou de interessante independencia. O lado negativo é que surgiu uma espécide de aristocracia judiciária e formas de clientelismo judicial interno. O que, em 1991, foi em certa forma corregido com a substituição da indicação por concursos e uma carreira judicial (ao menos nos tribunais superiores). Polemicas a parte, fato é que na Colombia há uma independencia saudável do sistema jurídico com relacao às pressoes políticas. Por isso a importância da formação cidadã, instituicional e política dos juízes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande pulo do gato é a agilização de alguns processos. "Qualquer cidadao pode apresentar uma ação de amparo ante qualquer juíz caso sente que seus direitos fundamentai não foram respeitados. Pode apresentar-se diretamente, sem advogado e, inclusive, verbalmente. O juiz tem que tomar a decisão em , no máximo, dez dias. A apelação tem que transcorrer também de forma rápida. Isso aproxima muito o cidadão do processo judiciário".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que acontece também é que um juiz tem o direito de decretar uma lei como inconstitucional e, aí, a proibição ou autorização (de acordo com o caso) pode ser aplicado em outros casos em que essa lei é envolvida, não necessariamente no caso julgado (principalmente nas ações populares, como por exemplo contaminação ambiental de uma pequena cidade). O interessante é que se obriga a aplicação da lei por essas decisões. E a experiência na Colombia mostra que elas estão sendo aplicadas.  "O que não acontece no país é rebeldia clara contra as decisões judiciais. Quando uma norma é declarada inconstitucional, ninguém mais a aplica. Mas, quando se dão as ordens contrárias, de fazer algo, aí sim há muita discussao e polemica pelas decisoes da Corte. Ainda mais atualmente com essas investigações com grupos paramilitares e partidos políticos.  Mas isso é parte da democracia colombiana. Mesmo precariamente mantém o conceito de quando uma decisão é tomada, é acatada. Nem sempre se cumpre, mas ao menos é aceita".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com essa experiência, Uprimny reconhece que um juiz sozinho não é o suficiente para um azeitado sistema de acesso à Justiça. "Tem que entrar também os poderes políticos e dos cidadãos na aplicação dessas leis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enumera algumas ações para melhorar a Justiça na América Latina: "Primeiro, há que se ter a garantia de independência do sistema judiciário. Segundo, há que ter uma pressão de suas competências para fortalecer sua intervenção na proteção dos direitos. Terceiro ponto, e a Colômbia tem se esforçado nisso, é tratar de superar a lentidão de algumas práticas judiciárias, recorrendo a juízos orais, ou de outra natureza, que sejam mais rápidos ou mais próximos da população. O que está ligado a um quarto ponto, de assegurar mecanismos de forte acesso da população. E um último, mais polêmico (mas que comparto) é gerar outros espaços de resolução de conflitos, para que nem tudo chegue à Justiça e ela possa se concetrar nos pontos mais trascedentais. Mas isso de varia de país para país".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, onde a pressão política (aliada à pressão empresarial) é quase sempre nociva, essa experiência não seria ideal ? E , para garantir juízes comprometidos com decisões cidadãs,  não era necessário apostar na vigilância da formação desses juízes? Um terceiro poder, civil, pra controlá-los? Muito para discutir. E muito para aprender com a experiência do país vizinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://http//www.clarin.com/suplementos/zona/2008/06/01/z-03415.htm"&gt;Voz Clarín&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.consulex.com.br/news.asp?id=6939"&gt;Outra voz&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6657462588601915228?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6657462588601915228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6657462588601915228&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6657462588601915228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6657462588601915228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/06/experincia-colombiana.html' title='Experiência Colombiana'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SELTTy8r7wI/AAAAAAAAAHE/O8ly6GgBNcU/s72-c/arton1408.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5869054807391495527</id><published>2008-05-29T17:42:00.004-03:00</published><updated>2008-05-29T18:01:48.587-03:00</updated><title type='text'>A fortaleza da língua</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD8ZpS8r7vI/AAAAAAAAAG8/4LIy7X268OI/s1600-h/847.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205907891515289330" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD8ZpS8r7vI/AAAAAAAAAG8/4LIy7X268OI/s320/847.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ode parecer pouco, pequeno, desinteressante nesses tempos em que a pluralidade de dialetos me parecem se enganar na unicidade da língua. Fato é que um instituto do Equador conseguiu resgatar as línguas originárias indígenas. E ainda as estuda, debate, ensina e luta contra o esquecimento. Essa iniciativa é uma das poucas na América Latina, incluindo o Brasil, onde a falta de conhecimento de idiomas dos povos originários , com o passar do tempo, resultará na falta de conhecimento histórico dos mesmos povos. E, por consequencia, na falta de conhecimento de quem somos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O desafio está sendo encarado pelo &lt;a href="http://www.dineib.edu.ec/"&gt;DINEIB&lt;/a&gt;, que tem como lema algo interessante: pelo desenvolvimento das línguas e culturas do Equador. O "desenvolver" dá essa idéia de dinamismo tao afastada por uma suposta ancestralidade do idioma falado. Como se a antiguidade significasse artrose. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Eurocentrismo iniciado pela Espanha há mais de 150 anos e levado pelos governantes interessados no bom-olhar europeu ganhou um grande combatente. O DINEIB completa 20 anos e ainda está em pleno funcionamento. Sao 62 profissionais, entre professores e técnicos, a diariamente possibilitarem o acesso das línguas indígenas ao povo equatoriano. O desafio é lutar contra o pouco interesse político em apoiar iniciativas como esta (embora seja do ministério da educacao, as organizacoes sociais e destes povos precisam batalhar ano a ano a existencia do DINEIB).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Falta apoio, principalmente, para a formacao de novos especialistas bilingues. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"&lt;em&gt;Estudar isso representa uma verdadeira engenharia linguistica. É preciso nao só conhecer a sua língua, mas o idioma indígena, se aprofundar na cultura desse idioma, uma grande sensibilidade e intuicao semantica para descobrir os sistemas de derivacao desse idioma e aplicá-la na prática"&lt;/em&gt; - diz Luis Montaluisa, um dos mais importantes cientistas indígenas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Vamos ver até quando a galera segura essa peteca. Em tempos de ameaca de invasao colombiana e ameaca da soberania nacional, o esquecimento da língua é mais um tiro no próprio pé de um país que deseja ser para todos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5869054807391495527?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5869054807391495527/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5869054807391495527&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5869054807391495527'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5869054807391495527'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/fortaleza-da-lngua.html' title='A fortaleza da língua'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD8ZpS8r7vI/AAAAAAAAAG8/4LIy7X268OI/s72-c/847.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-1579980150144593685</id><published>2008-05-28T12:46:00.003-03:00</published><updated>2008-05-28T12:56:43.732-03:00</updated><title type='text'>Um poeta que lambe as palavras</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD2AmJTMuFI/AAAAAAAAAG0/dke9Aj6zBv8/s1600-h/Manoel%20de%20Barros-thumb.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5205458137129990226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD2AmJTMuFI/AAAAAAAAAG0/dke9Aj6zBv8/s400/Manoel%2520de%2520Barros-thumb.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Fânia Rodrigues (após encontro com)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;L&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;onge dos holofotes que geralmente estrelas de seu naipe atraem, Manoel de Barros prefere a pacata e doce rotina entre os pássaros do Pantanal, algumas de suas paixões secretas, e o mundo animado das palavras, ferramentas e matérias-primas de sua arte. Escrever, para Manoel de Barros, parece ser uma grande brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda quando eu era estudante de jornalismo, cismei em entrevistá-lo, mesmo sabendo que era avesso à imprensa. Consegui seu telefone através de uma conhecida que tinha o contato de um de seus filhos. Nunca achei que fosse tão fácil falar com o poeta, que tinha fama de incomunicável. Da primeira vez que liguei, sua filha atendeu e quando eu disse que queria falar com “senhor Manoel de Barros”, ela prontamente passou o telefone, sem nem se preocupar do que se tratava.&lt;br /&gt;Ouvi uma voz fraca e trêmula do outro lado da linha. Como tudo aconteceu muito rápido, não estava preparada para falar com ele naquele momento e as palavras saíram com uma certa dificuldade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Boa tarde, senhor Manoel de Barros. Sou estudante de jornalismo e gostaria de conversar com o senhor sobre uma matéria que estou escrevendo a respeito de identidade cultural. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ele primeiro advertiu-me por chamá-lo de senhor e depois respondeu, não menos original do que poderia se esperar de uma figura como ele:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Mas 90% do que eu falo é mentira e o restante é inventado, então não tenho nada para falar. (diz despretensiosamente) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Eu já estava estudando um novo argumento para convencê-lo a me receber quando, creio que percebendo meu nervosismo, interpelou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Tudo bem, não vou negar a falar com você! Pode vir aqui em casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simples assim! Anotei o endereço e no outro dia lá estava eu no horário combinado. E adivinha coincidência... Ele morava do lado do meu bairro. Fui caminhando para a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui recebida numa grande sala, mas parecia pequena se comparada a grandeza do “poeta das inutilidades”, como ele mesmo costuma escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gravei e não anotei nada do que conversamos naquela tarde. Ele estava por lançar seu último livro “Poemas rupestres”, uma referencia aos desenhos primitivos dos homens das cavernas, onde ele reinventa os significados das palavras num retorno ao velho Mato Grosso, onde nascera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois conversamos sobre o processo criativo e, segundo ele, não existe um fator inspirador, e sua escrita flui sem grandes sacrifícios ou sofrimento. Um “arteiro” nato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo parece não existir para esse poeta ou, pelo menos, nao é como o nosso tempo, que é contado em horas. Existe um outro cronômetro, seu próprio tempo. Quando pergunto quanto demora para escrever um livro ou um poema, Manoel de Barros diz que não dá para medir. Arte não tem tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Manuel Bandeira, por exemplo, quando escreveu aquele poema “O cacto” no final ele dizia “era belo, áspero e intratável”. Quando escreveu , ele disse apenas “belo e intratável”, essa terceira palavra o “intratável”, ele demorou dez anos para encontrá-la, porque ele precisava da medida exata que exprimisse o que ele queria dizer, – e assim fica explicado o tempo e um pouco de Manoel de Barros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que fossem escritas em 15 minutos, não seria apenas isso. Como diz Carlos Heitor Cony, “são 15 minutos e mais a experiência de uma vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando falamos a respeito do seu mais famoso título “Livro sobre nada”, finalmente entendo que o nada é nada mesmo. Não se trata do “nada” filosófico. É o nada de ausência de coisa mesmo. Na hora pensei: “como pode alguém escrever sobre nada? Não há o que escrever”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas é justamente daí que vem a resposta em forma de poesia. Quando não há o que escrever, Manoel de Barros inventa. Tripudia em cima das palavras. E dança com elas. Um verdadeiro artesão, que tece com capricho e delírio.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Um poeta que lambe as palavras e se alucina”. Sem pretensão, sem verdade. Apenas pela estética, pela arte e pelo amor à escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;– Sou como um cacto, com a exceção do “belo”, – brinca. Posso até concordar com o intratável, mas diante de sua doçura é impossível comungar com a idéia do áspero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquela tarde, ver as coisas de uma outra forma, que muitas vezes não passam pela lógica e pela razão. Mas uma coisa é certa, Manoel de Barros sabe muito bem o que está fazendo. Ele faz na prosa, o que em literatura se chamada bricolage. Ao inverter a ordem de certos lugares-comuns obtém resultados como “chovia pelos cotovelos, mas Tião falava a cântaros”, como escreveu Mendes Campos, ou ainda "a quinze metros do arco-íris o sol é cheiroso", do poeta pantaneiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não credite influencia de nenhum escritor específico, é bem verdade que Manoel de Barros nunca foi o mesmo depois que leu "Une Saison en Enfer", livro do jovem poeta francês Arthur Rimbaud, que chocou sua época com seu estilo rebelde e anarquista e pretendia atingir a transcendência poética.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lenda viva&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formado em Direito, Manoel de Barros foi estudar no Rio de Janeiro ainda muito jovem. Conta que morava numa pensão, onde conheceu os amigos da Juventude Comunista. Contagiado pelo espírito revolucionário leu Marx e entrou para o Partido Comunista. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na época, o país, governado por Getúlio Vagas, vivia um período de conflitos políticos entre o governo linha dura e ditatorial e os revolucionários comunistas, liderados por Antônio Carlos Prestes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi nesse período que escreveu seu primeiro livro, que nunca foi publicado. O único exemplar do livro foi levado por policiais que entraram na pensão para prender ele e os amigos comunistas. A dona da pensão ficou com pena dele que na época tinha 18 anos e pediu que o levassem. Na tentativa de impedir a prisão contou aos policiais que ele até tinha escrito um livro. Foi então que os policiais desistiram de prende-lo mas levaram consigo o livro. Quando pergunto se ele não lamenta terem levado logo seu primeiro livro ele prontamente responde: “ainda bem que levaram. O livro era muito ruim. Foi um livro escrevi para Nossa Senhora”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Manoel de Barros conta que ainda era do partido comunista quando seu líder, Luiz Carlos Prestes, foi libertado depois de mofar dez anos na prisão. Todos esperavam uma atitude contra o que os jornais comunistas chamavam de "o governo assassino de Getúlio Vargas." O ainda aspirante a escritor, correu para o Largo do Machado, no Rio, "ouvi Prestes dizendo “eu apoio Getúlio, o mesmo Getúlio que havia entregue sua mulher aos nazistas, sentei na calçada e chorei. Saí andando sem rumo, desconsolado. Rompi definitivamente com o Partido e fui para o Pantanal".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vamos saber se política perdeu um líder, mas a literatura, essa sim com certeza, ganhou o que Drummond já anunciara, “ o maior poeta brasileiro vivo”. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-1579980150144593685?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/1579980150144593685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=1579980150144593685&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1579980150144593685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1579980150144593685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/um-poeta-que-lambe-as-palavras.html' title='Um poeta que lambe as palavras'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SD2AmJTMuFI/AAAAAAAAAG0/dke9Aj6zBv8/s72-c/Manoel%2520de%2520Barros-thumb.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3606683440434392133</id><published>2008-05-16T17:46:00.003-03:00</published><updated>2008-05-17T14:10:42.260-03:00</updated><title type='text'>CANDEIA</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Uax_rK7zC3M&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/Uax_rK7zC3M&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Youtube poderia ser uma ferramente bem eficaz de educacao. De vez em quando, acha-se vídeos muito bons. Melhor quando sao raridades.E melhor ainda quando são raridades de grandes compositores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vídeo acima é do filme Partido Alto, do diretor Leon Hirszman, de 82.  Mostra um flamante Candeia (uma mistura de B Negao e Aílton Graca) , recuperado de sua depressao pós-paraplegia, explicando os tipos de partido e a maneira de sambar alguns. Foi gravado um pouco antes de sua morte em 78. Detalhe para o prato , para o "amoladinho" (difícilimo de dançar), para o fim da tarde no morro, para as vozes de afinacao natural das tias e para a presenca do ilustre e esquecido atabaque na roda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Candeia, além dos geniais atributos musicais , foi o que podemos dizer de um "político" do samba. Na boa acepção do termo. Defendeu o samba como resistência cultural, como manifestação popular, totalmente anti-carnaval das escolas de samba (que, a seu ver, já haviam esquecido as bases, a luta e a história do gênero para virarem tipo exportação. Isso, na década de 70.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fundou o  Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo, que defendia a valorização do negro, os segmentos tradicionais das escolas como alas das baianas , compasso das baterias mais lentos etc. "Era uma escola de samba, não de Carnaval" ou "aqui todos podem colaborar, ninguém imperar", antecipando o futuro das escolas como conceito mulata-nua e coronelismo .  Esse caminho de Candeia está bem descrito no livro de Nei Lopes, Sambeabá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma discussão profunda de quem vive e estuda o samba. É válido vender a alma para manter vivo sua história? Até que ponto o lado comercial é sobrevivência ou é máfia? De quem é o carnaval hoje em dia? O que foi feito com quem ralou os pés para deixá-lo vivo? Eu, até algum tempo atrás, defendia a suposta organização política e econômica do carnaval como forma de sobreviver a um mundo mediático, de pressões fortes financeiras. Mas um fato mudou completamente minha visão. E aí vi que Candeira estava certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval de 2006, era o último dos dos tres anos que passei na Avenida cobrindo os desfiles. Um carro da Portela quebra na concentração e abre-se um buraco imenso na passagem da Escola (o carro que levava a velha guarda). O desespero é total, os ponto perdidos seriam muitos, afetaria um monte de quesitos já que, além do clarão, teria que passar correndo, teria uma alegoria a menos e o enredo ficaria capangamente contado. A velha guarda chorava, mesmo. E muito. Alguns amaldiçoavam a diretoria, outros se afundavam no desespero de que a Portela acabaria. Um misto de vergonha e sensação de impotência daqueles que viviam realmente o cotidiano da agremiação. Estávamos eu e Luana Dias (apesar de dizer que não, é uma das maiores jornalistas desse meio, que conhece com profundidade tanto a história gloriosa quanto o presente controverso) no setor 1 presenciando o momento em que Monarco passa sem forças, abatido, sem conseguir tirar os olhos do chão. Solitário, parado. Neste mesmo instante, em contraposição à imagem de Monerco, no auge da decadencia de uma agremiação que é braço e perna do samba, o povo do Setor 1, alheio a tudo e a todos, fazia festa, gritava e esperniava para os artistas da Globo que , igualmente alheios a tudo que passava, de dentro do aquário da emissora, mandavam beijos, sambavam, cambalhoteavam e davam entrevistas com a camisa da Portela dizendo que amavam a Escola e que torciam para ela desde pequenos. Naquele momento eu entendi mais do que nunca que o Carnaval havia acabado. Era um teatro turístico onde os negros se amontoavam nos Bob's espalhados pela avenida e os gringos se assanhavam com a nossa carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, fato é que 2008 é um ano de lembranças para o samba. É aniversário redondo das mortes de Candeia, Jovelina (os dois em novembro ) e do nascer de Paulinho da Viola (já referido no blog).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que essa história seja realmente vista como patrimônio brasileiro, mas como história e vivências, não como catálogos da rio tur para turistas desavisados. Fato é que estou cada vez mais como Elton Medeiros descreve em Sem Ilusão (música crítica a esse carnaval comercial):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No carnaval não vou mais sair fingindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que passo a minha vida inteira a cantar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;eu vou me divertir, na certa eu vou sambar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas dessa vez a ilusão não vai me pegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;No carnaval eu sempre saí sorrindo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;me divertindo só pra desabafar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;três dias pra sorrir, um ano pra chorar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mas dessa vez a ilusão não vai me pegar&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3606683440434392133?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3606683440434392133/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3606683440434392133&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3606683440434392133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3606683440434392133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/candeia.html' title='CANDEIA'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5401902947203559169</id><published>2008-05-15T14:06:00.006-03:00</published><updated>2008-05-15T14:18:00.317-03:00</updated><title type='text'>Um moleque do Brasil - Luiz Galvão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCxvtVKa-lI/AAAAAAAAAGs/OLs1Hj5ahig/s1600-h/770098926_4be6ce97bc_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200654494271732306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCxvtVKa-lI/AAAAAAAAAGs/OLs1Hj5ahig/s400/770098926_4be6ce97bc_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ma coisa que a música brasileira tem que se orgulhar é, além de ter músicos geniais, ter letritas igualmente grandes. Um deles é o novo já velho baiano e vascaíno &lt;strong&gt;Luiz Galvão&lt;/strong&gt;. Vindo de Juazeiro, amigo e biógrafo de João Gilberto, fundador, líder e letrista dos Novos Baianos, ainda vejo sua poesia pouco estudada. O termo é esse: estudada. Principalmente na sua leitura de uma identidade brasileira e musical brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dificuldade do letrista está em, além de fazer algo literariamente bom, encaixar com a sonoridade da música, o conceito de quem canta, o ar de quem toca. É manejar uma guitarra com as palavras, sincopar os tambores nos acentos. Luiz Galvão fez com o que os Novos Baianos fosse “revolucionário e evolucionário”, em suas próprias palavras. E seu texto não se via só nas canções. Os encartes dos discos eram pequenas obras literárias, manifestos de uma criatividade sem tamanho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Difícil delinear em poucas palavras e espaço o que ele quis dizer. Mais fácil é admirar as rimas que faziam um Brasil tropical , futurista, malandro, de carnaval e de desapego. Ou seja, mostrava um lado quase espiritual dessa ambiência solta, apolitica, nacional. Se as guitarras furiosas de Gil e a feminilidade crítica de Caetano vinham quebrando o pau na sociedade e no “mesmismo”, os Novos Baianos musicalmente (com a grande ajuda de Pepeu Gomes) recriavam uma identidade musical tradicional brasileira. E Luiz Galvão recriava o mesmo ser humano brasileiro , da festa, da alegria, dizendo coisas como &lt;em&gt;“ Minha carne é de carnaval / Meu coração é igual”.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ou remetendo a imagens idílicas da Bahia travestida de um alto teor espiritual como &lt;em&gt;“Com tanto cabeludo, com tanto pôr-do-sol / Bem cabia uma profecia: até o ano 2000, / O Farol além do pôr-do-sol / será o pôr-do-som / Onde verás uma realejo, onde verás um violão”.&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Suavizando a dificuldade, os percalços de um brasileiro com “&lt;em&gt;Ao meus olhos bola, rua, campo e sigo jogando / porque eu sei o que sofro / e me rebolo para continuar menino como a rua / que continua uma pelada”.&lt;/em&gt; Antecipou a onda menina-lapa-livre-leve-e-solta-na-sociedade-moderna com A Menina Dança (“&lt;em&gt;E dentro da menina / A menina dança /E se você fecha o olho / A menina ainda dança / Dentro da menina / Ainda dança”.).&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;É curioso porque esse suposto regionalismo vem acompanhado de um rock furioso dos arranjos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;É a suavidade, o modernismo da década de 70 e a fragmentação de mil personalidades de um homem ideal (um homem Novo Baiano que o brasileiro parece ter copiado e comprado) das letras e a veia pesada das guitarras, como se houvesse um diálogo meio zombeteiro , como se o que tivesse sendo dito fosse apenas ironia. Como se não importasse o Brasil, o brasileiro. E o ideal era que tudo desse nessa Bahia, que é mais o lugar platónico que o estado. Luiz Galvão conseguiu mostrar a ideia (mais que a explicação) de uma maneira genial e fundamental até para as futuras gerações pensarem o que somos. E agirem como tal. Se é complexo, se é cantado, meio cordel, meio Caymmi, meio hippie, gramático ou carnaval, é Galvão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua definição de si mesmo: “&lt;em&gt;E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas / Passado, presente, participo sendo o mistério do planeta / (..) No que sigo o meu caminho e no ar que fez e assistiu. Abra um parênteses, não esqueça que independente disso eu não passo de um malandro. De um moleque do Brasil, que peço e dou esmolas / Mas ando e penso sempre com mais de um, por isso ninguém vê minha sacola”.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;G&lt;a href="http://giron.blogspot.com/2005/07/bossa-de-luiz-galvo-zagueiro.html"&gt;alvao e Joao&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5401902947203559169?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5401902947203559169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5401902947203559169&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5401902947203559169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5401902947203559169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/um-moleque-do-brasil-luiz-galvo.html' title='Um moleque do Brasil - Luiz Galvão'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCxvtVKa-lI/AAAAAAAAAGs/OLs1Hj5ahig/s72-c/770098926_4be6ce97bc_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7939735389618895862</id><published>2008-05-14T11:04:00.010-03:00</published><updated>2008-05-14T14:23:31.848-03:00</updated><title type='text'>¡Que lo cumpla feliz, Ernesto!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCr3p1Ka-jI/AAAAAAAAAGc/td1u4-pGkGs/s1600-h/che00_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200241017770146354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCr3p1Ka-jI/AAAAAAAAAGc/td1u4-pGkGs/s320/che00_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje é o aniversário de 80 anos do nascimento de Che Guevara. Ninguém comemora porque, oficialmente, o "Fuser" nasceu no mês que vem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A confusao está explicada na melhor biografia já escrita sobre o mito, de autoria de Jon Lee Anderson (em espanhol: "Che, una vida revolucionaria") , um jornalista americano meio direita que colocou um pouco suas ideologias de lado e fez um retrato neutro, crítico e muito sério sobre o personagem histórico. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;"(a mae de Che) explicou que a mentira foi necessária porque no dia do seu casamento com o pai dele, estava no terceiro mes de gravidez. Foi por isso que, imediatamente depois do casamento, o casal saiu de Buenos Aires e foi para a remota selva de Misiones (...) Poucos meses antes do parto, viajaram pelo Rio Paraná até a cidade de Rosário. Ali deu à luz e um amigo médico falsificou a data no certificado de nascimento: a atrasou um mes para proteger o casal do escandalo."&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O livro é muito bom, é necessário. Longe de derramar glórias ao Che, tenta montar a mente do jovem abastado , em algumas partes de sua vida racista, que se transformou e transformou a luta social em todo o mundo. Contextualiza seus passos, os passos das pessoas que atravessaram seu caminho e, através de entrevistas feitas com parentes, cartas, documentos, vasculha o pensamento do homem (ou o que possivelmente foi esse pensamento) .&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em novembro do mes passado, o autor deu uma &lt;a href="http://escriba.org/novo/?p=1298"&gt;patada linda&lt;/a&gt; na...como chamar...bem, na Veja, que usou sua obra por um lado torto, mentiroso, reacionário e, por ser tao escandalosamente "ajornalista", cômica. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O livro mostra também que, nao sei se destino ou mais um penduricalho de Deus para enfeitar ou dramatizar ou justificar as biografias, Che nasceu no mesmo dia, no mesmo hospital, em que morreu, crivado de balas, um portuário grevista que protestava por melhores condicoes de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ramón Romero "Diente de Oro" , de 28 anos, foi assassinado por capatazes contratados pela agencia de emprego dos estivadores com uma ferida de bala na cabeca. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E Che escreveu a história dos dois.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7939735389618895862?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7939735389618895862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7939735389618895862&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7939735389618895862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7939735389618895862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/que-lo-cumpla-feliz-ernesto.html' title='¡Que lo cumpla feliz, Ernesto!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCr3p1Ka-jI/AAAAAAAAAGc/td1u4-pGkGs/s72-c/che00_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-9000862860889985419</id><published>2008-05-12T14:35:00.002-03:00</published><updated>2008-05-12T14:42:08.496-03:00</updated><title type='text'>Hermetismo, palavra fácil.</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/iu9G9OxHMhI&amp;amp;hl=" width="425" height="355" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;intelectual acaba com a própria intelectualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que vejo são autores que dimensionam a grandeza de nossas relacoes pelo ego de quem expoe , inventa ,pensa essas relacoes. O autores da nova literatura brasileira parecem ter esquecido que o ato de escrever não é o ofício de mostrar o domínio da palavra, não é encerrar a palavra em si mesma. O hermetismo de alguns livros serve para mostrar não o talento de ser fragmentado, cheio de referências e metafísico. Mas para provar a completa inabilidade de simplesmente contar uma história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é nisso que os intelectuais afundam. Em não perceber que o ato de contar uma história, por mais primário que seja, é uma arte difícil de ser exercida. Porque, para contar uma história, é preciso ver de várias formas, lugares e, o mais importante, saber comunicar o que se vê. Além de todo movimento, todo conceito por tras de qualquer coisa, o humano, nossas relacoes e pensamentos , nossa vida comum ou nosso heroísmo, nossa universalidade ínfima ou íntima, é sabida, vivida, modificada, através do que nos contam , do que vivemos e problematizamos nas histórias cotidianas. E essas histórias não podem ser intelingíveis &lt;strong&gt;por sua forma&lt;/strong&gt;. O hermetismo não gera obras sem-tempo. Porque o hermetismo é a miopia da intelectualidade. E , miopes, não transcendemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo isso é para elogiar ainda mais o filme “A família Savage”. A obra é mais um fruto do estilo indie americano, com muitas imagens no carro, muito céu e muito piano na trilha sonora. Tem um monte de coisas intelectuais, mas não é hermético, pelo contrário. É generoso ao mostrar a atuação genial de Philip Seymour Hoffman e Laura Linney (aliás, de todos os atores, justiça seja feita), ao ser simples e eficaz ao ser pouco profundo em reflexões e muito denso na ambiência e nas atitudes. Nas pequenas atitudes ordinárias, nos pequenos sentimentos cotidianos. Traz questoes sérias em forma de dilemas, mas muitas vezes é irônico, engraçado e despretensioso ao responde-los. Nos faz identificar, torcer. Conta uma história de maneira clara. E deixa para nós a decisao de deixar a alma turva com o que apreendemos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz muitas referências ao pensamento de Bertolt Brecht, mas não impossibilita quem não o domina de entender o que está dizendo (entender tanto quanto quem é especialista no autor). É cheio de piadas inteligentes sobre nosso cotidiano, mas não é elitista, (o risinho do discreto charme da burguesia). Porque mostra que a arte é do humano, não do intelectual. Tem um ritmo europeu (isso é intelectual de minha parte), amplia o costumeiro e banal em importante, expõe os defeitos dos personagens, mas não os julga. Assim como não o faz com as qualidades. No fim, é a história de dois irmãos que aprendem a se comunicar ao se comunicarem com seus traumas, seu pai calado e moribundo e suas vidas atuais. No fim, é apenas uma ótima e emocionante história. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;Que os novos intelectuais brasileiros (genios jovens, modernos e descolados) aprendam que compartilhar o mundo é mais difícil e exige mais talento que governá-lo como tiranos. Porque o tirano pensa só.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-9000862860889985419?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/9000862860889985419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=9000862860889985419&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9000862860889985419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9000862860889985419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/hermetismo-palavra-fcil.html' title='Hermetismo, palavra fácil.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3790423032539739309</id><published>2008-05-08T13:37:00.005-03:00</published><updated>2008-05-08T14:27:15.864-03:00</updated><title type='text'>SAMBA TORTO</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCM30NoMh_I/AAAAAAAAAGE/4qU4PRvSvwI/s1600-h/clra1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198059765066663922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCM30NoMh_I/AAAAAAAAAGE/4qU4PRvSvwI/s320/clra1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;esmo com a velocidade da internet e da circulação de informações, algumas coisas (principalmente as boas) demoram para chegar em nossos ouvidos. Um desses ótimos acontecimentos foi o lançamento do disco de Clara Moreno, &lt;a href="http://umquetenha.blogspot.com/2007/04/clara-moreno-meu-samba-torto-2007.html"&gt;Samba Torto&lt;/a&gt; , que saiu em Abril do ano passado. Só agora tive conhecimento de sua existência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma pena, porque perdi um bom tempo para apreciar um dos melhores discos de mpb dos últimos anos. &lt;a href="http://www.myspace.com/claramoreno"&gt;Clara&lt;/a&gt; já faz música há alguns anos, quando pequena cantou em obras de Egberto Gismonti e , olha que lindo, do Originais do Samba (com a ilustre presenca de Mussum), cresceu e lançou 5 discos , misturou bossa, mpb, música eletrônica e resolveu fazer um estilo mais acústico nesse. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Ela também segue um pouco do caminho de outros artistas, como Bebel Gilberto, de lancar discos fora (por isso até a dificuldade de achar aqui, pela dificuldade das gravadoras e empresários apoiarem e reconhecerem bos artistas). É filha de nada mais nada menos do que a "monstruosa" Joyce (Clara / Ana / E quem mais chegar). E, para essa obra, ganhou da mamae e de Celso Fonseca duas composicoes primorosas (a primeira com Quem Sabe e o segundo com Litoranea, onde fazem um dueto singelo e elegante).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco tem regravações de alguns clássicos como "Morena Boca de Ouro", de João Gilberto e "Bahia com H", gravada pelo mesmo chatinho. Além de "Vem Morena Vem", do Ben. Para quem diz que samba é coisa de pobre, preto e nao merece respeito, ela elitizou o canto numa belissima versao "samba-sincopada-voz-susurro" de "Mon Manege a Moi", conhecida na voz de Edith Piaf, tocada e arranjada por Joyce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das belas composições e do virtuosismo dos instrumentos (um trio apenas a acompanha), a gravacao bruta (sem efeitos, interferências eletrônicas) do disco abre espaco para a voz de Clara, que traz a real interpretação das músicas, não gritos esgarniçados e um tom lugar-comum (como a da Céu). Sua voz é encantadora, de uma fragilidade pensada, meio falada, meio Lapa, meio cachaça. Em plena Bossa Nova. Na verdade é isso. Tirou um pouco da chatice da Bossa Nova. O disco tira o estilo do platô monossilábico e plácido dos deuses e a enche de pequenos defeitos da alma. É íntimo. É a música de elevador que faz o ascensorista sambar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nome não poderia ser melhor. O samba "torto" que endireita os pés de quem ouve. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3790423032539739309?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3790423032539739309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3790423032539739309&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3790423032539739309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3790423032539739309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/samba-torto.html' title='SAMBA TORTO'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCM30NoMh_I/AAAAAAAAAGE/4qU4PRvSvwI/s72-c/clra1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6003732277411149666</id><published>2008-05-07T16:27:00.003-03:00</published><updated>2008-05-09T16:15:03.497-03:00</updated><title type='text'>Marcha, rebanho.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCSiWdItQ_I/AAAAAAAAAGU/l8nWJm0cCZw/s1600-h/art1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198458376554365938" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCSiWdItQ_I/AAAAAAAAAGU/l8nWJm0cCZw/s320/art1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCSiONItQ-I/AAAAAAAAAGM/tXui5rnFUbM/s1600-h/art1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;P&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;referia ficar calado sobre isso, mas as opiniões estão aí para serem dadas. O tema é a famigerada “Marcha da Maconha”. Não a marcha em si, que considero válida porque válidas são quaisquer manifestações pacíficas que suscitam diálogo, que mostram visões de mundo, que pregam mudancas sociais ou que só juntam gente (porque juntar gente também está bem). Antes de qualquer coisa, sou a favor dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que, na minha humilde e subterrânea opinião é que temos tomar cuidado é exatamente com essa armadilha das certezas e da opinião como ego (ou seja, defendida com unhas, dentes e violência, criada para não ser posta à prova nem derrubada). Isso, infelizmente, é o que anda passando pelas vozes que discutem o ato e o conceito da manifestação. Principalmente de quem o defende.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não aprofundo nada aqui, mas me espanta e me decepciona a ausência quase total das falas dos moradores da favela, principais sofredores da violência na cidade (não vítimas ) que, em tese, é um dos temas principais nessa questão. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me espanta também que os jovens , lideranças jovens (ainda pouco claras), cabecinhas jovens tenham como prioridade esse tema. Ao meu ver, poderíamos juntar nossas mentes brilhantes e peitos opinativos para organizar atos tão ou mais importantes, como a Marcha da Saúde, a Marcha da Educação (escolar, popular, ambiental, democrática), a Marcha da Vigilância Política, a Marcha da Reciclagem, a Marcha do Transporte, a Marcha da Acessibilidade às Pessoas Portadoras de Deficiência e alguns outros assuntos que nos causam mais tensão que relaxamento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me causa estranheza também que algumas vozes se tornem tão importantes e afirmem tanto, quando não vejo bagagem nem vivência para ditarem palavras de ordem em vez de uma vontade de diálogo, como a de Tico Santa Cruz. Reconheço sua dor por perder um ente querido, sua indignação com o país etc, mas não pode se tornar um especialista em violência , drogas e descaso político. Não pode se tornar unifonte de reflexão sobre o que passa com esses asuntos, até porque creio que está bem longe de onde realmente acontece e sofre o que critica. Embora concorde com muitas coisas que fala, sei que seu espanto escrito apenas toca algumas faces da superfície dos problemas. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Me decepciona o uso que algunas pessoas fazem da Marcha. Em Buenos Aires, pelo menos, foi uma espécie de quintal hippie sem apelo, sem aprofundamento, discussão, com gente doidona que , em vez de se manifestar, apenas fumaram. Eu nao vejo argumentos claros e pensados, assim como nao vejo jovens e adultos organizando de forma clara os pontos a serem tratados. É um contra-senso porque esse tema raspa em outros diversos, que se conectam na vivencia social como violencia, forças policiais, desigualdade social, estrutura hospitalar, propaganda, indústria farmacêutica, do tabaco, da bebida, educação, planejamento familiar e por aí vai. Quem quer vociferar o uso permitido da maconha, precisa entender o que o seu pulmão respira um ar respirado por outros pulmões. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Em suma, sem querer babar a brenfa, a marcha só será real e eficaz quando já tivermos os pés mais gastos com o debate e as acoes. Caso contrário, dará apenas sono e uma fome estranha.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6003732277411149666?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6003732277411149666/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6003732277411149666&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6003732277411149666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6003732277411149666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/marcha-rebanho.html' title='Marcha, rebanho.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SCSiWdItQ_I/AAAAAAAAAGU/l8nWJm0cCZw/s72-c/art1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8700776671030946018</id><published>2008-05-05T22:37:00.003-03:00</published><updated>2008-05-05T22:50:26.669-03:00</updated><title type='text'>PQP NO CQC!</title><content type='html'>Já se falou muito do CQC. É só botar no &lt;a href="http://www.google.com.ar"&gt;Google&lt;/a&gt;. Semana passada eles deram mais uma bola dentro. Agora,  na Feira do Livro que rola em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Genial o fato que eles exploraram: o stand da Embaixada dos Eua não tinha livros! Repetindo: na Feira do Livro, a representação do país mais "Aprendiz" do mundo, não levou livros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas um foguete meio megalomaníaco, cadeiras e tevês.  Nada mais perfeito para exemplificar o amor e a humanidade americanas com relação à cultura, ao subjetivo e ao lúdico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então lá foram os rapazes do CQC e , numa movida igualmente genial, chegaram no stand de Cuba, repleto de livros, e pediram alguns emprestados para ajudar ao primo rico, sovina e gordo traído americano. O pessoal responsável pelo stand cubano aproveitou e ofereceu um montão de obras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livro cubano, no c...do americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ver o &lt;a href="http://cqc.tv/"&gt;vídeo&lt;/a&gt; (ainda nao está no Iútubo).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8700776671030946018?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8700776671030946018/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8700776671030946018&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8700776671030946018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8700776671030946018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/pqp-no-cqc.html' title='PQP NO CQC!'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6606299422580822413</id><published>2008-05-02T16:44:00.004-03:00</published><updated>2008-05-02T16:56:04.992-03:00</updated><title type='text'>Bonitinho, mas...</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBtxWJ_rB-I/AAAAAAAAAF8/XApXqq210JQ/s1600-h/gc.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195871220556040162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBtxWJ_rB-I/AAAAAAAAAF8/XApXqq210JQ/s320/gc.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; muito complicada a relação entre mercado e alma. É a velha discussão entre a flexibilidade de caráter e venda dos ideais. Mas tem gente que , embora participe e ajude a roda a girar, tenta seguir os seus princípios. O ator George Clooney é uma dessas pessoas. Muito se fala dele como galã, mas pouco se fala como um pequeno vírus que de vez em quando deixa Hollywood um pouco doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E talvez seja por esse lado mais comercial que ainda tem bala na agulha para produzir obras muito boas, diria fundamentais,  que vão contra a corrente do pensamento cinematográfico americano. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Geralmente não têm sucesso de bilheteria. Não sei por decepção do público, que vai ao cinema esperando algo de sua cara bonita e charme. Não sei se porque os projetos que faz são muito críticos ou difíceis para a mente serena dos expectadores reacionários. Fato é que, mesmo na adversidade financeira de suas producoes, segue na batida. Incomoda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo alguns filmes do astro que merecem respeito e serem vistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Boa Noite, Boa Sorte:&lt;/strong&gt; Quase um libelo anti-anti comunismo, uma crítica contundente ao Mcartismo dos anos 50. Usa um programa chamado See it Now , comandado pelo jornalista Edward Murrow. O filme é tenso, preto e branco, com uma luz esfumaçada, como se tivéssemos dentro dos tempos difíceis e nebulosos da época. No entanto, fala do passado alfinetando o presente político americano. Feito de diálogos profundos, sérios e da interpretação contida e magistral de David Russell Strathairn. Obra-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Leatherheads: &lt;/strong&gt;lançamento mais recente. Risco de George Clooney como diretor e produtor. Conta a história do início do futebol americano, quando ainda era feito de heróis mineiros, pobres e bêbados. Bem longe da indústria bilionária que é hoje. Resolveu fugir de uma provável formato épico e emotivo. Transformou o filme num interessantíssimo estudo estético, uma comédia muito bem desenhada, passada nos anos 20, com trilha sonora muito bem encaixada e linguagem leve e criativa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Syriana:&lt;/strong&gt; Atua e produz. Drama político que expõe sem vergonhas a indústria do petróleo americano e sua relação suja com alguns países produtores do Oriente Médio. É um filme para se ver três vezes para absorver integralmente o raciocínio dos personagens. Na linha da crítica aos detentores do poder americano (políticos, a CIA e empresários, principalmente). Matt Dammon mostra seu valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Confissões de uma Mente Perigosa:&lt;/strong&gt; dirigido por ele também. Conta a história do homem que inspirou Silvio Santos e, por sua vez, quase todos os brasileiros, com seus programas populares apelativos e inescrupulosos: Chuck Barris. Clooney se virou muito bem ao mostrar uma personalidade complexa, de grande importância e histórias controversas. É um drama forte, experimental e de ótima qualidade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6606299422580822413?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6606299422580822413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6606299422580822413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6606299422580822413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6606299422580822413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/05/bonitinho-mas.html' title='Bonitinho, mas...'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBtxWJ_rB-I/AAAAAAAAAF8/XApXqq210JQ/s72-c/gc.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4894497880221918843</id><published>2008-04-30T17:46:00.004-03:00</published><updated>2008-05-01T11:58:23.922-03:00</updated><title type='text'>Kravitz Ressuscita</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBjeLZ_rB9I/AAAAAAAAAF0/Efo9v-Z4pZA/s1600-h/2101574900_da36ba7317_o.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5195146457709742034" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBjeLZ_rB9I/AAAAAAAAAF0/Efo9v-Z4pZA/s400/2101574900_da36ba7317_o.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.lennykravitz.com/#/loverevolution/"&gt;Lenny Kravitz&lt;/a&gt; é um artista que, apesar de ter a imagem extremamente associada ao vazio fuxiquê do showbiz, ainda vota na arte.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;Embora tenha escorregado num romantismo pop e sem sentido nos últimos anos, sempre deixa o sangue musical aparecer esporadicamente. Seja em faixas excelentes perdidas em discos mortos ou na busca real e válida por sua identidade artística.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Esse ano lançou mais um disco (It's time for a love Revolution) e , parece, respirou e voltou a fazer música. O álbum tem boas levadas de rock, um romantismo comedido nos arranjos e o pulso que o fez surgir na cena.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É interessante, porque Lenny é um mosaico muito bom de outros artistas. Nao é uma cópia mal-feita. Pelo contrário.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Então, para quem quer entender o cara, a sugestão é escutar:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Commodores: &lt;/span&gt;no romantismo e na incrível semelhança de algumas músicas, como Sliperry when Wet (essa é inacreditavelmente Kravitz há 30 anos).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Jimi Hendrix: &lt;/span&gt;na guitarra incipiente, num princípio de admiração pela distorção.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 0, 0);"&gt;Prince: &lt;/span&gt;pela referência estética, pelo bissexualismo atraente, pelos vocais iguais.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 0, 0); font-weight: bold;"&gt;Stevie Wonder:&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;pelo multi-artista que toca e arranja tudo, pelos vocais e agressividade em algumas músicas (da fase mais política do stevie).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E os brancos nessa influência?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Bem, ao que ainda consta, Lenny continua preto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4894497880221918843?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4894497880221918843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4894497880221918843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4894497880221918843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4894497880221918843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/kravitz-ressuscita.html' title='Kravitz Ressuscita'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBjeLZ_rB9I/AAAAAAAAAF0/Efo9v-Z4pZA/s72-c/2101574900_da36ba7317_o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7310336803033606344</id><published>2008-04-28T14:19:00.005-03:00</published><updated>2008-04-28T15:34:12.199-03:00</updated><title type='text'>40 ANOS HOJE</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBYX0J_rB8I/AAAAAAAAAFs/W-_qTdvd8xI/s1600-h/36.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5194365405022062530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBYX0J_rB8I/AAAAAAAAAFs/W-_qTdvd8xI/s400/36.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Foto &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.paulinhodaviola.com.br/"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Site&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Paulinho da Viola&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;N&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ão há muito o que falar sobre o que ainda não se aprendeu a escutar. Pelo menos para mim, falta um longo percurso no caminho de sentir com plenitude sua arte. Se o tempo dele é sempre hoje, o contrario ao comemorar seu passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena revolucao metafísica, espiritual, musical, física do mundo, das instiuicoes do mundo, há 40 anos, Paulinho da Viola lançava dois discos de complexidade sem-tempo, que é o tipo da complexidade do samba e no que ele transformou o samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na primeira parte do ano, um dueto fundamental com Elton Medeiros, no clássico e magistral “Samba na Madrugada”. Depois, o lançamento do seu primeiro disco solo, intitulado simplesmente “Paulinho da Viola”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;a href="http://musica.busca.uol.com.br/radio/index.php?ad=on&amp;amp;ref=Musica&amp;amp;busca=na+madrugada&amp;amp;param1=homebusca&amp;amp;q=na+madrugada&amp;amp;check=disco"&gt;Na Madrugada&lt;/a&gt;” é uma curva um pouco radical no trabalho do artista, que antes mostrava sua vocação no grupo A voz do Morro, baseado em chorinho e arranjos mais tradicionais. Junto com a musicalidade mais popular e bruta de Elton , no entanto, encontrou uma terra fértil e amorosa para o seu lirismo escondido. O violão jazzístico junto com a caixa de fósforo. Era um indício genial da transformação que geraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, já sozinho, lança um novo tipo de sonoridade, ao agregar uma harmonia meio bossa nova com um trabalho mais refinado dos elementos musicais. Não era só a voz suave. Todos os instrumentos trabalhavam para polir a alma da samba. A herança do choro, a influência de seu pai , a de Elton e a da vida nos morros confluíam nos dedos do homem . Faz poesia, faz prosa , música e crônica como uma coisa só. Sem tempo, no tempo hoje e universal de suas mãos de artesão. Tudo como um sussurro, como silêncio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Sem melodia ou palavra, para não perder o valor".&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O valor da gratidao que os brasileiros devem a um de seus gênios.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7310336803033606344?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7310336803033606344/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7310336803033606344&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7310336803033606344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7310336803033606344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/40-anos-hoje.html' title='40 ANOS HOJE'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBYX0J_rB8I/AAAAAAAAAFs/W-_qTdvd8xI/s72-c/36.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4937321814670382882</id><published>2008-04-26T16:58:00.006-03:00</published><updated>2008-04-27T11:57:02.736-03:00</updated><title type='text'>Aspira Lugo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBOWQJ_rB7I/AAAAAAAAAFk/FNfXRj0napE/s1600-h/lugo2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBOWQJ_rB7I/AAAAAAAAAFk/FNfXRj0napE/s320/lugo2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5193659999593367474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Bruno Moreno&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; batido, mas quando se sai do Brasil e se conhece um outro país da América Latina, fica clara a distância que existe entre ele e o resto. A língua é uma desculpa pouco criativa, já que não existe diálogo nem culturalmente falando (consumimos o inglês, mas não o espanhol). É triste, porque o Brasil está sozinho nisso, já que todos os outros países sabem o que passa com o outro.  Desde a história até os pequenos costumes. Estão se tocando constantemente, mas não sabem nada do Brasil, exceto que é um gigante isolado. A imprensa tupiniquim, a escola e os meios intelectuais acham que América Latina não é pauta. Se acham, não agem como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Econômica e politicamente, no entanto, há uma maior aproximação. O mercosul anda a passos lentos, mas anda. A última pelea entre Colômbia e Equador provou que tamo e junto e misturado na questão da manutenção da soberania e da irmandade. E, por mais desentendimentos que haja, a questão do gás obriga a uma conversa entre presidentes. Mas é pouco. E, quando há uma ação mais conciliadora, a IBR (Imprensa brasileira reacionária), evoca o imperialismo armado (da última vez que o Moralez tentou nacionalizar o gás e o governo brasileiro usou da diplomacia, a Miriam Leitão só faltou chamar o Lula de frouxo por não invandir a Bolívia e obrigá-los a comercializar ou botar a Petrobrás. Ou seja, no mais claro "pimenta nos olhos dos outros / chegou nossa vez de explorar outra nação").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E essa integração tem mais um desafio agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Paraguai não é o Acre. Ele existe e não é café-com-leite no pique-esconde.  Está vivendo uma fase importantíssima agora. Fase que todos os brasileiros deveriam acompanhar para diminuir um pouco mais esse isolamento, que é burro e pode jogar contra. Mas a IBR continua achando que as prévias dos democratas nos Eua é a coisa mais importante do mundo e a Isabella continua com a alma inquieta de tanta arbitrariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com novo presidente, o Paraguai tem a chance de sair do ocaso e ser parte integrante e efetiva da pauta política da Am.Latina. O novo presidente vem com muita carga, tanto para as dificuldades e quanto para as mudanças.  Fernando Lugo vem com a "p" do aspira de diminuir a corrupção e a pobreza gigantes do país,  de lidar com uma oposição que sugou mais de 20 anos da presidência, de fazer reformas  políticas e jurídicas importantes, de resolver a pendenga do gás com Brasil (Lula diz que não quer nem saber. O Celso diz que vai ver) e Argentina (Cristina disse que está toda ouvidos), de conciliar sua vocação eclesiástica e etéreas com ações bem concretas e humanas, e devolver a confiança e orgulho à população que, em sua própria fala, "historicamente é feita de guerreiros". Lugo está sendo visto com grande expectativa pelos paraguaios. Uma espécie de Lula com fala mansa e óculos de alguns anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele deu uma boa entrevista para o canal TN aqui da Argentina essa semana, no programa El Juego Limpio, apresentado por Nelson Castro (&lt;a href="http://www.tn.com.ar/mm.aspx?id=872177"&gt;vídeo da entrevista&lt;/a&gt;). Vai abaixo algumas falas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;História e Futuro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou afiliado a nenhum partido político.  Minha vida política sempre foi atrelada à luta com grupos campesinos, indígenas e movimentos sociais. Minha família, no entanto, sempre teve uma história de luta social e política intensa no Paraguai.  Fato é que, se dediquei mais de 30 anos a Deus, por que não posso me dedicar 5 anos ao meu país?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vocação religiosa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido muito dificil para mim ter largado o sacerdócio. E não consigo deixar de esconder a tristeza com o Vaticano (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;nota: o Vaticano o suspendeu das atividades eclesiásticas.  Mas ainda  estava rolando a negociação. Até o momento desse texto, a Igreja não havia dado a decisão final&lt;/span&gt;). Fui chamado por alguns de o bispo rebelde. Mas respeito e entendo a decisão do Vaticano. É a Igreja que amo e seguirei suas ordens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho uma admiração imensa por João Paulo II. E sei que ele teria entendido minha decisão.  Porque foi o principal porta-voz da harmonia entre as diferenças, do amor mesmo que se partilhe visões diferentes. Ele sabia e me ensinou que nenhuma igreja e religião têm o monopólio do Espírito Santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Governabilidade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se conversar com todos os grupos políticos. Sei que vai ser um desafio. Mas sempre vou dialogar. Não fiz promessas demagógicas ao povo paraguaio. Sei das dificuldades e que as coisas se resolvem em anos. Mas prometi lutar por mudanças e pela cidadania de todos.  E nos dói essa fama de país corrupto. Sei que a estrutura não é quimicamente pura, mas vamos governar com transparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Energia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um tema central no nosso governo. Vamos lutar para que tenha um preço justo. Pelo preço de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sobre o fato de Lula não negociar os preços: &lt;/span&gt;há que pensar na integração, na coalizão. Sei que depois de passar essa fase de adaptação vamos sentar e ter um diálogo racional, sereno. E com compreensão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Reeleição&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vou me candidatar novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4937321814670382882?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4937321814670382882/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4937321814670382882&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4937321814670382882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4937321814670382882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/batido-mas-quando-se-sai-do-brasil-e-se.html' title='Aspira Lugo'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBOWQJ_rB7I/AAAAAAAAAFk/FNfXRj0napE/s72-c/lugo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2260910387305813974</id><published>2008-04-24T21:07:00.004-03:00</published><updated>2008-04-24T22:17:01.554-03:00</updated><title type='text'>Dor, educação, JN e Isabella</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBEw7Z_rB6I/AAAAAAAAAFc/vw0zpoqIMcM/s1600-h/isabella.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBEw7Z_rB6I/AAAAAAAAAFc/vw0zpoqIMcM/s320/isabella.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192985642483255202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;M&lt;/span&gt;uitos autores estão se debatendo atualmente para definir, enquadrar, nomear a sociedade, o tipo de sociedade, se é mesmo sociedade, o período que vivemos. Com a imediatização de tudo,  por consequência com o movimento da história indo cada vez mais para o presente quase-futuro das coisas e dos homens, está se alterando (ou já se alterou) a hierarquia, o tempo e a importância de "lugares de educação" de um indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Roubando um diálogo que tenho com uma amiga , vejo que a escola sempre se comportou como uma ferramenta de intermediação da concepção do mundo, com o entendimento desse mundo. Se o mundo atual é o "sendo" e não o "sido", nossa discussão, entre outras coisas, está na capacidade da escola e do educador de se adaptar, ler, reler, contextualizar e dialogar esse mundo aos educandos. Ao mesmo tempo que concebe esse mundo para si mesmo. Abram uma ponte (ainda cheia de tijolos e não-concluída), porque ainda se pensará mais essa questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imediatamente meu pensamento vai para um "lugar de educação" fundamental nessa dinâmica desse mundo fluido. Mesmo não sendo exatamente um lugar, a mídia (que é tanta coisa, fechando-a nos veículos de comunicação e nas novas tecnologias e tecnoações desses veículos), e exatamente por ser um não-espaço, mas ao que ao mesmo tempo comunga com a instantaneidade das informações, sendo parte integrante dessa fluidez e gira-gira constante,  um peso como fonte e espaço como formador, ajudador, da concepcão do mundo, do próprio mundo que move.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto é esse: não é distante dele, porque também o faz. Não toma um objeto para análise porque interfere nesse objeto e precisa mantê-lo em um caminho que dome a fluidez desse mundo para, em última instância e sem muita filosofia, sustentá-lo financeiramente. Assim, mesmo que tudo na mídia seja informação e eduque, o jornalismo é a parte diretamente atrelada aos elementos mais concretos desse mundo, a busca da verdade, o paralelepípedo no meio do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão é: onde está essa verdade se não há afastamento, se está dentro do que mostra, e se precisa, pelo menos em teoria, mostrar o que o viabiliza economicamente? (Não é isenção jornalística, não é neutralidade) Some isso ao fato de confundir público consumidor, com público consumidor de informação e educando. O jornalismo, como conhecemos, acabou. Deve ser chamado de outra coisa. E o profissional, de outro nome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa baboseira é para me somar à visão de alguns blogueiros (seiqueláistas ou não),  que mesmo instintivamente já entenderam a mudança desse barco, e estão, necessariamente raivosos, atacando a cobertura da imprensa do caso Isabella.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alberto Dines disse genialmente que &lt;span class="art_texto"&gt;"a mídia, sobretudo a TV, usa o sofrimento para driblar o sofrimento. Quanto mais instantâneas as catarses, mais intensidade transfere-se para o espetáculo".  O Jornal Nacional,  que é feito de homens e mulheres, carne e osso, não uma entidade inteligente e automatizada, colocou mais um paralelepípedo, uma corrente, no encaminhamento desse mundo. Mais para o próprio porto. Um freak show da dor, falsamente vestido de interesse jornalístico, que descaradamente ditou as ordens dos fatos do mundo, do certo e errado e de algo que, de certa maneira ainda tem uma "moral" no baile todo, que são as instituições jurídicas. Não matamos tanto porque , mesmo de forma muito torta, ainda seremos julgados, ainda temos direito a sermos julgados e, até que provem o contrário, o tribunal não é forca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audiência triplicada  e a onipresença (antecedida de onisciência) do caso, da intenção de culpabilidade, da lenha na fogueira, mostrou o perigo desse "lugar de educação" como espaço não-espaço de concepção de mundo de um educando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que assumir o fim do jornalismo como o conhecemos, não por atividade egocêntrica de um ombudsman, mas por nosso compromisso como educadores desse mundo fluido. Mais: há que se destrinchar a intencionalidade da mídia porque ela não é espelho nem olhos de mais ninguém. Ela é feita de homens e mulheres. E, nesse mundo fluido e mosaico, o homem se torna cada vez mais humano. Principalmente nos erros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bonner não atira seus gêmeos pela janela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2260910387305813974?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2260910387305813974/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2260910387305813974&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2260910387305813974'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2260910387305813974'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/dor-educao-jn-e-isabella.html' title='Dor, educação, JN e Isabella'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SBEw7Z_rB6I/AAAAAAAAAFc/vw0zpoqIMcM/s72-c/isabella.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2809198813794095019</id><published>2008-04-23T00:07:00.001-03:00</published><updated>2008-04-23T00:10:13.032-03:00</updated><title type='text'>Catador de Façanhas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SA6obJ_rB5I/AAAAAAAAAFU/6QqR1oH_88E/s1600-h/816305.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SA6obJ_rB5I/AAAAAAAAAFU/6QqR1oH_88E/s400/816305.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192272604897675154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;futebol é muito. Tanto, que intelectuais fundos, do alto das coisas humanas e divinas, ainda sonham com uma pelota cheia de barro, com o drible descomunal e impossível no adversário fantasma, e o gol lento e eterno que o acorda ainda mais das noites insones. Tanto, que apesar de ganhar caminhos alheios ao caminho que deveria seguir, o futebol segue intuitivamente, como se seus deuses comprados não tivessem poder nenhum sobre o fogo roubado de um homem da bola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os times do mundo, o Boca me parece ser o que ainda cria seus mitos e o que ainda tem o futebol como silêncio e ato, não como palavra e invenção. Os mitos não são os montados pelas cores e imagens e sim os esculpidos de suor no campo e grito de uma torcida faraônica. Sua camisa pesa nos olhos de quem vê e na alma de quem veste. Redimensiona o mundo todo, e os todos do mundo, para um retângulo cujas linhas não delimitam fim nenhum, já que o ato não pode ser delimitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os heróis , na Bombonera, ainda lutam por seu primeiro pedaço de pão, como se não tivessem história. Contraditoriamente, a história de luta está no invisível visível do espaço jogado. Riquelme olha Maradona ao errar um passe. Maradona, do alto de si mesmo, sofre com se ali padecessem seus ídolos, como se quisesse e temesse aquela bola tão estranha. O ego de cada um se compartilha lentamente até formar uma unidade. No desespero, na alegria, no quase, o futebol vai criando pensamento próprio e, por isso, já que sua grandeza não tem espelhos, funde a todos numa cor só. O azul e o amarelo se pagam numa sem-imagem inconfundível e cristalina da paixão xeneize, do que é além dessa paixão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boca é o time que ainda está ao alheio aos deuses. Porque os deuses não se pensam. Mas também não se amam, nem se apequenam. Ainda é um bairro, antes de uma nação. Ainda é uma pelada entreônibus e fome, antes de um jogo oficial. Ainda prefere o gol à foto, a lenda ao fato, o cheiro de cansaço de uma vitória impossível à distância inodora e indiferente da derrota aceita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Boca precisava de tudo para se classificar à próxima fase da Libertadores. Mas precisou apenas de si mesmo. E o Boca, como o futebol, é muito mais do que existe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2809198813794095019?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2809198813794095019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2809198813794095019&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2809198813794095019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2809198813794095019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/catador-de-faanhas.html' title='Catador de Façanhas'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SA6obJ_rB5I/AAAAAAAAAFU/6QqR1oH_88E/s72-c/816305.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3700361203523731618</id><published>2008-04-18T11:02:00.009-03:00</published><updated>2008-04-18T11:48:08.223-03:00</updated><title type='text'>HUMO A TOQUIO</title><content type='html'>&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/bHyxFijoQJU&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/bHyxFijoQJU&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Buenos Aires vive as questões do mundo. Físico, digo. Não sei se é conjunção de espíritos ou encarnações anteriores, mas sempre há algo relacionado com o tempo, com a colheita, com a pedra e o pau. Depois de sairmos (talvez, ainda estão negociando) de uma crise entre campo e governo, quando as prateleiras ficaram vazias mesmo havendo comida,  entramos agora no período do humo nos pulmões. Não é a charmosa fog londrina, nem a maresística carioca, tampouco a fria de petrópolis. É uma fumaça que infesta toda a cidade, incrivelmente. Coisa de filme, o ataque da fumaça ninja, os anti-bronquíolos atômicos. A qualquer hora vai descer um ET dizendo que havia substâncias químicas nocivas na fumaça e todos os portenhos estão prestes a morrer ou virarem fumaça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aeroportos fechados, estradas com barricadas policiais, algumas aulas foram suspensas, ao obelisco não se vê. Tudo porque estão queimando pasto no Delta, para arar a terra de uma forma econômica e perigosa. E aí o Et volta, coloca a Cristina contra o campo novamente ("irresponsáveis"), mata gente em acidentes nas estradas porque não viam nada, queima os olhos argentinos para nada verem e diz sarcasticamente que o capitalismo é um vírus alienígena criado há alguns anos para acabar com natureza e, consequentemente (mas não obviamente, parece) com o homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estão organizando aqui na Praça de Maio o incensorolazzo e o marijuanazzo, para dar uma aliviada nos pulmões e na mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero lhe dizer...é que a coisa aqui tá preta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3700361203523731618?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3700361203523731618/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3700361203523731618&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3700361203523731618'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3700361203523731618'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/httpwww.html' title='HUMO A TOQUIO'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-1998077421046691153</id><published>2008-04-17T10:43:00.004-03:00</published><updated>2008-04-17T10:56:19.988-03:00</updated><title type='text'>Noel Rosa é do povo, como o céu é do avião.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SAdUfP4g35I/AAAAAAAAAFM/uIFUI5pLL0E/s1600-h/noel4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190209991384031122" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SAdUfP4g35I/AAAAAAAAAFM/uIFUI5pLL0E/s320/noel4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;m 2008, a obra de Noel Rosa será de domínio público. Direitos autorais são a antítese da arte. É uma fita métrica para recortar a alma livre e infinita da criação artística. É uma maneira dos parentes de olhos duros se alimentarem , sugarem, até babar, o legado de um artista. É dar valor para o que se supõe não ter. É capitalismar o choro e a alegria. Achar que a miopia de um pintor precisa de óculos de graus. Direitos autorais são a comprovação de falhamos como humanos ou como idéia de humanos.Fato é que, no Brasil, precisamos esperar 70 anos depois da morte de um autor para usar sua obra, sua visão de mundo, maestria, como deveria-se usar sempre: livremente. “Todo artista tem que ir aonde o povo estar”, já cantava Milton. A criação de um indivíduo inserido dentro de um contexto social pode ajudar em muito o caminhar dessa sociedade. Os jovens e crianças têm que ter acesso a tudo o que é feito. Teriam que ter acesso ao Noel Rosa de forma livre. Aos seus erro e acertos. Ao homem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se estamos em um período transmoderno, onde se supõe a tribalização, o toque íntimo e humano de coisas antes divinas, por que a arte, tão libertária, imaterial e anti-ortodoxa, precisa de um dízimo para ser apreciada ?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou teremos que matar nossos heróis de overdose para amá-los? &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dado intressante: na Jamaica, esse tempo é de 50 anos após a morte do autor. Isso significa que nossos filhos terão acesso livre à obra de Bob Marley em Maio de 2031. Falta pouco. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-1998077421046691153?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/1998077421046691153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=1998077421046691153&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1998077421046691153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1998077421046691153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/noel-rosa-do-povo-como-o-cu-do-avio.html' title='Noel Rosa é do povo, como o céu é do avião.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/SAdUfP4g35I/AAAAAAAAAFM/uIFUI5pLL0E/s72-c/noel4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-1188716671210300208</id><published>2008-04-06T15:25:00.004-03:00</published><updated>2008-04-06T15:35:39.492-03:00</updated><title type='text'>Reforma Curricular</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_kXm4lm_eI/AAAAAAAAAFA/OPpqTBZSULQ/s1600-h/Sobre_o_nivel_do_ensino_no_Brasil.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_kXm4lm_eI/AAAAAAAAAFA/OPpqTBZSULQ/s320/Sobre_o_nivel_do_ensino_no_Brasil.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186202402686434786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;Texto que recebemos de uma leitora do blog. Muito bom. Merece ser lido e encaminhado. Uma discussão que precisa ser aprofundada com exaustão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Q&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ue estamos vivendo  momentos conflituosos, não é novidade para ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/ul&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;              O fato de estarmos no auge da intolerância, da impunidade, da insensibilidade,  que todos nós sofremos na pele, nos reporta a uma simples pergunta :  Onde iremos parar com tudo isto ? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;              Sabemos que o esclarecimento, altera o ânimo das pessoas, a sabedoria  o abranda, porém há que ter vontade política para que as coisas aconteçam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;              A escola é o lugar onde muita coisa acontece e a educação é a melhor  arma para todo e qualquer mal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;              Desde 1948, quando foi promulgada a Declaração Universal dos Direitos  Humanos pela Organização das Nações Unidas, começamos a olhar diferente  para o que eram e o que significavam estes tais : Direitos Humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Muitos grupos antes marginalizados, tiveram seu lugar ao sol e começaram  a ser vistos de uma maneira mais digna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               O alerta vermelho sempre esteve firmado no descompasso histórico inevitável  entre a previsão do Direito e sua real efetivação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Atualmente muitos direitos são violados e o advento da Globalização  veio a reforçar algumas desiguladades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               E não há como não ser pela educação que o sujeito adquire o conhecimento,  parte para a defesa do Direito, adquire o respeito, promove e a valoriza  os mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Nós, latinoamericanos sempre sofremos muito em função da violação  destes direitos e também pelo expresso na segurança, na sobrevivência,  na identidade cultural e bem-estar mínimo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Emerge que façamos algo como salvo conduto à nossa dignidade e como  supra citado, sugiro que através da força massificadora que só o  esclarecimento, a aquisição do conhecimento e a educação tem, é  que conseguiremos formar opiniões, idéias e manisfestações em busca  ao resgate de nossa tão esquecida dignidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Porém esta busca precisa estar baseada em estudos, em leis, resoluções,  decretos de lei, pareceres e todo o mais necessário que ampare e assegure  o direito como tal e sua efetivação.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Precisamos urgentemente promover a inserção da educação em direitos  Humanos nos processos de formação inicial e continuada dos trabalhadores  (as) em educação, nas redes de ensino e nas unidades de internação  e atendimento de adolescente em cumprimento de medidas sócio-educativas,  incluindo, dentre outros (as), docentes, não docentes, gestores (as)  e leigos (as).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Em primeira instância o que pressuponho que seja necessário é que  seja feita uma mudança no currículo formador de educadores. Ele precisa  estar mais próximo da realidade e da necessidade, pois atualmente temos  ano após ano, professores se formando para ensinar a alunos-padrão,  sendo que hoje em dia são poucos os alunos-padrão. Também percebo  que o currículo não prepara os professores para que atuem com classes  populares, o que é outro desafio nos dias atuais.       &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;              Quando concluí o Ensino Superior e iniciei a atuação como profissional  da área da Educação, senti um grande vazio, muito do que eu havia  aprendido, não poderia aplicar tendo em vista este distanciamento da  realidade-necessidade. Esta questão muito me preocupa, que Universidades  tendo em vista um currículo que não contempla a diversidade, forme  pessoas sonhadoras e bem intencionadas que depois terão que recolher  seus sonhos, um a um, por falta de campo de aplicação, pois o que  almejam está muito fora do que pode ser utilizado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Também se faz urgente propor a edição de textos de referência e  bibliografia comentada, revistas, gibis, filmes e outros materiais multimídia  em Educação dos Direitos Humanos.        &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Tendo como premissa que para que possamos criar uma Cultura de Direitos  Humanos, precisamos de referências e suportes bibliográficos, aliados  a uma política de implementação sugerida na ação anterior, para  que possamos orientar, instruir e educar para o conhecimento de tais  direitos, como conseqüência teremos adeptos por identificação e  o acontecimento na prática será inevitável.   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               Estas duas ações são perfeitamente possíveis de serem implantadas  nas escolas, tendo em vista o desconhecimento dos civis de um modo geral  dos Direitos Humanos e suas implicações. Elas só não são possíveis  como são urgentes, bastando para isso que tenhamos suporte das autoridades  competentes, pois são mudanças de certa forma radicais, porém extremamente  necessárias. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;               O que me pergunto paralelamente à análise na necessidade e da urgência  é se há interresse que se alerte para o que é de direito. Muitas  vezes é mais interessante ou conviente que tenhamos um exércitos de  serviçais, que obedeçam sem questionamentos, do que pessoas esclarecidas  que conhecem os direitos que a assistem e lutam por eles, por que normalmente  estas pessoas « encomodam » ou desacomodam a maneira de se lidar com  as leis ou de ignorá-las.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: left;"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;                              &lt;wbr&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;                                   Carmen Luiza Riva é Diretora de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;     &lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;                              &lt;wbr&gt;                              &lt;wbr&gt;    Escola Pública Municipal e &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(51, 102, 255);font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;                              &lt;wbr&gt;                              &lt;wbr&gt;    Pós Graduanda pela UFRGS&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-1188716671210300208?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/1188716671210300208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=1188716671210300208&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1188716671210300208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1188716671210300208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/reforma-curricular.html' title='Reforma Curricular'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_kXm4lm_eI/AAAAAAAAAFA/OPpqTBZSULQ/s72-c/Sobre_o_nivel_do_ensino_no_Brasil.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6042911043871847333</id><published>2008-04-04T21:16:00.000-03:00</published><updated>2008-04-04T21:17:31.733-03:00</updated><title type='text'>E o meu medo maior é o espelho se quebrar.</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_bFEolm_dI/AAAAAAAAAE4/GYnjkG0LJuQ/s1600-h/cristina.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_bFEolm_dI/AAAAAAAAAE4/GYnjkG0LJuQ/s320/cristina.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185548704369016274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;E&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;m algumas práticas xamânicas, o silêncio (interior e exterior) é unidade básica para o caminho do equilíbrio, da harmonia e sabedoria. Às vezes, quando duas pessoas discutem, o silêncio se torna resposta , principalmente porque só dizem o que vale a pena dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que , na Internet, as pessoa falam muito. Querem falar de si, dos outros. Consegue-se , na mesma mente, o egoísmo e a entrega do ego ao coletivo (nota: nunca perdê-lo), para que o coletivo reivente, julgue, movimente esse ego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso que esse blog ficou muito tempo sem um post. É porque, quem o escreve, não teve algo que valesse a pena dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Volto com um assunto pontual e ínfimo, mas que em minha subterrânea opinião merece destaque: o espelho de uma presidenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo de Cristina Kirchner. Em tempos de porradaria entre campo e governo, panelaços de uma classe média meio perdida e pré-crise americana, o que mais me chamou atenção nessas semanas, foi um pequeno discurso que a dita cuja proclamou contra uma charge de si mesma que viu no Clarin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A charge é de Hermenegildo Sábat, um reconhecidíssimo cartunista argentino.&lt;br /&gt;Está aí acima. A reclamação venho em tons amedrontadores, evocando a uma tentativa de golpe sem tanques, mas com idéias, chamando a ilutração de quase mafiosa, apontando alguma suposta perseguição por parte de um grupo portenho (qual ele é, me parece ainda muito, mas muito indefinido).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidenta falou como se fosse um absurdo a legítima, intocável, quase divina, expressão subjetiva, artística, de um desenhista, antes de um cidadão, antes de um homem ou mulher ou criança. Poderia ser no muro, na árvore, na folha da prova de Matemática. A expressão de uma opinião, de um ponto de vista, sem braços verde e oliva que o obriguem a aceitar. O dizer, quando se tem algo a dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristina deu aviso-pressão ao jornal, subiu demais no próprio poder e desapontou a democracia que tantas vezes citou nos discursos contra a atitude dos ruralistas em não abastacerem a cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidenta não aceitou a sua própira imagem em outro espelho. Temos que aceitar nossa própria imagem nos espelhos alheios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6042911043871847333?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6042911043871847333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6042911043871847333&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6042911043871847333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6042911043871847333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/04/e-o-meu-medo-maior-o-espelho-se-quebrar.html' title='E o meu medo maior é o espelho se quebrar.'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R_bFEolm_dI/AAAAAAAAAE4/GYnjkG0LJuQ/s72-c/cristina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-631208871987146975</id><published>2008-02-22T16:19:00.003-03:00</published><updated>2008-02-22T16:23:52.063-03:00</updated><title type='text'>35 anos Innervisions</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R78g35d-2-I/AAAAAAAAAEo/TqNwS_niywY/s1600-h/innervision.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R78g35d-2-I/AAAAAAAAAEo/TqNwS_niywY/s320/innervision.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169887041936088034" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma data comemorativa nesse blog. Mais uma vez de música. Daqui a alguns meses, em agosto desse ano, completará 35 anos um dos álbuns mais importantes da black music: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Innervisions&lt;/span&gt;. Black music é ignorância, mas é assim que os ignorantes entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco faz parte de uma espécie de trilogia fundamental para quem quer entender a evolução do soul-funk-pop mundial e do próprio Stevie Wonder (algumas pessoas tratam essa época, primeira metade da década de 70,  como o período fundamental de Stevie, eu prefiro falar dessas três obras).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro braço é o Talking Book, de 1972, terra de músicas como “Superstition” e “You are the sunshine of my life”. O início do uso de sintetizadores, vocais irados , suingue máximo e afirmação do artista como um homem que toca grande parte dos instrumentos do disco.  O clássico posterior, de 76 (embora tenha lançado o &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Fulfillingness' First Finale&lt;/span&gt; dois anos antes, após o acidente de carro que o deixou em coma) é o duplo &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Songs in the key of Life&lt;/span&gt; (considerado por muitos o elemento fundamental das tranças do negão). É álbum dos eternos "I Wish", "Isn’t she lovely" e , para mim, o primeiro rap já composto e obra-prima: Pastime Paradise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compará-los é um exercício ridículo. Por isso digo que quando digo que Innervision é a obra, digo que o é para mim , na minha pouco interessante formação musical. E na de Kanye West,por exemplo,  que diz que não quer fazer rap para ser melhor que 2pac, jay-z, big notorious e sim porque sonha em realizar um álbum tão absurdo como Innervision ou Songs in the Key.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faixas poderosas, feitas de sangue , coração e uma levada impressionantes como "Too High" e "Higher Ground". Políticas, comoventes e cujo vocal é difícil de alcançar como "Living for the city". Baladas esperançosas como "Don’t worry bout the thing". Ou tristes como "All in love is fair". Tem de tudo. Até a referência clara, de uma alma que enfim se movia com força dentro da própria alma, a sua cegueira na angustiante “Visions” ( But what I'd like to know / Is could a place like this exist so beautiful / Or do we have to find our wings and fly away / To the vision in our mind ?) . Além da capa do disco, ou um desejo ou uma afirmação de que ele via mais e além.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Innervisions é o Stevie Wonder cru. Cego, negro e com desejo de amor. E com a benção de uma música genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XJYUSdX-Rps&amp;amp;rel=1"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/XJYUSdX-Rps&amp;amp;rel=1" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-631208871987146975?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/631208871987146975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=631208871987146975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/631208871987146975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/631208871987146975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/02/mais-uma-data-comemorativa-nesse-blog.html' title='35 anos Innervisions'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R78g35d-2-I/AAAAAAAAAEo/TqNwS_niywY/s72-c/innervision.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6587985961950110409</id><published>2008-02-22T11:45:00.001-03:00</published><updated>2008-02-22T11:47:59.760-03:00</updated><title type='text'>Fangio e Cuba</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R77gcZd-29I/AAAAAAAAAEg/X9kN_rObwGg/s1600-h/fangio+e+revol.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R77gcZd-29I/AAAAAAAAAEg/X9kN_rObwGg/s320/fangio+e+revol.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5169816200745507794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; que tem a revolução cubana com o automobilismo? Muito pouca coisa a não ser um fato que ocorreu há 50 anos e que envolve o líder Fidel Castro e um dos maiores pilotos da história: Fangio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso que nos conta o La Nacion. Muito boa sacada editorial (ainda mais agora com a renúncia do querido barbudo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lendário corredor argentino foi sequestrado pela revolução, em pleno olho da batalha desta contra Fugencio Batista e os assanhados americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ditador (esse sim um ditador) chamou o piloto a Cuba porque queria usar o automobilismo como circenses em meio à crise de seu mandato e à ameaça cada vez mais cristalizada dos revolucionários. Fangio se preparava para jantar e um homem moreno e educado lhe disse: “Desculpe, Juan, você terá que me acompanhar”. Todos parados, frizados. O homem, impassível, lança: “Sou do Movimento 26 de Julho”. Cena de filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do hall do hotel até o cativeiro , Fangio passou por uma agonia imensa ao se ver conduzido e em alta velocidade (depois soube que a fuga rendeu um acidente grave com os carros da frente). O argentino contou em seu livro que ao chegar lá deu autógrafo para o filho de uma senhora e manteve uma relação de incrível amizade com os revolucionários. Estes, por sua vez, passaram a se preocupar com a segurança do piloto. Tinham medo que Fugencio o matasse e colocasse a culpa no Movimento. Fidel, inclusive, direto da selva cubana, pagou esporro geral e desaprovou o sequestro de Fangio. Achou perigoso demais. Poderia custar a vida do argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo deu certo no final. Ele foi devolvido na embaixada de seu país e, após os anos, continuou a relação de amizade com seus próprios sequestradores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A foto aí de cima é de Fangio com Arnold Rodriguez, o homem que o sequestrou e que se tornou pessoa importante no governo de Fidel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esporte vale mais quando tem história pra contar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/EdicionImpresa/deportiva/nota.asp?nota_id=989431&amp;amp;pid=4013410&amp;amp;toi=5846"&gt;Matéria La Nacion&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6587985961950110409?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6587985961950110409/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6587985961950110409&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6587985961950110409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6587985961950110409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/02/fangio-e-cuba.html' title='Fangio e Cuba'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R77gcZd-29I/AAAAAAAAAEg/X9kN_rObwGg/s72-c/fangio+e+revol.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2075880921028802259</id><published>2008-01-04T17:05:00.000-03:00</published><updated>2008-01-04T17:12:46.816-03:00</updated><title type='text'>MIGUEL BRIEVA, UM GENIAL DESENHISTA DE PROTESTO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pequena e ótima matéria do jornalista Diego Erlan,  Clarin de 2 de Janeiro. Resolvi colocar traduzida no meu blog porque achei tudo muito interessante. O problema é achar um exemplar. Antes que critiquem as terminações: resolvi usar desenhista em vez de cartunista, chargista, comicista, quadrinista e outros istas. &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não achei o link original. Vou procurar. Achei a última frase da entrevista genial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R36Szz3P4dI/AAAAAAAAAEY/_SGPqZ3u3tQ/s1600-h/dinerobrieva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R36Szz3P4dI/AAAAAAAAAEY/_SGPqZ3u3tQ/s320/dinerobrieva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151716442551345618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 153);font-size:85%;" &gt;O jovem artista passou por Buenos Aires e falou sobre o seu crítico olhar social.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Existe um cheiro realmente representativo da humanidade? O desenhista &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Miguel Brieva&lt;/span&gt; (33) tem uma resposta: o dinheiro. Esse aroma que "soltam as notas e as moedas, mistura de suor, de poeira , sujeira de bolsa e de bolso, de guardado, de longínquo eco de metal e papel".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não à toa , foi assim que batizou a uma revista que durou cinco números no mercado de comics espanhol e que agora o selo argentino &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ex Abrupto&lt;/span&gt; está fazendo conhecer no país, com um compêndio de alguns de seu trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Revista de "poética financeira e intercâmbio espiritual", é o que se lê na capa. Brieva explica que a idéia surgiu quando um dia se perguntou como seria uma poesia escrita pelas pessoas das altas finanças, em um ponto claramente humorístico e de denuncia".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vivia muito perto do mercado El Rastro, em Madri, Brieva começou a juntar o material que as pessoas jogavam fora no local. Jornais, revistas, livros, tudo servia para que recortasse e fizesse colagens. Às vezes, copiava trechos de alguns anúncios velhos e mudava certos elementos. Assim surgiu a estética característica de seus desenhos, onde o surrealismo e a crítica feroz ao sistema, mais que riso, geram angústia. Dinero é a criação de um mundo e, ao mesmo tempo, um retrato cínico da consciência capitalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarín conversou com Brieva durante sua breve visita a Buenos Aires, onde participou da exposição &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dinero- Consumo Cuidado&lt;/span&gt;, no Centro Cultural da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brieva é uma das maiores figuras da nova geração de desenhistas espanhóis e diz que agora quer trabalhar sobre idéias mais construtivas. Diz que em seu trabalho o riso é amargo.&lt;br /&gt;"Fico toda hora brincando com coisas muito terríveis".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coisas como bebês que querem ser "bombas nucleares" quando crescerem, que pedem indenização quando nascem, ou crianças que perguntam a suas mães quem era os "comunistas" (sic) e a mãe responde que "eram como uma seita estranha em que todos tinham que comer a mesma comida ..e também uma moda de vestir..." .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em uma outra imagem aparece um secretário de Defesa que apresenta as novidades para a temporada Outono-Inverno de intervenções humanitárias e, apontando num mapa , comenta: ''É esse aqui o novo país em que nossas bombas vão voltar a fazer o bem". Esse é seu humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenhista se pergunta por que a sociedade segue um caminho errado: "As características do capitalismo atual, o livre mercado ou poder do mais forte existe desde o princípio da humanidade e , século após século, império após império, de país em país, se resume em um desastre. Se aplicássemos a mesma lógica que levamos quando descartamos outras formas de organização social e econômica, o capitalismo , teoricamente, deveria estar fora desde o início de nossas escolhas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- E por que sobrevive então?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Porque o ser humano tende a funcionar por estruturas de poder. E o capitalismo é o sistema que melhor se adapta às estruturas de poder, porque o capitalismo é uma espécie de fascismo com hiperprodução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Um fascimo invisível.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É o fascismo dos peitões, dos carrões, dos cartões de crédito. É o sistema melhor engendrado para trazer à tona o pior das pessoas. Também é difícil erradicá-lo do mundo, que, por sua vez,  está construído por uma séria de multinacionais muito poderosas, dirigidas por uma elite mundial.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Na Espanha, a multinacional Random House Mondadori vai editar uma seleção de alguns desenhos de Dinero. Você não acha contraditório?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sem dúvida. Mas também penso que a contradição já está no simples fato de viver nas sociedades modernas. Colaboro com publicações que são coerentes com a minha mensagem, mas não poderia viver só disso. Também agradeço que grandes jornais, como o El País, publiquem ao El Roto, por exemplo, que é um artista muito crítico e agudo. Se ele fizesse esses desenhos apenas em sua casa, jamais o conheceria. Cada um tem que decidir os níveis de contradição que assume.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2075880921028802259?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2075880921028802259/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2075880921028802259&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2075880921028802259'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2075880921028802259'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2008/01/miguel-brieva-um-genial-desenhista-de.html' title='MIGUEL BRIEVA, UM GENIAL DESENHISTA DE PROTESTO'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R36Szz3P4dI/AAAAAAAAAEY/_SGPqZ3u3tQ/s72-c/dinerobrieva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4811106155892285438</id><published>2007-12-16T11:33:00.000-03:00</published><updated>2007-12-16T11:34:57.681-03:00</updated><title type='text'>plágio</title><content type='html'>Postei antes aqui no blog, assim como o textinho sobre Thriller. O Globo tá copiando minhas homenagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2007/12/15/327621578.asp"&gt;Clube da Esquina &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4811106155892285438?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4811106155892285438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4811106155892285438&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4811106155892285438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4811106155892285438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/12/plgio.html' title='plágio'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6419143314173083099</id><published>2007-12-16T10:28:00.000-03:00</published><updated>2007-12-16T10:29:05.397-03:00</updated><title type='text'>Top 10 Argentina</title><content type='html'>Acho ridículo esses textos bonitinhos e curtinhos de blog. Mas, puta, tenho que fazer um. Parece coisa de mulher. Por isso, e dessa maneira, vou escrever algumas coisas fofas de coisas aqui na Argentina. Tudo pelo Ibope!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Sabe aquele galão de água de 5 litros que tem água fria e quente. Aqui tem água fria e fervendo! É para a galera tomar um mate ou um chá. Queimei a boca outro dia achando que ia mornar a água. Olha, que fofinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Sabe as moedas que sempre queremos jogar fora no Brasil? Pois é, aqui neguinho vende a mãe por moeda. É que o ônibus só aceita essa merda. Nem adianta desenrolar com motorista. Sem moeda, vai à pé, parceiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. As crianças são mini adultos: cabelos com cortes radicais, nextel (pi pí, pi pí), maquiagem e até um ar blazé incipiente. Dá medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Aqui o cú doce feminino se chama histeriquio. Mas, ao contrário do Brasil, onde o cú doce é só um teatro sem sentido pré-coito, aqui as nenas levam a sério o esporte. Podem amar o maluco, mas vão dificultar a situação até a última ponta. O cara tem que "remar".Por isso os argentinos, embora bem-apessoados, são todos meio manés nesse sentido (ah, e por consequencia, tarados psy que não podem ver mulher na rua). Não fodem, cara. Não fodem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Aqui não há o funk, nem o pagode, nem o forró , nem a lambada, mas existe algo que congrega tudo isso em um ritmo só: a CUMBIA. Se você olhar um prêibói num carrão preto e todo filmado, com som alto. Pode crer que é cumbia. É som de branco, de villero (som de preto, de favelado), pero cuando toca nadie queda parado. Outro dia os semi-bombados da minha academia começaram a rebolar quando tocou cumbia (e acharam super masculino). Cara, é uma coisa meio eletrônica meio reggaetom, meio Calypso, meio Trinere (lembram da trinere? é assim que se escreve?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. As refeições não são completas. Quer dizer, para eles são. Para mim, uma carne e um arroz não é refeição. E ficam escandalizados quando eu falo que almoço tem que ter verdura, farofa (ah, intraduzível), feijão, suco (deus, como sinto falta de um suco e de um açaí). Estão em guerra, caralho? Falta comida? Então taca o dedo nessa porra, 02!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Em compensação não há nada como as empanadas e o doce de leite daqui. Nada. Se eu pudesse, comia isso todo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Brasileiros são amados aqui. Até eu, que sou preto. No entanto (e vou escrever um texto sério sobre isso essa semana), aumenta a xenofobia contra bolivianos, peruanos e paraguaios. A parada é séria. É como a presença nordestina em favelas cariocas. É como a reação edmundiana que os prêis têm para com os paraíbas. Ops.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Aqui é o segundo lugar do mundo com mais chinês, além do Japão. Estou andando por Belgrano. De repente me vejo em um cenário do filme Os Aventureiros do Bairro Proibido (clássico da sessão da tarde com Kurt Russel no papel do caminhoneiro Jack Burton). Além de homens que soltam raios azuis pelas mãos , lá  você pode encontrar galões , ou melhor, piscinas de até 20 litros de molho shoyu!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Cachorros. Acho que isso é famoso. Acho que há uma seita secreta que cultua os cães aqui. Ou eles estão comendo o mesmo arroz dos chineses. Porque estão por toda a parte. Vou comprar um queijo, numa rotisserie maneira: tem um labrador pretão na porta olhando pra minha cara. Está sempre ali. Outro dia jurei que ele me disse que o roquefort havia acabado. Vou na imigração. Cara, na imigração! Repartição pública! O que vejo? Um cachorro debaixo das pernas da atendente. Vou cortar o cabelo. Quem está do meu lado quase lendo jornal e falando de mulher e futebol com o barbeiro? Um boxer. E os passeadores já viraram atração turística. São artistas. Acho que deve ter uma faculdade de passeadores de cães aqui. Porque é só com 4 anos de estudo que se aprende a levar 45 bichos na coleira, em harmonia, desviando de carros, bicicletas, pedestres e, o mais difícil, de chineses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6419143314173083099?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6419143314173083099/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6419143314173083099&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6419143314173083099'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6419143314173083099'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/12/top-10-argentina.html' title='Top 10 Argentina'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-9104022037881657413</id><published>2007-12-16T09:26:00.000-03:00</published><updated>2007-12-16T09:46:12.703-03:00</updated><title type='text'>Kaka, un jugador imparable</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R2Uc1j3P4cI/AAAAAAAAAEQ/38z_okFqZiw/s1600-h/reut_11848215_27290.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R2Uc1j3P4cI/AAAAAAAAAEQ/38z_okFqZiw/s400/reut_11848215_27290.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144549855826272706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaká rompió la pelota contra o Boca. Fez um gol tranquilo e deu dois passes para a besta-artilheira Inzagui realizar os tentos. O ator e modelo Nesta completou o placar de 4 a 2.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui na Argentina (pelo menos em Palermo), alguns gritos esparsados, muitos gritos dos gallinas do river, poucos cafés abertos transmitindo a partida, hijos de puta pelotudo em vozes masculinas rasgando essa manhã extremamente ensolarada. A verdade é que, fora a campanha da Nike (patrocinadora da equipe), ninguém acreditava muito no Boca. Torcedores e imprensa querem a saída do técnico Russo. Vinham se estrepando no campeonato. Riquelme da platéia. Maradona, ontem, disse que só parando Kaká é que os bosteros poderiam comemorar. Bueno, não pararam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transmissão na tevê, estilo rádio, não paravam de falar do homem. E ele está aqui, está ali, que maravilha, increíble, o brasileiro tá rompendo, tá rompendo, ele ganhou a partida, como é maravilhoso, como riquelme, faz o time andar e jogar, sempre pensando no companheiro, divino, imparable.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as derrotas inexplicáveis da seleção argentina para a brasileira, os elogios ao futebol tupiniquim cresceram. É como a sensação do vascaíno em uma final contra o Flamengo no Maracanã: bom, vocês têm razão, vice de novo (eu sou vascaíno e sofro com isso. Mas o fato virou regra). O Brasil está em alta em terras portenhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kaká não morreria de fome aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-9104022037881657413?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/9104022037881657413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=9104022037881657413&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9104022037881657413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9104022037881657413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/12/kaka-un-jugador-imparable.html' title='Kaka, un jugador imparable'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R2Uc1j3P4cI/AAAAAAAAAEQ/38z_okFqZiw/s72-c/reut_11848215_27290.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8308539726715266759</id><published>2007-12-05T17:27:00.000-03:00</published><updated>2007-12-05T17:29:14.619-03:00</updated><title type='text'>A Cultura dos Enfrentamentos</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1cJ9CG8oEI/AAAAAAAAAEI/KRVB-zYu--Y/s1600-h/protestos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5140588443809390658" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1cJ9CG8oEI/AAAAAAAAAEI/KRVB-zYu--Y/s320/protestos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;U&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ma coisa que me espanta na Argentina, mais no sentido de estar pouco acostumado a isso do que pela surpresa negativa, é a frequência de enfrentamentos que existe entre policiais e manifestantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Os manifestos se dao por muitos motivos. Mais ainda em um país que tem alma avançada da cidadania (e tenta lutar por seus direitos) e o corpo atrasado e doente do subdesenvolvimento (emergente de c. é r.). Reclamar muito ainda é pouco para os problemas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Noto também que a maioria dos reclamos envolve o bolso. Ninguém sai às ruas para falar da educaçao e do pouco investimento em tecnologia, por exemplo. Geralmente é essa relaçao: o governo ou a empresa mexeu na minha carteira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui há dois meses apenas e já vi protestos de professores (greve ferrenha), médicos, agricultores e, para o meu espanto e dúvida de que realmente estava vivo e sano, de, inacreditável, advogados.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas semanas, no entanto, dois enfrentamentos foram extremamente violentos. O que me deixa um pouco incomodado é que os portenhos tratam essas pequenas batalhas, com uma certa, como dizer, naturalidade (embora essa nao seja a palavra exata. Mas é a que mais se aproxima do que quero dizer). Sim, saiu nos jornais e nas tevês. Ponto. Sem alarde.&lt;br /&gt;Há alguns dias, os taxistas e motoristas de ônibus quebraram um pau tremendo com os policiais por causa de uma mudança na lei de trânsito que penalizava mais os erros da galera do volante. Cenas dantescas, de gente caída tomando pisada na cabeça, sangue pra lá e pra cá. Tragicamente engraçado ver aqueles senhores partindo para cima de jovens oficiais amedrontados (e, como medo é reaçao, violentos). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ontem liguei a tevê e mais porrada. O canal 12 mostrou quase 07 minutos de porradaria estilo baile funk da chatuba sem colocar nenhuma narraçao. E com poucos cortes. Parecia que estávamos ali e iria voar um soco na nossa cara. A contenda, dessa vez, foi entre funcionários de um cassino e os donos do cassino. Causa: a demissao de um montón de funcionários por um cassino (e uma briga antiga entre dois sindicatos rivais também no meio. Briga que também aconteceu há um mês).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O bom é que nao é a maniqueísta relaçao legal x ilegal. Trata-se do exercício por direitos e luta contra abusos de grupos de trabalhadores conscientes e , de certa maneira, organizados. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ruim é que se chega às vias de fato com muita rapidez. A guerra, como ausência ou falha da comunicaçao. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Democracia tem disso.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.lanacion.com.ar/informaciongeneral/nota.asp?nota_id=968270&amp;amp;pid=3611443&amp;amp;toi=5234"&gt;Briga do Cassino&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8308539726715266759?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8308539726715266759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8308539726715266759&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8308539726715266759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8308539726715266759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/12/cultura-dos-enfrentamentos.html' title='A Cultura dos Enfrentamentos'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1cJ9CG8oEI/AAAAAAAAAEI/KRVB-zYu--Y/s72-c/protestos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8850781514176178959</id><published>2007-12-03T21:55:00.000-03:00</published><updated>2007-12-03T21:58:59.571-03:00</updated><title type='text'>O Muro de Chavez</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1SmMCG8oAI/AAAAAAAAADo/dePOtrL78hc/s1600-R/Hugo_Chavez.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1SmMCG8oAI/AAAAAAAAADo/YamTs-YygFw/s320/Hugo_Chavez.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5139915800391229442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; perigo de falar de Hugo Chavez é ter que cair de um lado do muro espinhento, já que as flores e os braços capitalistas parecem estar presentes em um terreno só.  O terreno é a língua inflamada e panóptica de articulistas políticos e econômicos (o primeiro quando dizem virar um ditador, o segundo quando dizem virar um ditador que detém petróleo nos pés) de importantes jornais/blogs/sites brasileiros com sérias e amedrontadoras inclinações reacionárias. Nesses meios, figura-se a cara demoníaca de um presidente polêmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tecla de uma letra só nos diz que Chávez é um governante populista, com pretensões e feitos ditatoriais, perigoso para a soberania de países da América Latina (e vizinhos), irascível e marketeiro. Fechou um canal de tv , mudou a constituição em favor próprio, quis mudar mais uma vez, fudeu a Venezuela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado com cacos de vidro e fuzis neo-liberais é a de um homem com defeitos e erros, mas que baseia sua política em um feroz anti-imperialismo, na independência ideológica e financeira de países ditos avançados. Que fechou uma tv supostamente isenta, mas que trabalhou por de baixos dos panos por um golpe estadounidense (isso sim, uma atitude anti-democrática), que defende com unhas e dentes o petróleo de sua terra, que criou leis que aumentaram a participação popular ( e que reduziram a das empresas e domínio privado) , ou seja, que mexeu no queijo de gente semelhante a quem o critica no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perigo desse lado espinhento, é que o lado bonito não só o critíca mas, ao fazê-lo de maneira quase passional, legitima o poderio insano, de atitudes arbitrárias e desumanas dos países que querem manter a hegemonia no mundo. Em que cabeças os Eua não é um país ditatorial? Só porque o é para fora e não pra dentro? Por que o medo do julgamento internacional (Lula se aproximando de Chavez = Brasil como ameaça à democracia, ainda mais agora com importância e presença em combustíveis)? Por que o medo de assumir que a democracia dos países da América do Sul não pode ter como molde,exemplo e regras, a mesma usada em nações que detém novos mecanismos de escravidão, que bota sobre os pés os novos vassalos latinos, que fala de igualdades e deveres mas cria escadas e suprime os direitos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imprensa vai continuar tendo coragem de chamar Chavez de ditador com a atitude que teve ao perder, legitimamente, um plebsicito nacional? Em uma constituição que foi mal-interpretada e mal-divulgada pela mídia nacional?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coloco aqui um ótimo texto sobre o lado do muro que questiona o assunto e, por isso, está cada dia mais esvaziado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;www.carosamigos.com.br &lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Assunto:      315ª edição (22 de novembro) - Chávez e o Império. Por Carlos Azevedo.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Data:     22 Nov 2007 16:43:17 -0300&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De:     "Caros Amigos"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;webmaster@carosamigos.com.br&gt;&lt;/webmaster@carosamigos.com.br&gt;&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O rei de Espanha mandou o presidente da Venezuela calar-se.  A euforia tomou&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conta de todas as direitas, mas também deixou confusa muita gente boa. O&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que Chávez havia dito durante a Conferência da Comunidade dos Países Íbero-americanos?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Que o ex primeiro-ministro espanhol, Aznar, é um fascista. O atual primeiro&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ministro da Espanha, Zapatero tomou a palavra para dizer que, embora tendo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grandes divergências políticas com Aznar, achava que ele devia ser tratado&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;com respeito. Zapatero não podia fazer diferente, tinha que se manifestar,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porque sabia que seria cobrado na Espanha se houvesse se mantido em silêncio&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;diante da crítica pública de Chávez. O que fez Chávez enquanto Zapatero falava?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mesmo tendo o som cortado, continuou a falar paralelamente, interrompendo&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zapatero, insistindo em seus argumentos contra Aznar, lembrando que este&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;havia apoiado o golpe de Estado que derrubou Chávez do poder por dois dias&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;em 2002 (por ordem de Aznar o embaixador da Espanha foi o primeiro a reconhecer&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o governo golpista)... Chávez estava cheio de razão, mas, como muitas vezes,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;foi impulsivo, deselegante, infringindo a etiqueta da diplomacia etc. Nesse&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;momento, impaciente, o rei Juan Carlos exclamou: “por que não se cala?” A&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;imprensa das classes dominantes do Brasil exultou e aproveitou para achincalhar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chávez mais uma vez. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por que tanta animosidade contra Chávez? Vejamos: quando Chávez foi eleito&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;presidente da República pela primeira vez, em 1998, a Venezuela estava em&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;falência política, suas classes dominantes, mergulhadas em profunda corrupção,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;desmoralizadas, não conseguiam mais governar. A maior riqueza do país, o&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;petróleo, entregue às multinacionais de petróleo americanas, era partilhada&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;por estas com as elites tradicionais e a alta classe média, ambas americanizadas,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vivendo mais nos Estados Unidos que em seu país, seus filhos indo em massa&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;estudar na Flórida, falando mais inglês que espanhol, acostumados todos a&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver a Venezuela como uma fazenda de onde extraiam sua boa vida. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Venezuela é o terceiro maior produtor de petróleo do mundo e exporta a&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;maior parte da produção para os Estados Unidos. Chávez começou por questionar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a dominação americana sobre o petróleo. Procurou fortalecer a capacidade&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de negociação da PDVSA (a empresa estatal venezuelana) com as multis. Além&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;disso, constatando que as políticas das grandes potências haviam levado à&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;redução brutal do preço internacional do petróleo (chegou a menos de 20 dólares&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o barril de 60 litros, isto é, petróleo estava mais barato que água mineral),&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;assumiu a presidência da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e desenvolveu uma política de valorização do preço do óleo. Isso causou ódio&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e remordimento nos Estados Unidos e nos outros países ricos. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chávez também tratou de retirar das classes dominantes locais parte dos benefícios&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;que recebiam do petróleo para poder investir na melhoria de condição de vida&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;da população trabalhadora, especialmente em educação, saúde, alimentação,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;habitação. Isso enfureceu os velhos setores dominantes venezuelanos. Também&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;o governo direitista espanhol, então comandado por Aznar, se incomodava.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Porque a Espanha, ainda que há muito derrubada de sua condição de potência&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;colonialista na América Latina, mantém grandes investimentos e desenvolve&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;grande influência política por aqui, na condição de país sub-imperialista.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os americanos, auxiliados pelo governo de Aznar, conspiraram com as classes&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dominantes locais pela derrubada de Chávez em 2002. Deram o golpe, mas não&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;levaram, impedidos por um levante popular associado a uma tomada de posição&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de parte das forças armadas em favor legalidade. Chávez reassumiu tendo muito&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais clareza de quem eram e como atuavam os inimigos do povo venezuelano.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aprofundou sua política de nacionalização do petróleo e de destinar os benefícios&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;dessa riqueza para os mais pobres. Sabendo o tamanho da ameaça, tratou também&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;de fortalecer as forças armadas venezuelanas, comprando armas para melhorar&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;a qualidade da defesa do país, vizinho de uma super-armada e pró-americana&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Colômbia e de várias bases militares dos Estados Unidos. Como diz o velho&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ditado, “bobo é quem pensa que o inimigo dorme”. Chávez também mudou as leis&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;do país, promoveu a elaboração de uma nova Constituição, reformou a Justiça&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e o Parlamento, reforçando a participação popular. &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por tudo isso, Chávez é acusado de ditatorial. O interessante é que todas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;as mudanças promovidas por Chávez foram feitas à partir de eleições, plebiscitos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;e consultas à população. Desde 1998 realizaram-se dez eleições e plebiscitos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no país. Nenhum governo em tempos atuais consultou tão freqüentemente a população&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como o venezuelano. Eleições cuja lisura não foi contestada por observadores&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;internacionais.  Chávez ganhou todas e por larga margem. A oposição golpista,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;decidida a desmoralizar o regime político do país, esteve ausente de uma&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;eleição. Comandou a abstenção, mas o povo votou em massa em Chávez e em seus&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;candidatos ao Congresso. Resultado, com esse ato estúpido, apolítico, a oposição&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ficou sem representação nos poderes da República. E depois, saiu acusando&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Chávez de ditatorial.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Certamente Chávez tem lá seus defeitos. Mas para se adotar uma posição madura&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sobre ele e seu governo, para ver com clareza no meio desse tiroteio é preciso&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;levar em conta o principal. Registro três aspectos:&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1)Trata-se de um governo antiimperialista, construindo a independência de&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu país e, por isso, um poderoso aliado de todos os povos latino-americanos&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;na luta contra as políticas imperiais que nos empobrecem e mantêm dependentes.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Brasil e todos os outros países do continente têm sido beneficiados pelas&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;posições e políticas do governo de Chávez.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;2) Também é preciso ver que ele vem promovendo políticas de melhoria das&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;condições de vida da população trabalhadora e mais pobre da Venezuela e estimulando&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;seu desenvolvimento econômico.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;3) Todas as grandes decisões de governo têm sido respaldadas em eleições&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;legítimas.  &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atualmente, a irritação oligárquica contra Chávez alcança um novo ápice.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso porque seu governo está propondo uma nova reforma constitucional. Uma&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;das propostas é ampliar a possibilidade de reeleição do presidente da República.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O povo venezuelano vai votar livremente e dizer se apóia ou não essa proposta.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se apoiar, Chávez poderá se reelegr outras vezes. E o povo venezuelano irá&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;conferir no futuro se tomou uma decisão acertada ou não. É seu direito, é&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sua responsabilidade. Isso é democracia, é ou não é? &lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ou democracia é comprar deputados e fazer passar uma emenda à Constituição&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;no Congresso para permitir a reeleição do presidente, sem consultar a população,&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;como fez FHC mudando a regra do jogo para ganhar um novo mandato em 1998?&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isso é democracia ou é golpe? É golpe.  Mas para a imprensa oligárquica FHC&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;é o democrata impoluto. E Chávez é que é ditador? Poupem-nos de tanta hipocrisia!&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Carlos Azevedo é jornalista&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8850781514176178959?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8850781514176178959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8850781514176178959&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8850781514176178959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8850781514176178959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/12/o-muro-de-chavez.html' title='O Muro de Chavez'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R1SmMCG8oAI/AAAAAAAAADo/YamTs-YygFw/s72-c/Hugo_Chavez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3943338818865441447</id><published>2007-11-28T12:39:00.000-03:00</published><updated>2007-11-28T12:46:38.100-03:00</updated><title type='text'>Educação como prática da liberdade? Alfabetização freireana em Guiné-Bissau</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Texto maravilhoso de uma grande amiga, que tem um grande trabalho. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Como me interesso pelo assunto, também coloco no meu blog. Se quiser ler o texto na íntegra: &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2932&amp;amp;Itemid=124"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo Presente&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;. Uma pena que os brasileiros saibam pouco sobre um de seus maiores educadores. E que seu conhecimento nao esteja nas bocas de quem queria que estivesse.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por: Larissa Costa (PPGHC/UFRJ)1&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Guiné-Bissau é um pequeno país localizado na costa Ocidental da África entre o Senegal e a Guiné-Conacry. Na década de 1970, tinha cerca de 800.000 habitantes que viviam majoritariamente da agricultura. Esta região, que fora colônia portuguesa por 5 séculos, se tornou independente, em 1974, após 15 anos de luta pela libertação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Guiné-Bissau, no após-independência, tinha todas as condições objetivas para depender de outras sociedades, visto que seus recursos financeiros eram escassos e sua estrutura produtiva era frágil, não integrada e nem auto-sustentável, por ter sido organizada para atender as necessidades externas. Entretanto, este país optou por um projeto de desenvolvimento sócio-econômico que visava a transformação da sociedade, buscando romper com a situação de dependência. (Cf. ALMEIDA, 1981, p.2-3) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137916823511466946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R02MIQ7ng8I/AAAAAAAAADg/z05XAjmqSq4/s200/guine2.jpg" border="0" /&gt;Quadrinho publicado no jornal guineense Nô Pintcha&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;No período de transição, de 1974 a 1976, os dois primeiros anos após a independência, o objetivo não era mais combater um inimigo concreto, mas era edificar uma nova sociedade. Para tanto, eles visavam promover o “suicídio de classe”, termo de Amílcar Cabral, líder do movimento pela independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde, empregado pelos integrantes do PAIGC, ou seja, pretendia-se acabar com a elite nacional de aculturação portuguesa. (Cf. FREIRE, 1977, p.21-23, OLIVEIRA, 1980, p. 77-82) Este objetivo de reconstruir a nação sem lutar contra um inimigo palpável foi de uma abstração tal que não suscitou o mesmo entusiasmo e mobilização populares, donde podemos inferir que a herança colonial atuou como forte freio ao projeto de desenvolvimento nacional. Vale lembrar que Guiné-Bissau era, naquele momento, um pequeno país desprovido de riquezas valorizadas no mercado internacional, a população continuava a viver em regime de auto-subsistência nas zonas rurais e a maior parte dos produtos consumidos em Bissau, capital do país, eram importados. Após o reconhecimento dos problemas nacionais, o Partido Africano pela Independência de Guiné-Bissau e Cabo Verde – PAIGC – resolveu introduzir as mudanças lentamente. Na educação, diante da falta de recursos optou-se por manter a estrutura escolar colonial, corrigindo, como o Comissariado da Educação dizia, os erros mais gritantes. (Cf. OLIVEIRA, 1980, p. 77)Devemos refletir sobre a manutenção da estrutura escolar colonial vigente, pois que benefícios poderia trazer aos guineenses a expansão de um ensino marcado pela ideologia colonialista? Em contrapartida, outra questão de fundamental importância é como mudar radicalmente a educação se faltavam recursos? O Comissário de Educação Mário Cabral, no início do governo do PAIGC, chegou a pensar no fechamento das escolas até que se organizasse o ensino de acordo com os novos parâmetros propostos pelo partido. Todavia, dois anos após a independência, em 1976, admitia que “isso era um sonho”, pois, ao fazer isso, acabaria optando por algo mais danoso, visto que a falta de recursos ocasionaria a interrupção das aulas . (FREIRE, 1977, p.50)&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.tempopresente.org/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=2932&amp;amp;Itemid=124"&gt;Continua&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3943338818865441447?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3943338818865441447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3943338818865441447&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3943338818865441447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3943338818865441447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/11/educao-como-prtica-da-liberdade.html' title='Educação como prática da liberdade? Alfabetização freireana em Guiné-Bissau'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R02MIQ7ng8I/AAAAAAAAADg/z05XAjmqSq4/s72-c/guine2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2716795054015733088</id><published>2007-11-26T13:25:00.000-03:00</published><updated>2007-11-26T13:32:13.487-03:00</updated><title type='text'>Tangay</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0r08w7ng7I/AAAAAAAAADY/7WVCnBSGP4U/s1600-h/TANGOQUUER.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137187649733755826" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0r08w7ng7I/AAAAAAAAADY/7WVCnBSGP4U/s200/TANGOQUUER.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje abriu o primeiro festival de tango gay de Buenos Aires. A terminaçao correta é "queer", um termo politicamente correto que surgiu nos estados unidos há alguns anos para colocar em um bolo só (como se fossem ingredientes ou precisassem de classificaçao) os gays, bi, trans, trav, simp e outras cacofonias sexuais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E vai ter palestras, e vai ter oficinas, e vai ter filmes temáticos (de tango) e , claro, ai meu texto, muita dança!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O legal disso é que o festival nao surge do nada. Existe um pequeno-movimento-crecente do tango queer. Em oposiçao aos códigos machistas de uma dança machista de uma sociedade machista (a argentina). A arte como encontro, toque, independente do ser tocado ou o ser tocante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê aí: &lt;a href="http://www.blogger.com/www.festivaltangoqueer.com.ar"&gt;FESTIVAL QUEER TANGO&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2716795054015733088?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2716795054015733088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2716795054015733088&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2716795054015733088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2716795054015733088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/11/tangay.html' title='Tangay'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0r08w7ng7I/AAAAAAAAADY/7WVCnBSGP4U/s72-c/TANGOQUUER.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5757695544968314505</id><published>2007-11-26T11:25:00.000-03:00</published><updated>2007-11-26T13:18:25.716-03:00</updated><title type='text'>Almirante Negro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0rxmQ7ng6I/AAAAAAAAADQ/66VmUgAO640/s1600-h/ALMIRA.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5137183964651815842" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0rxmQ7ng6I/AAAAAAAAADQ/66VmUgAO640/s320/ALMIRA.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hoje foi o fim da Revolta da Chibata. Há 97 anos atrás. Isso me faz lembrar que alguns grandes atos , pelo menos aqueles de grande representatividade, que vao inspirar e virar liçoes nas escolas, nem sempre "heroizam" seus heróis. É o caso do Almirante Negro. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ele nao morreu com tiro no peito, sangue e camera lenta. Foi com um cancer no intestino, aos 89 anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lutou contra as injustiças sociais e raciais. Mas foi visto como um bandido da cara preta. Virou até queridinho de intelectuais (que adoram histórias do ignorante genial). Mas ninguém comprou angu pra sua família.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ganhou um Aldir e Bosco, um doc.urto de 1987 e um livro. Ainda nao recebeu anistia da Marinha. Quiseram transforma-lo em herói da pátria. Entrei no site do Governo Federal. Nao consegui informaçao de nada disso aí em cima.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Foi preto. Nulo. E nada. É o que fazemos com nossos personagens borgenianos. Invalidamos ainda mais as horas de um homem.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Matéria JBlog&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://heroisdaresistencia.blogger.com.br/2004_07_01_archive.html#28864844"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;Almirante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5757695544968314505?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5757695544968314505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5757695544968314505&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5757695544968314505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5757695544968314505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/11/almirante-negro.html' title='Almirante Negro'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/R0rxmQ7ng6I/AAAAAAAAADQ/66VmUgAO640/s72-c/ALMIRA.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-1138645992654410432</id><published>2007-11-01T11:40:00.000-03:00</published><updated>2007-11-01T11:41:56.988-03:00</updated><title type='text'>A nova paixão argentina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;                         &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;h3 class="post-title entry-title"&gt;Texto meu roubado de um  blog para o qual escrevi. É uma putaria de blogs. Quem quiser visitar: www.poresporte.blogspot.com &lt;br /&gt;&lt;a href="http://poresporte.blogspot.com/2007/10/nova-paixo-argentina.html"&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;/a&gt;                      &lt;/h3&gt;                        &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Bb25ft56iqI/RyIqp_q0SkI/AAAAAAAAAbE/k7_qgDKxA3Q/s1600-h/Pumas+Argentina.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5125706226855070274" style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center;" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Bb25ft56iqI/RyIqp_q0SkI/AAAAAAAAAbE/k7_qgDKxA3Q/s400/Pumas+Argentina.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size: 78%;"&gt;Seleção de rugby da Argentina vira mania entre os hermanos (foto: divulgação)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Por Bruno Moreno, de Buenos Aires&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles são uma mistura de lenhadores, guerreiros bárbaros, seguranças de boate e modelos. Estão nos outdoors de Buenos Aires, nas tevês, nas capas dos principais jornais. Fazem campanhas de mates e de lojas por atacado. Aparecem em poses sensuais em calendário estilo Pirelli. Viraram febre entre jovens e idosos, homens e mulheres. Não são artistas, nem futebolistas. Os Pumas, como são chamados os jogadores da equipe de rugby da Argentina, são um fenômeno de mobilização e marketing em torno de um esporte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é à toa. Fizeram história no Mundial de um esporte que é pouco conhecido no Brasil, que acabou de ser disputado na França. Chegaram em um inédito e aplastrante terceiro lugar, vencendo os donos da casa na decisão do bronze. Se já eram festejados como guerreiros antes disso, agora são celebrados como heróis. Essa semana, uma multidão foi recebê-los no aeroporto cantando a plenos pulmões o hino nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A camisa da seleção é branca com listras azuis, mas horizontais. São 15 'animales' em campo. O nome Pumas surgiu em 1965. Na ocasião, a Argentina venceu, em jogo histórico, a equipe júnior da África do Sul (apelidados no meio de Springboks), em Johanesburgo. Um jornalista local confundiu o Jaguar, símbolo da equipe, com um Puma. Pegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que essa paixão tem uma história. O rugby é um esporte de classe média-alta, com 50 anos de existência no país. Conta com boa adesão e presença marcante no cotidiano argentino, ainda mais se pensarmos em uma modalidade tão distante das que temos na América do Sul. São 45.000 jogadores no país e 250 fora dele. Ídolos do passado também são festejados, datas lembradas. Existe um torneio nacional bem disputado, a URBA. Alguns dos Pumas surgiram desse campeonato.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As equipes são dos bairros da Grande Buenos Aires e demais províncias. O "ráguebi" sempre teve seu lugar cativo no dia-a-dia desportivo daqui, mas nunca com aceitação popular nesse vulto. Horácio Pagani, articulista do Diário Clarín, ilustra bem isso ao descrever uma vitória da seleção no mesmo dia de um clássico nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Cheguei na redação depois de um Boca e River. Achei que ia encontrar as pessoas falando da atuação dos jogadores, dos lances polêmicos, gritando o maior clássico do país. Para minha surpresa, vislumbrei um ambiente tenso, com os olhos voltados para a TV, com gritos e comentários sobre a atuação de uns monstros em torno de uma bola ovalada. Eram os Pumas enfrentando a Escócia nas quartas. Aos poucos, fiz parte da platéia. E, sem me dar conta, já estava envolvido com aquela garra, me sentido mais patriota do que nunca. Quando vi, já estava com os punhos no ar comemorando a vitória da seleção e me esquecendo que tinha uma matéria para escrever sobre o que supostamente seria o mais importante: o superclássico&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota importante: no dia do jogo contra a Escócia, após o clássico acima referido, alguém inventou de colocar um telão no Monumental de Nuñez, com o jogo dos Pumas ao vivo. Passados alguns minutos, tiveram que desligar. Nenhuma das duas torcidas havia saído do estádio ainda, assistindo à partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Máquinas de porrada e marketing&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora dos campos, os Pumas também se deram bem. Com patrocinadores grandes e abundantes como Quilmes, Adidas, Peugeot, Nike e Visa, eles movimentaram a economia argentina. Estima-se que houve um investimento, só em campanhas publictárias, de 30 milhões de pesos. Isso é mais do que foi gasto com a seleção de futebol na Copa da Alemanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A audiência televisiva esteve nas alturas. As partidas dos Pumas fizeram o canal aberto 9 conseguir índices raríssimos, principalmente se tratando de um jogo de rugby. Mesmo dividindo telespectadores com a ESPN e o futebol, ficou entre os quatro primeiros no geral. Já se pensa a cobertura do torneio nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As campanhas geralmente são associadas à garra e ao compromisso dos jogadores. Mesmo na adversidade, mesmo contra adversários mais fortes, mesmo desacreditados, os Pumas se superam e seguem em frente. É clara a associação desse espírito com o espírito argentino de batalhas e conquistas, ainda mais em um ambiente econômico ainda instável e de derrotas seguidas no futebol, que ainda se sustenta como a maior paixão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Além disso, são vistos como animais com corações doces. Uma propaganda interessante mostra um dos defensores da equipe dando porrada em todo mundo. Ao fundo, uma ópera bem cantada. Bem cantada por ele mesmo. Omar Hasan é um monstro, barítono e vai lançar um cd de ópera com tango.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais exemplos são o abuso da imagem dos jogadores abraçados unidos, cantando em coro, de forma apoteótica, em todas as partidas, o hino nacional (chegou a dar polêmica essa maneira tão efusiva de patriotismo). Os Pumas viraram exemplos até para empresas grandes, em treinamento de coletividade e grupos de RH. Se tornaram um modo de viver, um exemplo de conquista e êxito que promete ser ainda bastante explorado pela mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Efeito Puma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a bela campanha dos Pumas no Mundial, as atenções se voltam para o torneio nacional. A URBA chega às semifinais (se darão em novembro) e a procura por ingressos já é grande. Mas o fato que mais chama atenção é o aumento vertiginoso da procura por vagas nas escolinhas de rugby.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dirigente de um dos times de Buenos Aires disse que já recebeu cerca de 500 inscrições só este mês. Dez vezes mais do que o normal. Segundo dados da UAR (Unión Argentina de Rugby), em 2005 e 2006, o número de inscrito em escolinhas infantis era de 14 mil. Só em 2007, já chega a 17 mil. E a maior parte desse número se deve ao último mês. O número de crianças vai crescer cerca de 35% com relação aos anos anterirores. "Ninguém esperava isso", afirma Edgardo José, diretor das categorias infantis do UAR, ao La Nación.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pumamania se deu também entre jovens e adultos. Os clubes registraram um aumento, mesmo que menor, nas categorias entre 17 e 23 anos. Não só em Buenos Aires, mas também na maioria das províncias argentinas. "É muito bonito o que está acontecendo no país", completa Edgardo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Futuro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, liderados pelo capitão Agustín Pichot, a maioria dos jogadores do plantel atual bateu de frente com os dirigentes da UAR e renunciaram à seleção. Na época, alegaram falta de estrutura, falta de investimento, falta de atenção aos jogadores que lutavam em campos argentinos, e a suspensão de seus salários. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns os tacharam de mercenários, quando, na verdade, chamaram atenção para a melhoria do esporte. A contenda chegou ao fim, os jogadores se uniram e prometeram fazer história. Pichot saiu da França, onde joga, para defender os Pumas na Argentina. Recebeu apenas 20 pesos de pagamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, esses mesmos jogadores voltaram a cobrar mais profissionalismo por parte dos dirigentes. "Se queremos um esporte de ponta, não devemos mais funcionar como amadores", declarou Pichot há alguns dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma pressão internacional para que a Argentina seja incluída nos principais torneios do esporte, além do Mundial: os das Três e Seis Nações. A imprensa diz que a UAR precisa se esforçar mais para que a seleção participe desses campeonatos. E que eles são fundamentais para a melhoria da equipe e preparação para o Mundial de 2011, na Nova Zelândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora os embates nos bastidores entre imprensa, atletas e dirigentes, um fato ocupa a mente de todos: a renovação. Algumas das principais estrelas já não estarão mais na equipe e o atual técnico, Marcelo Loffreda, já entregou o cargo para treinar uma equipe inglesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, novos astros (no campo e no marketing) já surgem. Os jovens Juan Martin Hernandez e Ignacio Corleto são um exemplo. "Temos bons jogadores vindo aí, além da manutenção de alguns outros mais experientes. No entanto, esse trabalho tem que continuar a ser feito, com profissionalismo e ajuda de todos. Sem brigas políticas, sem rivalidades, sem norte nem sul", idealiza Pichot, candidato a novo técnico, capitão, líder e símbolo de uma geração que fez história e criou uma nova e promissora paixão nos corações argentinos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-1138645992654410432?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/1138645992654410432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=1138645992654410432&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1138645992654410432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/1138645992654410432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/11/nova-paixo-argentina.html' title='A nova paixão argentina'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Bb25ft56iqI/RyIqp_q0SkI/AAAAAAAAAbE/k7_qgDKxA3Q/s72-c/Pumas+Argentina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7228297538122301044</id><published>2007-10-27T11:46:00.000-03:00</published><updated>2007-10-27T12:32:23.793-03:00</updated><title type='text'>Jenifferização do Globo ou Quércia Vem Aí</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RyNXfoT13oI/AAAAAAAAAC8/bIJtHkMJk10/s1600-h/cristina_reuters.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RyNXfoT13oI/AAAAAAAAAC8/bIJtHkMJk10/s200/cristina_reuters.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5126037001785958018" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;J&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;urei não escrever mais sobre a argentina nesse blog. Mas estou aqui e leio coisas do Brasil. E vou ser breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com todo perdão ao Globo, ao discurso de audiência na Internet, de informalidade da linguagem e essas justificações mal-ajambradas para o fim de um jornalismo sério, vá às cucuias &lt;a href="http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2007/10/26/326911319.asp"&gt;a matéria&lt;/a&gt; sobre Cristina Kirchner, publicada ontem no on.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou aqui em Buenos Aires e acompanho de perto e com muita atenção as eleições (que se darão neste domingão. De sol, espero). A Argentina não é um país qualquer. Está atrelada ao Brasil historica, cultura e, por causa do louvável (embora criticável) Mercosul, econômicamente. Milhões de coisas importantes ocorrem nas campanhas e no atual governo. Ótimas variáveis para serem exploradas nessa reta final (e algumas, justiça seja feita, postadas no referido site) como a divisão por classe social dos votos argentinos, a disputa pelo segundo turno, a força das mulheres na política daqui e a constante reinvidicação ao posto de Evita Perón, o desinteresse dos jovens portenhos pela atual eleição a presidente, o antikirchinerismo, as mil patas do peronismo (o que é? o que é o neo? como se tansformou nessa cultura neoliberal? quem se aproveita dele?), o suposto aumento da corrupção (mas como também esse governo denuncia mais do que outros), o Indec (taxa de inflação), as coligações e a força das províncias nos votos, a falta de presidentes de mesa para as urnas, as filas imensas e às pressas para retirada do DNI (identidade daqui e que permite votar) e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No lugar disso, um retrato triste, pouco inspirado, de alguns editores de moda, sobre o jeito Cristina de se vestir, pentear etc. Com a pretensão de ser um retrato sociológico através da banalidade (o que se pretende pós-moderno e cujo resultado mostra o contrário), dizem que a candidata é uma espécia de Jennifer Lopez. Como diria Silvio Luiz: o que é que eu vou dizer lá em casa pra patroa? Eu não digo nada. Em vez disso deixo uma sugestão de matéria (pra aqui ou para o Brasil) de uma excelente e séria (nunca vi nada parecido aí) revista chamada Caras Y Caretas (especial eleições).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na edição 'A Epopéia do Voto', a história do voto na Argentina contada por diversos especialistas, com artigos aprofundados e informativos. Assim como crônicas e reportagens especiais sobre fatos do país (aumento da pobreza, aniversário de morte do Che Guevara, a poluição dos Rios em torno de Buenos Aires). No entanto, uma me chamou atenção pela criatividade, apelo e contextualização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jornalista Pablo Llonto , em matéria chamada, 'Yo Pintaré las calles nuevamente', conta a história das eleições na argentina através das pixações nos muros de Buenos Aires. Palavras de protesto, reproduções de jingles e slogans de camapanha, frases proferidas por políticos. Tudo isso faz parte da cidade e nos conta, num mosaico meio marginal, o que se passou e o que se pode passar. Está no dia-a-dia, no nosso andar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele faz um retrato simples e informativo sobre o que nos conta as palavras dos muros. As isenta da carga de marginalidade geralmente atrelada. Uma espécie de ensaio breve sobre os Quércia Vem Aí de nosso país.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7228297538122301044?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7228297538122301044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7228297538122301044&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7228297538122301044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7228297538122301044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/10/jenifferizao-do-globo-ou-qurcia-vem.html' title='Jenifferização do Globo ou Quércia Vem Aí'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RyNXfoT13oI/AAAAAAAAAC8/bIJtHkMJk10/s72-c/cristina_reuters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-228568057751321636</id><published>2007-10-16T01:22:00.000-03:00</published><updated>2007-10-16T01:30:27.503-03:00</updated><title type='text'>GRAN HERMANO QUE VALE ASSISTIR</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RxQ82l9Z0xI/AAAAAAAAAC0/EEzN-Yizqm8/s1600-h/san_martin.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RxQ82l9Z0xI/AAAAAAAAAC0/EEzN-Yizqm8/s200/san_martin.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5121785584827355922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem é melhor: Pelé ou Maradona? Todos sabem que a esmagadora maioria dos brasileiros escolhem o negão e os argentinos , muitos deles, vociferam o posto de dieguito. No entanto, a tevê argentina deu um exemplo de que essa discussão pode ser aprofundada, alongada e , contra o que dizem os mestres instantâneos de mba’s da vida, encher de cultura o grande palco da espetacularização barra vendas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Nada que ver só com a questão acima. Até porque Armandito ficou fora da resposta à uma pergunta um pouco mais ampla: qual é o maior argentino de todos os tempos?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mais de dois milhões de portenhos responderam, através da clássica fórmula bigbrotheriana de sms + internet. Quem perguntou foi o programa &lt;a href="http://www.elgenargentino.com.ar/index.html"&gt;El Gen Argentino&lt;/a&gt; , que passou no canal aberto Telefe. Interessante ver nomes grandiosos como Borges, Fangio, Evita, Che Guevara, Piazolla, Mercedes Sosa, o próprio Dieguito e por aí vai.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Melhor ainda verificar o formato do show. Composto por um apresentador e quatro especialistas (três jornalistas e um historiador – que municiavam de informações , elogiosas e críticas, aos telespectadores, assim como respondiam perguntas sobre as figuras históricas), além de uma platéia um pouco mais questionadora que as velhinhas vazias e doces do Sílvio Santos, ‘El Gen’ tentava explicar um pouco dos passos de uma nação através dos seus mitos. Dividiu primeiro em categorias (esportes, artes, política). Depois foi rolando o saudoso mata-mata (volta, Brasileirão!) até se chegar nos finalistas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Vão dizer que é impossível fazer esse tipo de julgamento, que é perda de tempo, etc. Para mim, a quem interessar possa saber o que acho de alguma coisa, todo tipo de reflexão a ser feita nesse mundo midiático é válida. Ainda mais quando entra em um canal aberto, democrático. O próprio apresentador, antes de anunciar o hermano número 1, agradeceu a oportunidade de se fazer um tipo de programa assim: com análises, informações históricas, debates críticos, sem a presença (incrível essa) de nenhuma modelo-atriz, ator-cantor, famoso-nada, participante-quem, da vida. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;É um momento de se respirar e dizer, de um certo modo, que ídolos criamos, qual o seu legado, como devemos ver isso, o que lembrar, por que lembrar.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;O formato da Endemol teve sua hora de anjinho e cochichou coisas boas nos ouvidos dos teles. Curioso notar também que os argentinos também precisam tomar mais óleo de fígado de bacalhau patriótico. Ginobili teve mais votos que Borges, Batistuta na frente de Piazolla e , entre os 30 mais, nenhum ativista política, prêmio Nobel. Um dos julgadores presentes puxou a orelha da galera: “Que tenham mais senso crítico e orientação histórica na hora de votarem” (a eleição para presidente aqui é em duas semanas)”. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Percalços à parte e mesmo merecendo mais votantes, a contenda chegou ao fim. Cara-a-cara, dois monstros sagrados das ações transformadoras de um país e dos seres humanos dentro dele: General San Martín e René Favaloro. O primeiro libertou todo mundo. Nasceu aqui, foi pra Europa, lutou com os espanhóis contra os franceses , voltou e , contra os mesmos espanhóis, quis libertar sua terra. Acabou ajudando a libertar o Chile e o Peru também. O segundo foi só o cirurgião cardíaco que criou o by-pass, a ponte de safena, que salva milhares até hoje. Favaloro operou um bondão da classe pobre de graça e se suicidou em 2000. Deu o General por apertados 55%. De qualquer maneira, uma linda reverência a tudo o que um país criou, uma eficiente referência aos chicos que podem criar mais ainda. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E o Brasil, hein? Por quê não copiamos descaradamente e fazemos algo do tipo? Não vale a pena tirar mitos encruados das entranhas? Recriar Getúlio é mexer no queijo do Lula? Humanizar o Pelé é tirar da indústria folclórica e identitatória do futebol? Dizer que Machado é preto é burrice de movimento? Estamos com medo de que a Xuxa apareça na frente de Paulo Freire?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Será que temos medo de não ter figuras que escapem de fatos vexatórios? Será que daremos conta de que a pergunta que nos corrói e que afinal teremos que fazer é uma pergunta sem resposta?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Quem é melhor: Capitão Nascimento ou Zé Pequeno?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-228568057751321636?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/228568057751321636/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=228568057751321636&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/228568057751321636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/228568057751321636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/10/gran-hermano-que-vale-assistir.html' title='GRAN HERMANO QUE VALE ASSISTIR'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RxQ82l9Z0xI/AAAAAAAAAC0/EEzN-Yizqm8/s72-c/san_martin.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-4819632877694917785</id><published>2007-10-09T11:28:00.000-03:00</published><updated>2007-10-09T17:40:44.436-03:00</updated><title type='text'>Guerra dos Tomates</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwuQg34IesI/AAAAAAAAACs/49sSCEWDXQ0/s1600-h/tomate_chonto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5119344295866301122" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwuQg34IesI/AAAAAAAAACs/49sSCEWDXQ0/s200/tomate_chonto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nao precisei ir muito longe para ver uma açao de coletividade funcionando. Virei a esquina. Aqui em Buenos Aires , em plena era do elogio do consumismo e prazer pessoal, os cidadaos, exercendo o papel de verdadeiros consumidores (os que entendem que a força está em quem compra, nao em quem vende) deram uma aula de organizaçao e atitude. E o vilao dessa história nao é nenhuma mega –corporaçao. Trata-se de um serzinho vermelho, meio fruta meio legume, com pele fina e vascularizada: o tomate. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há um embate aqui sobre as taxas de inflaçao, o chamado INDEC, divulgadas pelo governo. O presidente Kirschner diz que elas estão corretas, ou seja, baixas, controladas. Alguns outros órgãos independentes, de entidades de consumidores (Defensa de usuarios y consumidores, Centro de Educación al Consumidor, Asociación de Defensa de Usuarios y consumidores ,etc) dizem que não. E, para provar, compararam o preço do tomate divulgado pelo INDEC e o preço real. Parece piada. Na tabela do governo, o fruto está em torno de 04 pesos, o kilo. Nas prateleiras de supermercados e nos mercaditos ou verdulerias (umas lojinhas bonitas e organizadas que vendem frutas e verduras e que estão quase em toda esquina) chegam a 18 pesos. Ontem passei por uns três aqui no bairro de Palermo. De manhã o tomate estava custando 16, o kilo, em média.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Pois bem. Os argentinos ,então , pararam de reclamar e agiram. Tais entidades convocaram a populaçao para uma semana de boicote ao vermelhinho. Nas ruas, apoio total. Quase ninguém compra tomate. Todos acham um absurdo, que há alternativas para a salada e para os molhos. Até os comerciantes fazem aquela cara de sem-graça e concordam com a ação. É uma mobilização para mostrar que o governo está enganado (ou querendo enganar). Alguns supermercados, eles mesmos, se juntaram e comunicaram que não vendem mais tomate até o preço abaixar. O presidente da Federação de Comércio de Buenos Aires, o Raúl Lamacchia, declarou ao Clarín que o alto preço é fruta da grande demanda, resultado do crescimento que vem passando o país. Os agropecuários se calam. A favorita à sucessão da presidência, Cristina Kirschner, diz que essa dinâmica nos preços é razoável, normal. E voltou, junto com o marido, a defender o INDEC. Detalhe que no almoço de ontem dela com alguns empresários, de acordo com o La Nacion, uma bela salada caprese, com um belo recheio de tomate. A oposição faz o seu papel (se opor) e diz que, nas palavras de Roberto Lavagna, adversário direto de Cristina ( e ex ministro da Fazenda de Kircshner)o governo fez um monte de besteiras na área econômica e que suas intervenções fazem cair os investimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Palavras à parte, li o Clarín de hoje e vi que o preço dos tomates tinha baixado drasticamente. Em apenas um dia. Fui novamente no mercadito aqui perto de casa. Cheguei na seção do fruto, o dono me olhou sabendo que eu só estava lá pra ver, checar, assim como muitos outros o faziam na mesma hora. Fui embora com a comprovaçao do Clarín e da força das atitudes coletivas. Em pouco mais de 24 horas o kilo do tomate da salada caprese de Cristina Kirschner tinha baixado de 16 para incríveis 9 pesos. “Tenho que baixar. Ninguém compra tomate” – disse o dono do mercadito. E ainda temos uma semana pela frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-4819632877694917785?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/4819632877694917785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=4819632877694917785&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4819632877694917785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/4819632877694917785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/10/guerra-dos-tomates.html' title='Guerra dos Tomates'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwuQg34IesI/AAAAAAAAACs/49sSCEWDXQ0/s72-c/tomate_chonto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5098986152797861091</id><published>2007-10-04T13:31:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T13:48:25.740-03:00</updated><title type='text'>O ensinamento de um mito</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwUXGxfUdsI/AAAAAAAAACk/ka_A5Jic5jw/s1600-h/Thriller.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5117521956707792578" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwUXGxfUdsI/AAAAAAAAACk/ka_A5Jic5jw/s320/Thriller.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ezembro de 2007 será o mês de aniversário de uma revolução. A primeira, de duas. Provavelmente não será comentada como o marco de uma era, e do modo de vida de uma era. Provavelmente o seu líder , o Buendía do sapato brilhoso, será o foco distorcido de um acontecimento lindo. No dia 01 do mês referido, há 25 anos atrás, o álbum Thriller, de Michael Jackson, era lançado nos Eua. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Foi pioneiro ao levar à criação da linguagem dos videoclipes modernos, como na faixa-título. Foi profético ao mostrar (a ainda invisível) monstrualização de um artista. Foi suave , na junção melódica perfeita com Paul Mcarney em ‘Girl is Mine’. Foi genial por causa também da genialidade de Quincy Jones, como no arranjo de Beat It (salve Van Halen), uma faixa perdida em mais de centenas, que encontrou o ouvido privilegiado de um negão jazzístico. Foi pop, profundamente pop e em tudo o que isso pode significar além da fama e quantidade (de grana, de flashes, de polêmicas, de palavras) , no feito quase insuperável de ‘Billie Jean’. Não foi um disco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;E também não foi daí que o mito de MJ surgiu, mas foi a partir dele que houve o casamento quase sagrado de um homem, sua música, do mundo e de como esse mundo se move. Thriller e MJ entraram como água nos parafusos do sistema pré-neo-liberal, no embrião das tvs musicais, do mercado paralelo da fama, do espetáculo, no apocalipse imagético preconizado por Debord, da imagem acima de tudo. A música do álbum também era imagem, e imagem virtualizada, na pura acepção de fluidez (Bauman) , metamorfoses. Era um mosaico de identidades possíveis (o trash, o romântico, o pop). Indicava o fim da modernidade tão comentada pelos pós-modernos. Era o que a indústria da música precisava pra vender, era o que a indútria televisiva precisava para aprender a fabricar mitos em mundo que já metia o pé na globalização, era o que as pessoas do mundo precisavam para aprender a consumir e a se desforrar de alguns penduricalhos. E está aí a revolução. Não era apenas música, mas também não era comportamento (só o Sgt Peppers bastava se fosse). O álbum não foi o marco de uma era. Ele ensinou o que essa ‘era’ poderia ser.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas sua importância se perdeu no tempo (anti-tempo, pós-tempo, destempo). Exatamente porque as engrenagens são tão líquidas que não têm memória. Um deus não é tão deus assim. Ficou em segundo plano porque o seu general pulou para o primeiro. E, nesse movimento, está a segunda revolução citada lá em cima. Um dos criadores da maneira de se ver as coisas no mundo, cortou os olhos do mesmo mundo (como Buñuel e Dalí fizeram em Cão Andaluz). Ele se monstrualizou. E fez a maior crítica já feita a esse sistema. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aí é outro pequeno e pretensioso texto. No mais, parabéns aos 25 anos de uma obra-prima da música. Do avô de tudo o que se conhece como pop atualmente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5098986152797861091?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5098986152797861091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5098986152797861091&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5098986152797861091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5098986152797861091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/10/o-ensinamento-de-um-mito.html' title='O ensinamento de um mito'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RwUXGxfUdsI/AAAAAAAAACk/ka_A5Jic5jw/s72-c/Thriller.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7241601586872255879</id><published>2007-09-25T14:41:00.000-03:00</published><updated>2007-09-25T14:43:36.610-03:00</updated><title type='text'>Mosaico Mano Brown</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvlIqAnmngI/AAAAAAAAACc/o6gDMkkur68/s1600-h/Mbrown.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114198738413723138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvlIqAnmngI/AAAAAAAAACc/o6gDMkkur68/s320/Mbrown.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mano Brown é uma das figuras mais importantes da música brasileira. Exagero para playboy ou para puritanistas do som. Não é qualquer pessoa que lidera a criação de um gênero no país. Principalmente de um com tantos ângulos a serem debatidos, enxergados, ruminados, como é o rap nacional. Qualidade musical ou intelectual à parte, ouvir Racionais é fundamental para a compreensão do Brasil. "Existem os que ficam no beco dos tristes. Em vez de ficar recriminando, vai lá pra entender o que eles estão pensando!" , diz o homem na arena demoníaca e opressora do Roda Viva, Tv Cultura, do dia 24/9. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A entrevista não foi das melhores não. Ele não sabe se expressar e, na verdade o que importa, quem o entrevistou não tinha idéia do que ele falava. Em português claro ou escuro. O único preto mais ou menos favela era o Paulo Lins. Mas esse é comédia , filhote de Regina Casé, café com leite. Então o cenário era de um homem que nunca aparece na mídia, cuja habilidade para construir um raciocínio ao vivo é temerária, com aqueles seres de outro mundo perguntando abobrinhas salomônicas sobre os "seus manos", além de um medo e tensão no ar da parte dos entrevistadores. Vai que o negão fica puto e sai atirando. Era a cara dos brancos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A entrevista foi das melhores sim. Pelo menos pra mim, que pude entender um pouco mais aquela cabeça, aquela de versos geniais, de obras peremptórias, do líder de um grupo que é escutado até no cú da Amazônia, nas maquinhas da vida. Foi boa porque tive a oportunidade de ouvir uma figura imensa dizer que é contraditório, que não quer que ninguém o siga, que é um pai ausente. Um artista "da periferia" (argh!) chamar traficantes de ‘comerciantes’, de ‘parceiros’ e ver a cara estupefata dos entrevistadores assépticos, que são incapazes de entender essa relação muito além do maniqueísmo burro de heróis e bandidos que existe "lá". Tive a oportunidade de ver um homem falar que a atitude é a do cotidiano, mesmo que tenha se enrolado horrores pra dizer, de criar a barreira provocativa , transparente e raivosa do "nós" (pretos, favelados, da quebrada) e "vocês" (brancos, frouxos, dominadores) , de citar a pirataria inevitável. "Os caras vêm e falam: ‘pô, brown, assina aqui pra gente vender o teu disco!’ Aí eu vou ter que fazer né. Os caras estão ali ralando, tem filho pra sustentar. É o meio de ganhar dinheiro. Eu dou força porque eles estão o dia inteiro enchendo o saco tocando a minha música". Vi um ser público falar bem da Marta Suplicy e zombar do José Serra (Você acha que eu vou votar em quem? no Serra?). Dizer que um homem de família deveria ter vergonha de receber o auxílio-família do Lula. Enfim, de uma figura mitológica e controversa falar asneiras, verdades, tropeçar, explicar e até rir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mano Brown , embora inteligível em um alto grau, e com todas as críticas que faço a ele, ainda é um homem livre. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7241601586872255879?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7241601586872255879/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7241601586872255879&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7241601586872255879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7241601586872255879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/09/mosaico-mano-brown.html' title='Mosaico Mano Brown'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvlIqAnmngI/AAAAAAAAACc/o6gDMkkur68/s72-c/Mbrown.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-546168897419996056</id><published>2007-09-24T16:25:00.000-03:00</published><updated>2007-09-24T16:28:51.382-03:00</updated><title type='text'>Quanto custa um universitário? (Parte 1)</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvgPygnmnfI/AAAAAAAAACU/qgliQWCO6xM/s1600-h/educacao.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5113854737303117298" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvgPygnmnfI/AAAAAAAAACU/qgliQWCO6xM/s320/educacao.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1916827-EI8266,00.html"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;aiu&lt;/a&gt; a pesquisa sobre os gastos em educação feita pela OECD, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, . Além da conclusão já sabida que investimos pouco, muito pouco, no setor fundamental e médio (o pior entre os 34 países estudados), um dado que precisa nos fazer pensar: gastamos bem com os universitários. O Brasil é o país com a maior diferença entre os gastos entre estudantes dos setores básicos e superiores. Mas , além dos números, o que isso pode siginficar? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Bem, não sou dono da verdade mas coloco aqui alguns fatos que podem ajudar. E, como a Internet é o suporte do dinamismo por natureza, não vou me alongar muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil forma poucos engenheiros. Foda-se? Não. Esse dado nos diz que não há uma orientação educacional nas universidades nacionais. O capitalismo é a elegia do livre-arbítrio, mas alguma coisa está errada se pensarmos que as mentes brilhantes que saem de nossas academias não usem suas mentes brilhantes para as demandas do país. É como formarmos strippers gostosas em terra de homossexuais. Ou churrasqueiros numa tribo vegetariana. A informação não excita e apodrece. Do total de formados, apenas 5% são engenheiros, de acordo com o ibge 2005. Embora nerds, racionais extremos, espinhentos e incrivelmente chatos, eles são fundamentais para a estruturação urbana, desenvolvimento tecnológico e outros nomes compostos na indústria. Nos números da OECD divulgados esse ano, 69,8% dos brasileiros universitários cursam as ciências sociais, humanas e de negócios. Engenharia ? Apenas 4,5%. Física e matemática, 7,9%. Mais ainda.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o Ibge, em 2005, cinco cursos de baixo custo representam 46,3% dos alunos universitários brasileiros, ou seja, quase metade (administração: 14,9%; direito: 12,8%; pedagogia: 9,3%; letras: 4,7%; e comunicação: 4,6%). Se os cursos de baixo custo formam metade do scratch canarinho, por que e onde gastamos muito com universitários? Com a tecnologia? Mas como se quase não formamos especialistas nas áreas caras? Essa pergunta fica mais intrigante quando vemos que praticamente metade dos que ingressam não se formam e, mais, dos que se formam, 53% não trabalha na área que suou tanto para concluir. Então gasta-se por nada? E que tipo de universitários formamos? Que mão-de-obra temos? Para onde vai o dinheiro da vovó? Quem achou o conhecimento que gastamos muito para ter?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Brincadeiras à parte, tais dados devem nos fazer questionar não só sobre um plano educacional, uma orientação do estado para a mão-de-obra que se forma, mas também até que ponto usamos os recursos públicos para servir a uma lógica privada, ou seja, será que gastamos muito formando jovens para que eles não retornem esse conhecimento apreendido para o país, mas sim para grandes empresas transnacionais? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Fora isso, onde estão especificamente esses gastos com o universitário brasileiro se as universidades públicas estão sucateadas? O gasto maior está nas privadas? Se estiver nas públicas (o relatório não especifica isso), é com os professores? Com a conta de luz e de gás? Com o quê? Onde se gasta se não há resultado educacional minimamente bom nas academias brasileiras? Ou será que existe esse resultado e não vemos quem formamos porque eles não trabalham com o objetivo de serem vistos por todos e sim por alguns poucos? Mais uma vez: não investindo quase nada na educação de base (o que supõe-se uma alfabetização do indivíduo, como cidadão, como ente coletivo, com o olhar do outro social, mais generalista e vasta) criamos cidadãos precários e investindo demais nas especializações (faculdades) criamos mão-de-obra manipulável desse mesmo cidadão precário? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-546168897419996056?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/546168897419996056/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=546168897419996056&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/546168897419996056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/546168897419996056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/09/quanto-custa-um-universitrio-parte-1.html' title='Quanto custa um universitário? (Parte 1)'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvgPygnmnfI/AAAAAAAAACU/qgliQWCO6xM/s72-c/educacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-652819205683434191</id><published>2007-09-20T16:02:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T16:03:49.320-03:00</updated><title type='text'>Shell deles (continuação)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;C&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;om relação ao texto da Shell que postei aí embaixo. &lt;a href="http://www.clarin.com/diario/2007/09/20/um/m-01503177.htm"&gt;Segue&lt;/a&gt; o exemplar comportamento das autoridades argentinas. Fecharam mais de 50 empresas em apenas seis meses. Eu , sinceramente, gostaria de ver algo parecido no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-652819205683434191?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/652819205683434191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=652819205683434191&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/652819205683434191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/652819205683434191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/09/shell-deles-continuao.html' title='Shell deles (continuação)'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-112711761347514152</id><published>2007-09-19T12:54:00.000-03:00</published><updated>2007-09-19T13:01:03.180-03:00</updated><title type='text'>Sicko</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvFHAeXZXlI/AAAAAAAAACM/DYDrObXGWVY/s1600-h/moore.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111945125518990930" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvFHAeXZXlI/AAAAAAAAACM/DYDrObXGWVY/s320/moore.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;M&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;ichael Moore chegou. Após os premiados &lt;strong&gt;Tiros em Columbine&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Fahrenheit 9/11&lt;/strong&gt;, o documentarista de 53 anos de idade vai mostrar uma das imagens que mais incomodam o americano: Cuba. Na verdade, &lt;strong&gt;Sicko&lt;/strong&gt;, seu novo filme, é sobre o sistema de saúde yankee, batendo demais nos planos e nos hospitais. Só que, ao fazer isso, mostra a eficácia ,na área , de uma ilhota controversa. A inimiga histórica liderada por Fidel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Uma das passagens do longa mostra Moore saindo de Miami a bordo de um barco junto com dezenas de enfermos americanos, vários deles bombeiros e voluntários durante o 11 de Setembro. Eles chegam e pedem para ser atendidos na base norte-americana de Guantanamo (que atende combatentes da al-qaeda). Não obtém resposta e ,adivinha, são tratados com eficácia e seriedade pelo sistema público cubano. Independente de serem americanos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;"Me parece no mínimo imoral que 50 milhões de compatriotas não tenham acesso a um sistema de saúde decente. Isso no país mais rico do mundo. Uma criança de Detroit, hoje, tem pelo menos três anos a menos de expectativa de vida que um cubano". - disse Moore.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;No mais, um retrato cruel, duro e sarcástico da máfia da saúde yankee. Que aprendamos a fazer uma relação com a máfia da saúde brasileira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-112711761347514152?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/112711761347514152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=112711761347514152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/112711761347514152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/112711761347514152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/09/sicko.html' title='Sicko'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RvFHAeXZXlI/AAAAAAAAACM/DYDrObXGWVY/s72-c/moore.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6237195502764021814</id><published>2007-09-06T13:55:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T14:04:25.488-03:00</updated><title type='text'>No Shell deles</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RuAzAn7Yc1I/AAAAAAAAACE/eOzW8dvX3JA/s1600-h/shell_skull.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5107138063249208146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RuAzAn7Yc1I/AAAAAAAAACE/eOzW8dvX3JA/s200/shell_skull.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A secretaria de meio ambiente argentina &lt;a href="http://www.clarin.com/diario/2007/09/05/um/m-01493000.htm"&gt;fechou&lt;/a&gt; uma refinaria da Shell. A ação faz parte de um projeto de despoluição do Riachuelo, um dos rios que limita a área de Buenos Aires e que é considerado um dos mais poluídos do país. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O relatório da secretaria indica sérias irregularidades na planta da empresa, infiltrações de material combustível em depósitos , assim como acusa a Shell de retirar , sem autorização, cerca 430 milhões de litros de água do Rio da Prata. A notícia se junta a uma briga antiga entre a multinacional e o governo argentino. Já faz alguns meses que o secretário de comércio , Guillermo Moreno, acusa a petrolífera de desabastecimento deliberado de gasolina . Inclusive o presidente Kirscher, em agosto desse ano, chegou a pedir à justiça a &lt;a href="http://jc.uol.com.br/2007/08/19/not_147421.php"&gt;prisão&lt;/a&gt; de alguns executivos da corporação. A Shell diz que , em auditorias privadas, não foram encontradas tais irregularidades. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O ponto aqui é mostrar como o Estado ainda pode (e, minha opinião, deve) fiscalizar as multinacionais. No Brasil, essas empresas são quase intocáveis. A nova falocracia das marcas vira um bundalelê de turista excitado na zona tupiniquim. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Não se tem notícia de multas ou ações tão peremptórias como a que o governo argentino realizou. Não houve a barganha "sem nós-sem empregos" que aqui existe. Se polui, se está irregular, se usa a água inadequadamente e não abastece os postos, está fora da lei e contra o povo. É isso. Zéfiní. Ridículo cair na ladainha da Shell de que "auditorias privadas" (lê-se conchavos promíscuos e relatórios mentirosos) não detectaram nada. No Brasil, o conto do vigário vira fato, que vira regra, que vira doutrina e, passado alguns anos, fé.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6237195502764021814?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6237195502764021814/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6237195502764021814&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6237195502764021814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6237195502764021814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/09/no-shell-deles.html' title='No Shell deles'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RuAzAn7Yc1I/AAAAAAAAACE/eOzW8dvX3JA/s72-c/shell_skull.gif' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2400026972262013067</id><published>2007-08-29T20:32:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T20:33:28.424-03:00</updated><title type='text'>A ineficácia da palavra escrita</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;H&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;oje o mundo é contado por quem não o vive. Existe uma diferença abissal entre o que se vê ao vivo e o que se conta. Mais ainda entre o que se "sofre" (no sentido de objeto viral de uma ação) e o que se diz. Até que ponto a linguagem jornalística, como a conhecemos, é eficaz em relatar uma história? Até porque relata para mostrar. E o que mostra, não existe porque é passado, frisado, mediado, virtual. Se diz sobre o que não há, na concepção ocidental e ingênua de ilusão, não ilude? E quem apreende sistematicamente um mundo ilusório , não acaba criando e perpetuando uma supra-realidade, atualizada diariamente, em descompasso cada vez maior com o que existe? Os conceitos, pouco a pouco, não vão desgarrando das almas, de pessoa para pessoa? E o que, supostamente seria o mundo elogioso da informações democratizadas e antes impossíves, não se torna uma gotejante descomunicação? Pior, uma descomunicação que não se reconhece e gradativamente destrói os mecanismos e ferramentas que possibilitaria reconhecê-la? Não viramos cegos a enxergar o que somos no outro e no que pensamos saber, através das histórias que vemos, sobre o outro? Sem ver o que existe, falamos no que existe, nos guiamos no que existe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não seria melhor o fim da comunicação escrita? Para que reencontremos nossos caminhos e a verdadeira comunicação, não seria melhor que nos encontrássemos sem mediações? Mesmo que isso significasse um número menor de experiências, ou melhor, conhecimento sobre experiências relatadas? O jornalismo não deveria ser feito por todos? O jornalismo não deveria se transformar em uma arte calada?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2400026972262013067?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2400026972262013067/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2400026972262013067&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2400026972262013067'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2400026972262013067'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/08/ineficcia-da-palavra-escrita.html' title='A ineficácia da palavra escrita'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8709076730966011939</id><published>2007-08-29T15:30:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T15:35:15.065-03:00</updated><title type='text'>Fanta Nazi-Laranja</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtW8VX7Yc0I/AAAAAAAAAB8/Sxeg2FqX35E/s1600-h/fanta.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104192828080681794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtW8VX7Yc0I/AAAAAAAAAB8/Sxeg2FqX35E/s320/fanta.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;A&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;origem , no passado, de um produto pode definir etica e moralmente quem o produz no presente ? Pau que nasce torto se endireita? Consumir uma coisa que tenha nascido em um período excepcional e de forma desumana é contribuir para que essa "forma", mesmo terminada, ainda persista de algum modo? É defender alguma bandeira? Ou o consumo é apartidário e defende apenas o prazer pessoal, independente do mal social que causa ou causou o produto consumido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo isto para falar de um refrigerante, geralmente lembrado por crianças: a Fanta Laranja. Docinha, borbulhante, com gosto de chiclete com suco e de coloração, obviamente, alaranjada, ela ilustra perfeitamente a natureza macabra das teorias da conspiração. Sua aparência ingênua esconde um passado mórbido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segunda Guerra Mundial. Eua entram na guerra. A Coca-Cola , americana, não poderia mais comercializar na Alemanha nazista. Não por querer, mas por ser contraditório demais declarar guerra a um país e manter as relações econômicas, embora uma corporação não tenha tantos vínculos atrelados a estados e nações , com o país que se guerrea (claro que esse caráter multinacional e flutuante não existia na época, até porque foi uma independência cravada gradualmente através dos anos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumo da ópera, a Coca perdia um bom mercado. Lembrando que a Alemanha se recuperava de uma bela crise econômica-bélica, crescia a uma taxa média anual de 9,5%, a uma taxa de crescimento da indústria de 17,2%, crescimento demográfico , consumo público com um aumento de 18% com relação a década anterior, além de ter uma Áustria anexada no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Solução? Pensar eticamente? Não. Criar um produto que não se associasse à Coca e ainda tivesse a ver com a cultura do mercado consumidor desejado, no caso, o alemão. A laranja dava nas montanhas, o nome vinha da palavra "fantasia", "imaginação", vendia-se como um produto alemão, mas com auxílio financeiro e logístico da coca americana. E assim ela se criou, se espraiou para centenas de países, tem o Brasil como maior consumidor, e pulverizou seu passado assassino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que um produto, a Fanta ajudou a patrocinar as ações nazistas (e americanas, contraditoriamente), ou seja, matou gente. Consumi-la é uma ode a esse passado? Consumi-la é concordar com os ditames nazistas? Um produto, além de não ter raízes físicas e emocionais, não tem história? Comprá-la é dar dinheiro pra quem não se importa com o que há de humano no mundo, só interessando o lucro? Se não agora, em um futuro possível?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei lá.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8709076730966011939?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8709076730966011939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8709076730966011939&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8709076730966011939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8709076730966011939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/08/fanta-nazi-laranja.html' title='Fanta Nazi-Laranja'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtW8VX7Yc0I/AAAAAAAAAB8/Sxeg2FqX35E/s72-c/fanta.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6135604207522864522</id><published>2007-08-28T13:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-30T12:30:46.701-03:00</updated><title type='text'>Biocombustíveis e o Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtRTOn7YczI/AAAAAAAAAB0/RHpxWzK08Ow/s1600-h/biocm.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5103795788418937650" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtRTOn7YczI/AAAAAAAAAB0/RHpxWzK08Ow/s320/biocm.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;SOBRE PERGUNTA BIOCOMBUSTÍVEIS E RELAÇÃO COM MEIO AMBIENTE&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;* Paulo Renato Porto (geógrafo)&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;strong&gt;"A &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;preocupação em relação ao uso de combustíveis fósseis não se restringe só à questão do carbono, mas também diz respeito ao uso indiscriminado de fontes de energia não-renováveis. De qualquer forma a questão do "sequestro de carbono" pelas áreas florestadas está em alta no momento, sendo, inclusive uma opção muito rentável para grandes empresas, o que é interessante também para quem quer trabalhar com isso. É óbvio que é preferível uma grande área de floresta do que um canavial gigantesco, que desgastaria o solo, prejudicaria a biodiversidade, além de estar sujeito a diversas pragas, cujo controle se daria através de insumos químicos altamente prejudiciais ao solo e ao lençol freático.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia , sabe-se que a floresta pode oferecer serviços ambientais valiosíssimos (inclusive monetariamente) como: extração de recursos alimentícios, farmacêuticos, estéticos, produção de lenha e madeira, climatização, otimização dos recursos hídricos, utilização para fins turísticos e prática de diversos esportes, além de ser um banco genético muito importante.&lt;br /&gt;Enfim, as florestas estão entre as principais riquezas de um país, o que coloca o Brasil numa posição preponderante, oferecendo oportunidade para ações pioneiras em nível mundial. O problema é explicar para os nossos governantes, cheios de ganância, ignorância e inépcia. Enquanto isso, a Amazônia vai sendo derrubada a passos largos, a soja já invadiu o Cerrado e da Mata Atlântica original restam 7%. O próximo passo - para o qual o Lula acena com veemência, para não dizer abana o rabinho - é destruir a Caatinga para plantar cana e vender álcool para os Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O assunto é de uma ordem de grandeza que vai ficar difícil comprimir em algumas linhas. A questão energética é uma problemática mundial que toca em diversos pontos delicados e muito variados tais como: desenvolvimento nacional, soberania nacional, padrões de consumo, utilização dos recursos naturais, enfim, é uma questão que envolve inclusive guerras, como todos sabemos (vide Oriente Médio), ceifando muitas vidas humanas, vegetais e animais.&lt;br /&gt;A princípio, todos nós seres humanos dependemos totalmente dos recursos naturais, da menor à maior escala. A questão é vital: como utilizar esses recursos, a fim de garantir a sobrevivência da espécie? O que é necessário para a sobrevivência da espécie? Na verdade, falta-nos a percepção de que a vida humana é possível graças a um sistema infinito, altamente complexo e delicado, uma conjunção de fatores muito difíceis de estimar que forma a "Gaia", o organismo singular que chamamos de Terra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, o ser humano, historicamente, é ainda um bebê que quer mamar no peito a vida toda. Há um cálculo que diz que se a existência da Terra tivesse um ano, o ser humano apareceria no dia 31 de Dezembro, às 23:45 hs. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Voltando à questão enérgética: não há um consenso sobre a "melhor" opção energética para o nosso país. Pelo contrário, há discussões intensas sobre esse assunto, envolvendo órgãos e interesses múltiplos. Sabemos, por exemplo, que o compromisso do Lula é com o desenvolvimento econômico, mesmo que esse seja muitas vezes escamoteado atrás do conceito tão alardeado quanto indefinido e subjetivo de "desenvolvimento sustentável". Por isso, quando Marina Silva quer barrar a construção de uma hidrelétrica, ela entra em conflito com o presidente, que vê isso como uma forma de barrar o "desenvolvimento". Na verdade, isso é o que mais acontece: desenvolvimento versus meio ambiente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma questão é factual: precisamos de energia elétrica. Outra é conceitual: quanto precisamos?&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Na minha opinião, a questão deve ser resolvida de forma multilateral: o Brasil é um país extenso e deve aproveitar as potencialidades energéticas de cada região. O Nordeste, por exemplo, é rico em insolação e ventos. Já temos aí duas opções energéticas interessantes. Nosso litoral é bastante extenso e já está em desenvolvimento a utilização da energia das marés. Além disso, as grandes hidrelétricas, que inundam áreas extensas, cobrindo florestas e criando problemas sociais (como remoçaõ de comunidades inteiras) já não são necessárias. Os chamados "Grandes Projetos" do Brasil, na verdade têm algo de megalomania e, principalmente, interesse financeiro de grandes empresários, em estrito e escuso vínculo com o Estado. Hoje em dia, há projetos de usinas de pequeno porte, que abastecem localidades específicas e geram emprego e renda para as mesmas. A energia nuclear é bastante interessante para países pequenos (como a Holanda, por exemplo, que tem 70% de sua energia baseada nessa fonte), o que não é o caso do Brasil, pois essa opção envolve riscos serísimos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Já a questão dos biocombustíveis é interessantíssima. O problema é quando ela toma proporções de "milagre" ou "salvação nacional", voltando-se não para a solução energética, mas sim para a solução econômica, baseada na exportação de nossos recursos naturais, coisa que acontece desde Cabral. Essa posição subserviente é que me incomoda, pois mantém o status quo de dependência e exclusão social. O que os nordestinos ganhariam das enormas divisas geradas pelo àlcool produzido em seu território de origem? Com certeza a exploração do trabalho (quando não o trabalho escravo) e a destruição de seu ambiente natural para a produçaõ extensiva (praticamente uma plantation). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Não se enganem: a questão é complexa e exige uma reflexão não só em nível nacional, mas também em nível pessoal: o quanto custamos para o planeta? O quanto custa para os recursos naturais e humanos nosso desejo de trocar de carro todo ano, de celular assim que aparece um modelo mais novo e bonitinho, de levar meia hora no banho por puro capricho e conforto pessoal, de usar um tênis que escraviza milhares de taiwaneses? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enfim, é muito fácil ficar no discurso bonito e criticar as ações do Governo, essa entidade quase extra-terrestre. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Refletir sobre nossos hábitos, desejos, nossa forma de viver e se relacionar com o mundo, ah, quero ver quem tem coragem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O desafio está lançado. "&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6135604207522864522?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6135604207522864522/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6135604207522864522&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6135604207522864522'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6135604207522864522'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/08/biocombustveis-e-o-brasil.html' title='Biocombustíveis e o Brasil'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RtRTOn7YczI/AAAAAAAAAB0/RHpxWzK08Ow/s72-c/biocm.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-9058977237792215480</id><published>2007-08-07T19:25:00.000-03:00</published><updated>2007-08-07T19:26:43.085-03:00</updated><title type='text'>CARTA ÀS COPAS DAS ÁRVORES</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;Por Bruno Moreno&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fiquei com vergonha de mim. De mim ao mundo. Acho que desde pequeno sinto essa vergonha. Acreditava que tinha um olhar baixo pra não encarar as copas das árvores. Não por ser menor, mas por sabermos, no momento em que encarava seus troncos eternos, que, mesmo magro e fraco, miúdo de tempo ainda, seria eu um homem invejoso e bêbado, mandado por homens invejosos e bêbados, a roubar invejosa e bebadamente suas copas do sol. Então inventei de ser biólogo acreditando se tratar de virar um mago que lidava com sapos. Acreditava eu que os sapos regulavam a temperatura, os ventos e as direções das águas do mundo. E eu, como mago de sapos, iria devolver a naturalidade das coisas às árvores e às coisas. Mas fui dar de ver demais o homem e me esqueci no que há de homem no mundo. Desapercebi do tempo, do tempo que passava e aquele que fica pendurado na nossa cabeça, dando presentidade aos anos e aos futuros. Fui me apaixonar de mim com relação aos outros e me apaixonar de imagens de outras meninas. Então queria ser mais homem aos homens por paixão, por não ter algo mais pra chamar e por ouvir de minha avó que era coisa ruim de sentir. Digo isso porque, no momento que larguei os sapos e as copas das árvores até a hora em que me perdi no homem, fui menos feliz. Não existe mago de gente, como existiu o de sapos, porque os homens não têm relação com o mundo. Pelo menos dizem e agem como se não tivessem. Falam muito e fazem muito por si mesmos. É por isso que tenho vergonha de mim. De mim ao mundo. Mais agora que não sou mais menino e caminho a passos rápidos, desde quando acordo até quando acordo, para me tornar invejoso e bêbado. Inveja porque percebi que não existe mago de homens não porque a gente é bem melhor que o mundo. É porque não somos bem melhores que o mundo. E, da gente, ele não se regula pra nada. Ao contrário dos sapos, que precisam de um mago, porque sapos controlam o tempo e as coisas. E bêbado porque somos sós e, por não fazermos parte do mundo, tentamos não fazer parte de nós mesmos a todo custo. É uma solidão de tristeza e silêncio frio. Não é como as copas das árvores, que se preenchem de sol e pássaros, de chuva e vento, de dias e noites, de liberdade, mesmo presas a um tronco duro e marrom, como o que encarava quando criança e tinha vergonha de encará-lo também porque um dia seria um homem invejoso e bêbado a perguntar onde estava a graça em não ser homem e não entender a gratidão de um tronco duro e marrom que abastece e sustenta as copas de uma árvore eterna, de tronco eterno. Fiquei com vergonha de mim ao mundo e desejei não crescer mais para não ser homem invejoso e bêbado. Desde quando era criança e tinha vergonha das copas das árvores.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Que um dia eu saiba acreditar que posso ser um mago de sapos. Que eu possa devolver a naturalidade das coisas às árvores e às coisas. Mesmo com os olhos baixos de eternidade,  que um dia vire um mago de gente. E possa encarar os homens do mundo. Com eternidade, presentidade e mundo."  &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-9058977237792215480?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/9058977237792215480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=9058977237792215480&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9058977237792215480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/9058977237792215480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/08/carta-s-copas-das-rvores.html' title='CARTA ÀS COPAS DAS ÁRVORES'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-7871135148681654658</id><published>2007-07-10T19:09:00.000-03:00</published><updated>2007-07-10T19:15:41.415-03:00</updated><title type='text'>Filosofia à machadada</title><content type='html'>Por Fânia Rodrigues&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RpQErwlHFFI/AAAAAAAAABs/AM-qLJXD2ZQ/s1600-h/nita.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5085695029029573714" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RpQErwlHFFI/AAAAAAAAABs/AM-qLJXD2ZQ/s200/nita.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; filosofia a machadada é uma forma de se chegar ao conhecimento através de uma espécie de tratamento de choque, que na maioria das vezes dá certo.&lt;br /&gt;São como gotas de “verdade” que parece serem injetadas direto na veia de uma forma que você, mesmo não querendo, jamais vai ser o mesmo, nem olhar o mundo da mesma forma depois de, por exemplo, ler um livro de Friedrich Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora o escritor alemão apresentasse algumas anomalias mentais e mais tarde considerado pela psicanálise mentalmente perturbado, é bem verdade que suas idéias influenciaram radicalmente o pensamento da filosofia moderna. É leitura obrigatória para quem quer conhecer o pensamento crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Éramos Rotterdam, autor de Elogio da Loucura, considerado um dos 100 livros que mais influenciaram a humanidade, existe uma ligação muito íntima entre a loucura e a genialidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lombroso, um médico italiano, do século 18, que ficou mundialmente famoso por seus estudos e teorias no campo da relação entre características físicas e mentais, também estabeleceu um paralelo entre o gênio e a loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde o assunto foi mais profundamente estudo por médicos e psicanalistas e até Freud se interessou pelo tema. Uma rápida visita aos livros de história nos mostra como é estreita a linha que separa a genialidade da loucura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos lampejos geniais foram a princípio recriminados como produto de um cérebro doentio. Hoje, porém, ninguém mais duvida da saúde psíquica de tais personalidades, como Darwin (teoria da evolução) e Van Gogh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas com loucura ou sem loucura devo dizer que Nietzsche merece ser lido pelo menos, para dizer (se for o caso) que não concorda com uma vírgula do ele escreveu, mas pra isso uma pessoa vai ter que ter lido uma porção de coisas, porque tem que saber o que está lendo e não apenas dizer se é bom ou ruim, mas como e porque você chegou a essa conclusão. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-7871135148681654658?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/7871135148681654658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=7871135148681654658&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7871135148681654658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/7871135148681654658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/07/filosofia-machadada.html' title='Filosofia à machadada'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RpQErwlHFFI/AAAAAAAAABs/AM-qLJXD2ZQ/s72-c/nita.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8704253856203730304</id><published>2007-06-19T22:15:00.000-03:00</published><updated>2007-06-19T22:27:07.524-03:00</updated><title type='text'>Visões Periféricas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RniAYmnlXUI/AAAAAAAAABk/70rFrnCrYWM/s1600-h/festival-visoes(1).jpeg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077949740032023874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RniAYmnlXUI/AAAAAAAAABk/70rFrnCrYWM/s200/festival-visoes(1).jpeg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;por Bruno Moreno&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um evento no Rio de Janeiro foi pioneiro e mereceu toda a atenção da sociedade civil. Mas passou desapercebido. O Festival &lt;a href="http://www.observatoriodefavelas.org.br/observatorio/noticias/noticias/4499.asp"&gt;Visões Periféricas&lt;/a&gt; acabou essa semana e foi organizado pela Ong Observatório de Favelas. Mostrou a produção audiovisual dos locais em desvantagem social, com películas de cineastas oriundos de escolas e oficinas populares de comunicação e cinema de todo o país. A idéia era inverter um fato que "comemora" mais de 100 anos : mostrar o olhar da periferia sobre a própria realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Acontece que pouca gente viu e se importou. Acontece que esse movimento vem ocorrendo lentamente, em algumas luzes pontuais, discutíveis e polêmicas, mas que não apresenta um destino para se comemorar . Falcão - Meninos do Tráfico, pode ser considerado o ápice e o início de um filme quase puramente da favela. Deu um baque, que durou o tempo do fogo de duas palhas. Seguiu-se uma moda global disso. Cidade dos Homens, Central da Periferia, as spice girls pobres Antônias. Independente de qualquer crítica, foi a primeira vez que essa presença maçiça dos locais ditos como "informais" apareceu como parte do cotidiano da cidade, não só no samba, mas em formas estruturais, urbanísticas e de cultura. Em formas de imagens. Mas parou por aí. O que se seguiu, e paralelamente a isso, foi que a periferia foi mostrada com festa demais. Diretores ganharam dinheiro com os pobres (Cidade Baixa, Cidade de Deus, Amarelo Manga), Cacá Diegues teve sua carreira ressuscitada ao se tornar o paladino cinematográfico do pobre, acadêmicos adotaram cada um a sua favela nas universidades públicas e particulares. Mais: ter um projeto audiovisual virou coqueluche orçamentária nas Ongs e quase uma exigência dos patrocinadores dessas organizações. Críticas à parte, ainda era um festival para se ver.&lt;br /&gt;A idéia de se contar a própria história é magnifíca. Ajuda na transformação da estigmatização histórica que a periferia sofre. Desde tempos do Cinema Novo (Sim!), Rio 40graus e Pixotes da vida. É a revolução midiática que deveria ter acontecido, mas ainda é absorvida pelos que detém o poder de transmissão. E transmitem como querem. E esses não moram em barracos. Além disso, o novos possuidores das câmeras estão se subjugando aos ditames da elite branca (sim!) cinematográfica. Digo objetivamente que a forma de contar essa realidade é manipulável, assim como manipulável são as aprovações dos patrocínios. É preciso cuidado no jogo do toma lá da cá para não se perder os fins, já que os meios desviaram-se a princípio.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Festival Visões Periféricas teve um grande valor. Mostrou que as coisas estão sendo feitas. Em quantidade e qualidade. Pena, novamente, que tenha servido para se afagar a cabeça do fudido e para a senhora madama dizer "que bonitinho o que ele fez". Valeu para marcar a existência de algo que está sendo sutilmente redefinida em favor das mesmas pessoas que fabricaram as visões errôneas e estereotipadas de que querem fugir as lentes atuais da periferia. Mesmo que quase ninguém saiba, tenha visto ou veja a realidade social que se afigurou há mais de 100 anos. E que ainda não foi bem contada. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-8704253856203730304?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/8704253856203730304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=8704253856203730304&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8704253856203730304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/8704253856203730304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/06/vises-perifricas.html' title='Visões Periféricas?'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RniAYmnlXUI/AAAAAAAAABk/70rFrnCrYWM/s72-c/festival-visoes(1).jpeg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-5283879051027210415</id><published>2007-06-13T18:52:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T19:00:12.801-03:00</updated><title type='text'>A SOLIDÃO DA RUA GUAPENI</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RnBnoGnlXTI/AAAAAAAAABc/b0B6baW2VFA/s1600-h/ruaguapeni.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075670718715616562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RnBnoGnlXTI/AAAAAAAAABc/b0B6baW2VFA/s320/ruaguapeni.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Por Henry Galsky&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; placa de um azul um tanto desgastado anuncia em letras brancas contrastantes: Biblioteca Popular. Mas poucos são os passantes que levantam a cabeça para lê-la. Imersos em realidade cotidiana, o anúncio se ergue solitário e silencioso, como estátua de bronze, na esquina da Rua Guapeni, quase em frente ao que já foi a Mesbla.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por si só, a rua diverge da confusão da Conde de Bonfim, principal e famosa via com que a Guapeni se encontra na altura da placa. Como se esta não existisse, os pedestres seguem em direção às atrações óbvias da rua principal e sequer desviam o olhar. É como se o supermercado, a academia, o hortifruti, a loja de móveis, o curso pré-vestibular e o transporte público ordenassem "sempre em frente!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poucos são os que se aventuram a entrar na Guapeni. A esta hora da manhã, o trabalho não pode esperar e ela está, mais uma vez, vazia. O guardador de carros é o solitário imperador e por isso mesmo olha com certa estranheza quem passa. Filetes de grama crescem entre os paralelepípedos. Pequenos prédios, de não mais de três andares, formam a maior parte das construções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há casas que se transformaram em comércio, como o curso de inglês que não pretende concorrer com as grandes empresas do setor, a creche com suas paredes coloridas infantilmente, consultórios de dentistas e algumas botiques para noivas. Tais lojas já recebem clientes, na ansiedade do matrimônio. Afinal, o amor não pode esperar. Costureiras caminham de um lado a outro, à procura da melhor medida, do melhor decote, do melhor tom para a noite mais importante das vidas dessas moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chuva da noite anterior e o céu negro insistente que cobre a montanha ao fundo, contribuem para dar à Guapeni a impressão de região serrana. O silêncio permite ouvir o passo apressado da mãe que acompanha a filha adolescente ao curso de inglês. Tudo isso às margens da Conde de Bonfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As casas da rua guardam certa semelhança. Muros baixos protegem a entrada. Grandes varandas adornadas por arcos e pilastras de pedra. Piso vermelho. Em algumas varandas, a presença confortável de cadeiras de balanço de madeira ou ferro. Uma casa azul-piscina é uma das últimas construções da rua, quase em frente à biblioteca. Num cartaz preso à parede, a saudação: "bem-vindo ao mundo dos golfinhos". Os animais sorriem – se é que isso é possível. "Essências florais, minerais, marinhas...". As reticências insinuam que há essências de outros materiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher abre a porta, provocando com isso reverberação da cortina sonora. Sou convidado a entrar. Ela crê que estou interessado em arteterapia, na oficina de "alimento vivo" ou na palestra sobre florais do nordeste. No interior da residência, tapetes artesanais, uma secretária e música que soa como Beto Guedes, 14 Bis, ou alguém do Clube da Esquina. Agradeço o convite e por educação acabo me inscrevendo na palestra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O portão se fecha com um estampido metálico. Do outro lado da rua, vasos de plantas cobrem a fachada de mais uma casa sustentada por pilastras de pedra. A porta está aberta e convida a entrar. A cortiça do lado de fora está coberta com cópias de capas de livros. São os lançamentos do mês disponíveis na Biblioteca Popular da Tijuca. Ou melhor, Biblioteca Popular Marques Rebelo, em homenagem ao escritor Edi Dias da Cruz. Pode soar estranho, mas é possível explicar a aparente confusão. Marques Rebelo era o pseudônimo do escritor. Ironicamente, tornou-se mais famoso que seu nome real. O grande sucesso do autor foi A Estrela Sobe, livro lançado em 1939 que narra a ascensão de uma jovem suburbana ao sucesso como cantora de rádio. Se escrito hoje, ela se tornaria, provavelmente, uma participante do Big Brother e posaria para a Playboy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na cortiça, além das novas aquisições, os cursos oferecidos. A gama de opções é enorme: psicanálise, espanhol, francês, violão, matemática, reiki. Do lado de dentro da biblioteca, silêncio. Logo na entrada, um segurança particular oferece um grande livro de capa preta aos visitantes que desejarem assiná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cerca de 15 mil livros estão divididos por áreas de interesse. Há oito prateleiras dedicadas somente à literatura norte-americana. O cheiro de livro é forte e a luz, intermitente. No salão de leitura, ventiladores de pás de ferro e o recém-adquirido ar-condicionado deixam o clima agradável aos 14 leitores. Eles estão absolutamente imersos em seus livros e jornais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pequeno corredor leva aos fundos da biblioteca. Lá estão a administração, a sala infantil e a audioteca, que já conta com mais de 300 fitas para deficientes visuais. O corredor está decorado com fotos de todos os presidentes da República. Todos mesmo. Campos Sales, Rodrigues Alves, Nilo Peçanha...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefa Padrão Moutinho, a gerente da biblioteca, explica tratar-se de uma exposição itinerante, uma parceria com o Museu da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefa é a administradora geral e responde à Coordenadoria de Bibliotecas da Prefeitura do Rio. Seus óculos redondos, saia longa e meia-idade, colaboram para que se enquadre no estereótipo de professora primária que povoa o imaginário coletivo. Mas ela é mais do que isso. Além de professora, é bibliotecária e assistente social. Sua mesa está coberta de pastas, livros e papéis, muitos deles recortes de jornais velhos. Uma máquina de escrever ao lado é a armadilha para um flashback sonolento aos tempos de escola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2004 na biblioteca, Josefa é a supervisora dos 11 funcionários – sendo três deles terceirizados – que trabalham no local. Tenta se esquivar, quando a organização da biblioteca é elogiada. "Tudo o que foi feito é com o aval da diretoria", diz, após pequena pausa e a tentativa de esconder o sorriso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela conta que todos os dias recebe mais de 120 leitores. Nos últimos tempos, os livros mais requisitados têm sido O Código da Vinci e Harry Potter. "Houve um caso de um advogado que leu todo o Harry Potter aqui", conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Muita gente vem estudar para os concursos públicos. Fora isso, muitos de nossos freqüentadores não moram na Tijuca, apenas trabalham no bairro", explica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Josefa também gosta de ler. Apesar disso, pensa alguns segundos antes de confessar que o blockbuster O Código da Vinci foi sua última leitura. "Mas gosto muito de Descartes, Platão, filosofia e literatura brasileira", emenda rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentado diante do computador que provê acesso gratuito à internet, o analista de processos Pedro Leonardo Albuquerque dos Santos, de 28 anos, freqüenta a biblioteca nos finais de semana – sim, ela abre aos sábados e domingos. "Antes de trabalhar em meu novo emprego, vinha aqui todos os dias. Gosto de acessar a internet, ler jornais e livros. O último que levei pra casa foi a Constituição porque precisei dela para um concurso", diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de sairmos, pedimos a Pedro que pose para uma foto, ao lado de um livro, de forma a ilustrar a matéria. Entre os 15 mil volumes disponíveis, ele rapidamente escolhe o best seller de auto-ajuda Quem Mexeu no Meu Queijo. "Esse livro é muito bom", garante sorrindo ao lado da capa azul escura. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-5283879051027210415?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/5283879051027210415/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=5283879051027210415&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5283879051027210415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/5283879051027210415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/06/solido-da-rua-guapeni.html' title='A SOLIDÃO DA RUA GUAPENI'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/RnBnoGnlXTI/AAAAAAAAABc/b0B6baW2VFA/s72-c/ruaguapeni.png' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-3832835629721861389</id><published>2007-06-12T12:34:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T12:40:05.554-03:00</updated><title type='text'>Filosofando com ponta dos pés</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Por Fânia Rodrigues&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;É maldição do homem gênio que na própria medida em que ele aparece aos outros, grande e admirável, estes lhe pareçam pequenos e mesquinhos. Contudo tem que calar toda a vida essa opinião, como eles calam a sua. Entretanto é condenado a viver numa ilha deserta, onde não encontra ninguém que se lhe assemelhe, e sem outros habitantes senão macacos e papagaios”&lt;/em&gt; é o que fala Friedrich Nietzsche.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um dos grandes dilemas da humanidade. Porque quanto mais conhece, mais sensível, humano se torna o homem e conseqüentemente mais vulneráveis as dores do mundo, já que as palavras, os gestos, as atitudes fazem mais sentido quando se conhece mais profundamente a razão, a história e a mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a psicanálise o homem vive em função dos seus prazeres, desse modo o homem é escravo dos seus desejos. Ele vive para suprir as necessidades que ele mesmo criou, e antes de satisfazê-las cria novos desejos. Tudo para fugir da dor, que tanto o apavora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o mais interessante é que, quem dá a medida do prazer é exatamente a dor. Por isso é que Nietzsche defende a dor como os estado positivo do homem, pois segundo ele só na dor o homem se sente profundamente. Pois alegria não é reflexiva, ela externa, portanto ela se dá no estado da ausência humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E defende que o homem só se conhece profundamente na dor e segundo ele “o conhecimento é tristeza: aqueles que mais sabem são os que mais profundamente devem lamentar a fatal verdade, a árvore do conhecimento não é a da vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Schopenhauer, se nossa existência fosse ilimitada e ausente de dores, talvez nenhum homem tivesse tido a idéia de perguntar a si próprio porque existe o mundo e se encontra constituído de justamente desta maneira. Tudo se compreenderia por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Schopenhauer, se todos os desejos, apenas formados, fossem imediatamente realizados, com que se preencheria a vida humana, em que se empregaria o tempo? Coloque esta raça num país de fadas, onde todos os desejos são realizados o mais facilmente possível, os homens morreriam de tédio ou iriam enforcarem-se, outros matarem-se, e causarem-se mutuamente mais sofrimento do que a natureza agora lhes impõe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto a dor e solidão são maus necessários, pois como o homem poderia se dar conta que a alegria existe se não tivesse a dor para medi-la. E a solidão, por sua vez é um estado natural do humano. É a ausência do outro, e principalmente algo que acontece dentro, e não fora das pessoas, ou seja, fugir da solidão é como fugir de si mesmo, do que pensa, do que sente e do que é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a eterna juventude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma frase do ator americano James Dean que ilustra bem a psicologia da juventude. Ela diz: “viver cada dia como se fosse o último e sonhar como se fosse imortal”. O duque francês La Rochefoucauld já dizia “A juventude é uma longa intoxicação: ela é a razão em estado febril”.&lt;br /&gt;Essa juventude que vai da adolescência até os 20 e poucos anos, é incrivelmente imediatista. Mas temos que inventar atividades prazerosas que possam ir além do sexo, drogas e rock’n’roll. Caso contrário, corremos o risco de vivermos uma vida que será apenas de uma nostalgia melancólica de um tempo que já passou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quero dizer é que o prazer não vem apenas do corpo, assim como a espiritualidade não vem apenas da religião. Ela pode vir do prazer proporcionado pelas artes plásticas, pela literatura, da música, da ciência e da filosofia. São atividades que não dependem de atributos corporais para ser exercidas. São prazeres proporcionados pela mente e não pelo corpo, já que este último rapidamente envelhece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-3832835629721861389?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/3832835629721861389/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=3832835629721861389&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3832835629721861389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/3832835629721861389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/06/filosofando-com-ponta-dos-ps.html' title='Filosofando com ponta dos pés'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-2497153256222642575</id><published>2007-06-09T14:21:00.000-03:00</published><updated>2007-06-09T14:23:07.071-03:00</updated><title type='text'>Comentários</title><content type='html'>Contra o que se propõe qualquer blog, esse que vos fala não abria espaço para comentários. Mas neguim ficou azucrinando nossos ouvidos e agora está aí. O milho está aí, mas é pra comer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mundo Todo&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-2497153256222642575?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/2497153256222642575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=2497153256222642575&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2497153256222642575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/2497153256222642575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/06/comentrios.html' title='Comentários'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-6493718241934565653</id><published>2007-06-06T19:51:00.000-03:00</published><updated>2007-06-12T12:39:39.836-03:00</updated><title type='text'>35 anos de Clube da Esquina</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/Rmc8xWnlXSI/AAAAAAAAABU/L7kqAwC39hA/s1600-h/clubedaesquina.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5073090323839016226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/Rmc8xWnlXSI/AAAAAAAAABU/L7kqAwC39hA/s400/clubedaesquina.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/Rmc8hGnlXRI/AAAAAAAAABM/aksR1dDtcFA/s1600-h/clubedaesquina.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;A&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;s datas comemorativas devem ter um porquê. Memórias heróicas, exemplos, totens, redefinição de caminhos, paradigmas. Há 35 anos, pelo menos, existe um fato que o brasil (com minúscula por merecimento) deveria lembrar constantemente em 2007. Onde colhemos informações sobre namoros de celebridades, como emagrecer 20 kilos em um dia tomando sopa de alfafa, como capturar seu homem na cama, incestuosos artigos opinativos anti-chavez, anti-nada, deveriam estar fotos-sequências, entrevistas, áudios, revelações , todo o arsenal hipertextual da Internet em favor de um dos mais revolucionários grupos culturais da história do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1972, Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes, Flávio Venturini, Wagner Tiso, Robertinho Silva, Fernando Brant, Ronaldo Bastos, Vermelho, Márcio Borges, Toninho Horta, entre outros, lançavam o disco &lt;a href="http://www.museudapessoa.net/clube/"&gt;Clube da Esquina&lt;/a&gt;. O nome era uma referência ao que não eram. Não eram grupo, seita, organização. Nada disso. Representavam a pura e desavergonhada arte do estar junto, de forma caótica, nem sempre programada, em uma tarde qualquer de Minas. Se juntaram, cantaram e revelaram suas genialidades à base de batida de limão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pequeno e desinteressante texto não é para falarmos da história deles, nem para escrever um recadinho post-it à memória coletiva. O que queremos abordar é que , fora alguns blogs de trincheira, sites alternativos, muito bem escondidos no infinito de informações do Googleworld, quase ninguém está comentando essa marca. Nem a grandeza dela. O Clube da Esquina é revolucionário, ponto. Não teve o mesmo apelo do Tropicalismo, os mesmos rebolados de Ney, nem a harmonia de música e estilo de vida carioca praiana da Bossa Nova. Não teve impacto imagético ou político. Em uma época de contestações à ditadura , em pleno centro da Família, Tradição e Propriedade mineiras se afundaram no homem, na liberdade e na arte. Suas letras falavam disso e suas músicas eram um híbrido nunca visto antes (e até hoje) entre o rock progressivo, sons andinos, brasilidade e Beatles. O Clube foi um rio que passou e não foi notado. Nem o é atualmente. Poucos jovens o conhecem e, quando escutam algumas músicas , de autores separadamente como o Milton, não o associam como um "movimento" único, embora heterogêneo, de pesquisa musical riquíssima, de busca por uma sonoridade mesclada, por letras de cunho humanista e libertário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reforçando: o Clube da Esquina trouxe um novo tipo de som e letra à música mundial, mas quase ninguém se importa. Talvez tenham sido considerados pouco brasileiros nos arranjos com influencia andina, no tom latinoamericano das milongas, numa atitude política apolítica como em San Vicente (&lt;em&gt;Estava em san vicente / As mulheres e os homens / Coração americano / Com sabor de vidro e corte&lt;/em&gt;). Ou na juventude filosófica ao falar de liberdade e devir sem engrossarem a voz roqueira, como em “Nada será como Antes” (&lt;em&gt;Eu já to com o pé nessa estrada / Qualquer dia a gente se vê / Sei que nada será como antes / amanhã&lt;/em&gt;). Quem sabe pelo amor ingênuo, mas com arranjo imprevisível e inconstante, do piano majestoso de Wagner Tiso em “Um Girassol da cor do seu cabelo” (&lt;em&gt;Se eu cantar não chore não / É só poesia&lt;/em&gt; / Eu só preciso ter você / Por mais um dia / Ainda gosto de dançar / Bom dia / Como vai você&lt;em&gt;?&lt;/em&gt;). Não gostaram, de repente, da dor de cotovelo do samba qualquercoisa , onde Milton sofre um falsete impossível de se atingir por vozes normais , na técnica e no sentimento de “Me deixa em Paz” (&lt;em&gt;Se você não me queria / Não devia me procurar / Não devia me iludir / Nem deixar eu me apaixonar&lt;/em&gt;). Ou na genialidade instantânea, da composição mais rápida de Milton e Lô, que desaguou na canção mais linda e ainda instrumental que era Clube da Esquina N.02 (depois ganhou letra à altura de Márcio Borges por “ordem” de Nana Caymmi). Ou na raiva quase quieta de “Trem de Doido”, com direito a solo distorcido, quase desafinado e com um efeito ruidoso de Beto Guedes (&lt;em&gt;Noite azul pedra e chão / Amigos num hotel / Muito além do céu / Nada a temer, nada a conquistar&lt;/em&gt;). Motivos não faltaram para a intelectualidade, juventude e mídia nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Clube da Esquina é livre demais. É preciso ser mais humano para ouvi-los. Quem sabe nas próximas gerações. Os sonhos nasceram há 35 anos, não envelheceram e ainda podem ser tudo o que queriam ser. Eles já nos convidaram, que o país saiba aceitar: &lt;em&gt;Venha até a esquina / Você não conhece o futuro / Que eu tenho nas mãos&lt;/em&gt;. Parabéns, Clube da Esquina. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2003124826409464872-6493718241934565653?l=minimodomundo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://minimodomundo.blogspot.com/feeds/6493718241934565653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=2003124826409464872&amp;postID=6493718241934565653&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6493718241934565653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2003124826409464872/posts/default/6493718241934565653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://minimodomundo.blogspot.com/2007/06/35-anos-de-clube-da-esquina.html' title='35 anos de Clube da Esquina'/><author><name>Bruno Moreno</name><uri>http://www.blogger.com/profile/04711903515590894990</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Jd9t-N_VK1g/Rmc8xWnlXSI/AAAAAAAAABU/L7kqAwC39hA/s72-c/clubedaesquina.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2003124826409464872.post-8933535456692196171</id><published>2007-06-03T18:21:00.000-03:00</published><updated>2007-06-03T19:59:45.701-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>HEROES: o balanço da primeira temporada&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;img src="http://i55.photobucket.com/albums/g136/mdm8/Heroesnoaa.jpg" /&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="COLOR: rgb(255,255,0);font-size:180%;" &gt;D&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;epois de 23 episódios e muita falação sobre a série-fenômeno da temporada, terminou (pelo menos para os gringos e para os downloadeadores apressados) a primeira temporada de &lt;a style="FONT-WEIGHT: bold" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heroes_%28TV_series%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;. Ou o &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;"Volume Um"&lt;/span&gt;, como o criador &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tim_Kring" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Tim Kring&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; prefere chamar. (Aliás, também já começou o "Volume Dois"; volto a isso mais adiante.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora que acabou a temporada, é hora da reflexão. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; apareceu na mídia como algo inovador, com indícios de que seria uma revolução no mundinho dos enlatados norte-americanos. Não foi pra tanto, mas a série ressaltou o aspecto extra-TV de uma forma jamais vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Além da TV&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes mesmo de começar as filmagens, os produtores da série fizeram direitinho a lição de casa. &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; é (assumidamente) conseqüência direta do sucesso de séries como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Lost_%28TV_series%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/24_%28TV_series%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;24 Horas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, em que o espectador precisa acompanhar todos os episódios desde o início. Pela presença de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Jeph_Loeb" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Jeph Loeb&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Greg_Beeman" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Greg Beeman&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; na equipe, é possível considerar que &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; também é filhote de séries como &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Smallville_%28TV_series%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Smallville&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Supernatural_%28TV_series%29" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Supernatural&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, com seu uso de efeitos especiais de forma rotineira (algo que afeta drasticamente a rotina de produção). Em entrevistas, a equipe sempre ressaltou que os erros e acertos dessas séries guiaram muitas de suas decisões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro aspecto muito interessante é a relação dos criadores com a imprensa. Tim Kring deu ótimas entrevistas antes e depois de momentos-chave da série (após a revelação da identidade do verdadeiro pai da &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Claire_Bennet" target="_blank"&gt;Claire&lt;/a&gt;, por exemplo), sempre informando/revelando detalhes (sem spoilers) que trazem mais significado à mitologia da série e mostram que tudo tem um motivo (uma lição aprendida com a falta de informações sobre &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Lost&lt;/span&gt;). O &lt;a href="http://www.comicbookresources.com/" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;ComicBookResources&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, um dos principais sites de notícias de HQ nos EUA, fez uma coluna semanal chamada &lt;a href="http://www.comicbookresources.com/news/newsitem.cgi?id=10692" target="_blank"&gt;"Behind the Eclipse"&lt;/a&gt;, apresentando perguntas e respostas com dois dos roteiristas (são oito ou nove no total). Ali, além de responder à dúvidas sobre o episódio da semana anterior, os roteiristas colocavam desafios aos leitores, como descobrir o nome do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Mr._Bennet_%28Heroes%29" target="_blank"&gt;Bennet&lt;/a&gt; (quem viu o episódio final já sabe!) e a importância do número 9 na mitologia da série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A própria equipe de produção se esforçou muito para criar atrativos além da série em si no &lt;a href="http://www.nbc.com/Heroes/" target="_blank"&gt;site oficial&lt;/a&gt;. A opção de oferecer os episódios para download para o público foi vista como um suicídio econômico por muitos. Por que alguém reservaria um horário pra ver na TV algo que poderia ser visto a qualquer momento depois de algumas horas? A estratégia era permitir que o espectador novo pudesse saber o que aconteceu antes e que o fã pudesse achar um novo sentido em antigos episódios a partir de fatos revelados nos novos, algo que anteriormente só era permitido em reprises ou no DVD. Como atrativo para o futuro DVD foram prometidos muitos extras, inclusive a versão original do piloto de 72 minutos com uma trama parcialmente diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no site oficial, foi disponibilizado o blog do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hiro_Nakamura" target="_blank"&gt;Hiro&lt;/a&gt;, justamente o personagem mais nerd/geek que se tornou rapidamente o favorito dos fãs. Desde o início da série, o site oficial também oferece &lt;a href="http://www.nbc.com/Heroes/novels/" target="_blank"&gt;HQs online&lt;/a&gt;, que não apenas revelam detalhes sobre certos personagens ou sobre momentos não-mostrados na série (como a fuga da prisão do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/D.L._Hawkins" target="_blank"&gt;DL&lt;/a&gt;), mas também foram o principal palco da personagem &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Hana_Gitelman" target="_blank"&gt;Hana Gitelman/Wireless&lt;/a&gt;. A moça israelense, a única a ter um "codenome" (ou seria um "nickname"?) além do vilão &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sylar" target="_blank"&gt;Sylar&lt;/a&gt;, pouco apareceu na série, mas teve sua vida contada nas HQs online do início ao fim (o que combina perfeitamente com a natureza dos poderes dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra ótima iniciativa foi a criação do &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Heroes_360_experience" target="_blank"&gt;Heroes 360 Experience&lt;/a&gt;, com falsos sites que criam um "universo expandido" da série. A lista inclui o perfil do Myspace da Claire e da Hana, o blog da Hana, o site sobre o livro escrito por &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_characters_in_Heroes#Chandra_Suresh" target="_blank"&gt;Chandra Suresh&lt;/a&gt;, Activating Evolution, o site oficial do Corinthian Casino, o site da empresa Primatech Paper, o site de campanha de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Nathan_Petrelli" target="_blank"&gt;Nathan Petrelli&lt;/a&gt; e o site da Sociedade (ou Instituto, dependendo da tradução) Yamagato. Mesmo com um episódio por semana, esses "extras" mantiveram os fãs mais hardcore ocupados, mantendo o interesse na série nos diversos fóruns online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;A história&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; começou, ninguém sabia pra onde aquilo iria rumar (talvez nem os roteiristas). Um plágio de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/X-Men" target="_blank"&gt;X-Men&lt;/a&gt;, ou de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Watchmen" target="_blank"&gt;Watchmen&lt;/a&gt;, ou um outro seriado cheio de superfreaks ou mistérios sem respostas. Essas eram algumas opções. E, realmente, demorou um certo tempo, mas acredito que &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; conseguiu achar o seu tom ideal por volta do episódio 5, justamente o que contém a agora famosa mensagem do Hiro do futuro para &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Peter_Petrelli" target="_blank"&gt;Peter&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das declarações dadas por Kring em entrevistas dizia respeito à escolha dos poderes dos personagens e dava pistas da real natureza da série. Segundo o criador, os poderes não derivavam da trama, mas do personagem. Dando o exemplo de DL, um personagem que estava preso por um crime que não cometeu, Kring pensou "o que ele faria se pudesse simplesmente sair andando através das paredes da prisão?". Então não foi algo do tipo "como esse poder ajuda a deter a bomba?", mas "que poder combina (mesmo que de forma irônica) com esse personagem?". Isso ajudou a definir &lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Heroes&lt;/span&gt; como um drama, não uma série de ação. E isso faz toda a diferença na hora de construir expectativas sobre a série.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto revelado por Kring: a série não teria "temporadas", e sim "volumes", para ressaltar a semelhança com uma saga literária. Para o criador, a mitologia desse mundo é mais importante que as tramas e ações passageiras, de forma que o primeiro volume não se chama &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;"Genesis"&lt;/span&gt; à toa, ele realmente é apenas o início de uma história muito maior (já se falou num planejamento de 5 anos). O segundo volume, &lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;Generations&lt;/span&gt;, promete justamente mostrar a história de outras gerações de personagens com "habilidades especiais", inclusive os pais e filhos daqueles que vimos na primeira. Uma conseqüência desse "pensamento macro" é que se a história percorre décadas ou séculos (Kring falou em "milênios", mas isso deve ser exagero dele!), então é natural vermos a morte de personagens "principais". A princípio isso gera um clima estranho e um pouco desagradável de "ninguém está seguro", mas depois acaba dando aquele gostinho de acompanhar uma saga familiar por diversas gerações (e a família Petrelli é forte candidata a fio condutor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas explicações off-screen, os próprios personagens deixavam claro que não haveria uma equipe de super-heróis de roupa colorida combatendo o mal (apesar da geração anterior ter feito uma tentativa nessa linha, o que provavelmente será mostrado em "Generations"). Mesmo assim, muita gente esperava algo diferente, o que nos leva ao polêmico &lt;a href="http://www.tv.com/heroes/how-to-stop-an-exploding-man/episode/1008067/summary.html" target="_blank"&gt;episódio 23&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;O episódio final&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da temporada na realidade são os 3 últimos episódios. Cada um corresponde a um ato da narrativa clássica do cinema, o que explica porque no &lt;a href="http://www.tv.com/heroes/the-hard-part/episode/1008063/summary.html" target="_blank"&gt;episódio 21&lt;/a&gt; fica aquela sensação de que "não aconteceu nada", afinal aquele é claramente o primeiro ato, em que só se posicionam os personagens e se apresenta a situação. Na verdade, os 3 episódios poderiam ser vistos em seqüência como um único filme de duas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, vamos ao terceiro ato, o capítulo final, episódio 23. Chamei de polêmico ali em cima não por algum elemento controverso nele mesmo, mas pela reação do público e da crítica na internet no dia seguinte à sua exibição. Inicialmente, não entendi o motivo da decepção, já que adorei o episódio (apesar de algumas falhas visíveis, é verdade). Acabei buscando a explicação em dois filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Corpo Fechado&lt;/span&gt;, a péssima tradução de &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0217869/" target="_blank"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-STYLE: italic"&gt;Unbreakable&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, é o filme mais incompreendido de &lt;a href="http://www.imdb.com/name/nm0796117/" target="_blank"&gt;M. Night Shayamalan&lt;/a&gt;. O filme é uma grande homenagem aos quadrinhos de super-herói disfarçado
